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Tempo de Perseguições - Parte II
“Mas antes de todas estas coisas lançarão mão de vós, e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e às prisões, e conduzindo-vos à presença de reis e presidentes, por amor do meu nome”. Lucas 21.12
As liberdades de expressão e de religião estão sendo cada vez mais tolhidas no Ocidente. Na Europa, não só é proibido pregar sobre temas “politicamente incorretos” como também é proibida até mesmo a leitura de textos bíblicos que fazem menção ao homossexualismo como pecado. Cristãos estão sendo multados e presos na Inglaterra por distribuição de folhetos contendo textos bíblicos considerados “politicamente incorretos”.
O pastor sueco Lars Ivar Roland Vingren, neto do missionário Gunnar Vingren, que fundou com Daniel Berg a Assembléia de Deus brasileira em 1911, afirma que apenas ler em reuniões textos como Romanos 1.26-27 é o suficiente para levar alguém à cadeia. “Já é proibido na Suécia abrir a Bíblia nos cultos para ler trechos como o primeiro capítulo da carta aos Romanos. E se você faz isso no culto mesmo sem ser permitido, vai sofrer multas e pode ser encarcerado, como aconteceu com o pastor Ake Green em 2004”, afirma o pastor Roland Vingren.
Prisões na Inglaterra
A Inglaterra já foi o berço de grandes avivamentos espirituais. Hoje, porém, é considerada uma nação pós-cristã, onde cada vez mais templos têm fechado suas portas nas últimas décadas e os poucos cristãos praticantes que existem podem ser presos pela sua fé e são discriminados.
Aos poucos cristãos britânicos ativos estão experimentando uma fase de perseguição por defenderem as verdades bíblicas. Eles se tornaram alvo da ira dos líderes de associações de direitos dos homossexuais, por pregarem que a prática homossexual é pecado.
Atualmente, ninguém é lançado aos leões, queimado vivo ou mesmo crucificado, mas o direito de livre expressão está sendo minado sorrateiramente a ponto de evangelistas serem detidos e multados por discordarem da conduta homossexual e apresentarem o Senhor Jesus como alternativa para resgatar a heterossexualidade dessas pessoas. Um militante evangélico, Stephen Green, foi detido pela polícia britânica e processado por distribuir folhetos com passagens bíblicas e os seguintes dizeres: “deixem seus pecados e serão salvos”. Os folhetos foram distribuídos durante uma manifestação da comunidade GLBT em Cardiff. A imprensa local empreendeu uma campanha contra o evangelista argumentando que o mesmo feria princípios de direitos humanos. O processo culminou com a prisão de Green cujo único “crime” foi distribuir um folheto que diz que homossexualismo é pecado, Deus ama os homossexuais e quer transformar suas vidas.

Aliás, a mídia, não só na Inglaterra, mas em todo o Ocidente, tem desempenhado um importante serviço na divulgação do homossexualismo na sociedade. O escritor norte-americano Don Schmierer, escritor e conselheiro experiente, analisa com equilíbrio esse assunto em seu livro Previnir é melhor que remediar, e conclui que os meios de comunicação procuram passar a mensagem de que apenas refletem condutas já adotadas pelas pessoas. “Vários representantes da mídia atual querem nos transmitir a idéia de que sua mensagem apenas reflete os padrões já adotados pela sociedade. Mas a prática os contradiz. A mídia parece estar sempre procurando estender as fronteiras da moral. Isso faz com que a sociedade, principalmente a juventude, seja submetida a uma dose permanente de obscenidade que aos poucos a torna complacente”.
Outro caso polêmico na Inglaterra foi a agressão sofrida pelo idoso evangelista Harry Hammond. Ele foi acusado de ofensa à ordem pública por ser flagrado carregando um pôster pedindo o fim do apoio à prática homossexual, à lesbianidade e à imoralidade em seu país. Antes de ser retirado de cena pelos policiais, Harmmond foi alvo de copos d’agua e detritos jogados pela multidão enfurecida, sem que nenhum dos agressores tenha sido detido. Ele foi tratado como criminoso pelos seus conterrâneos, enquanto as autoridades hesitam em adotar medidas rígidas contra grupos radicais, que aproveitam da liberdade em território britânico e continuam a divulgar suas mensagens de ódio e violência contra nações ocidentais. Enquanto estes grupos intimidam os europeus tornando-os reféns em sua própria terra, os cristãos pacíficos são perseguidos por anunciarem as verdades contidas na Palavra de Deus.
A Inglaterra não é mais um país cristão
A própria Bíblia Sagrada, que durante séculos tem sustentado a civilização através dos seus ensinos éticos e morais através de transformação de vidas, e servido de inspiração para elaborar leis e dignificado o indivíduo humano, tem sido degradada através da ação das autoridades britânicas ao prenderem seus expositores. A questão principal é que o cristianismo é mantido pela Bíblia e a mesma sustenta o argumento de que o homossexualismo é uma prática pecaminosa. Sendo assim, o comportamento dessa minoria é condenado pelas Sagradas Escrituras e, como é impossível aos cristãos sustentar os princípios de sua fé e deixarem de chamar de pecado o que a Bíblia chama de pecado, passam a serem perseguidos em seus próprios países, antes estabelecidos sobre os princípios cristãos.
Aproveitando a situação, os críticos afirmam que os textos bíblicos incitam a discriminação e, portanto, devem ser banidos da Inglaterra. Mas esses não são os únicos motivos de preocupação. A noção de justiça também é questionada quando cidadãos inocentes são aprisionados sem terem cometido crime algum.
No dia 10 de setembro, o prefeito de Londres, Ken Livingstone, declarou durante uma entrevista que a Grã-Bretanha “não é mais um país cristão”. A justificativa do político é porque as pessoas não mais compareciam às igrejas.
“Aí está apontado o mais evidente sinal de apostasia. Ela se inicia pelo afastamento da Casa de Deus e, considerando que a fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus (RM 10.17), perdendo-se a fé em Deus (Hb 11.3,6) os demais passos para a entrada no campo da apostasia se manifestam paulatinamente. É como escreveu o salmista: “Um abismo chama outro abismo” (Sl 42.7), alerta o pastor e apologista Natanael Rinaldi...
Aversão ao título “cristão” aumenta na Europa
O que começou com um singelo apelo pedindo o fim da animosidade contra os homossexuais no país tem se transformado em um verdadeiro turbilhão que resultou em uma campanha visando banir o cristianismo da Grã-Bretanha. Comportamentos que outrora eram considerados repugnantes através do ensino da Bíblia Sagrada atualmente têm se tornado regra na conduta dos ingleses, e os antigos valores morais e éticos conduzidos pelo Livro Sagrado estão sendo desprezados. O próprio título “cristão” tem sido preterido em importantes locais...
...E quem espera por mudanças de âmbito religioso com a subida do príncipe Charles ao trono britânico, sofrerá dura decepção. O futuro monarca já adiantou que, ao se tornar rei, não vai assumir o cargo de “defensor da fé”, mas de “defensor das crenças”.
Durante seu mandato, o ex-primeiro-ministro Tony Blair, em flagrante desrespeito às determinações da palavra de Deus e às liberdades individuais, afirmou categoricamente que as igrejas terão de aceitar as leis contra discriminação por orientação sexual, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de menores por “casais” homossexuais. Os defensores da erradicação do cristianismo da sociedade ocidental apresentam como justificativa a doutrina dos direitos humanos. Eles alegam que todos têm o direito de adotar a orientação sexual que julgar conveniente independente da opinião das outras pessoas e isentos das inevitáveis críticas quanto ao seu procedimento. Para esses ativistas, a religião é obscura, preconceituosa e divisiva. Por isso, o cristianismo tem sido removido de seu lugar de destaque na Inglaterra sob o argumento de que a igualdade exige nivelamento para as crenças minoritárias e o secularismo. Como resultado, ele tem se transformado em uma relíquia de curiosidade cultural, além de sofrer marginalização e preconceito da sociedade.
Comodismo da igreja européia
Mas essa situação nada mais é que o resultado do descomprometimento dos crentes europeus em buscar a Deus nesse momento tão difícil da religiosidade do povo britânico. A inércia desses cristãos acaba resultando no abandono de seus fieis aos cultos em suas respectivas igrejas, absorvidos pelo colapso moral e ético que assola a Grã-Bretanha, conjugando a doutrina do multiculturalismo. Enquanto igrejas seculares são entregues ao esquecimento, outras formadas por crentes comprometidos com o Reino são procuradas por pessoas sedentas pela Palavra de Deus. A determinação de evangélicos como o Stephen Green torna – se referência em meio a uma geração envolvida com corrupção.
Esses ataques ao cristianismo da Inglaterra é apenas mais uma perseguição movida por minorias sociais com o objetivo de calar vozes que condenam procedimentos estranhos à Bíblia Sagrada. Não é mais uma ameaça à liberdade de expressão e à liberdade religiosa. Transformou–se em um ataque direto à identidade nacional, aos valores do país e um acinte à própria liberdade que o cristianismo proporciona, pois a mensagem cristã traz em seu bojo a idéia de libertação da alma e do indivíduo, dignificando-o como ser humano. Essa situação alarmante já é notícia nos países europeus, mas urge providências para que essa realidade não cruze Atlântico e aporte no Brasil.
“O Brasil não será um país morno como os do primeiro mundo que já aderiram ao modismo gay e estão pagando pelos seus pecados. Aqui o Evangelho vai crescer e pastores como os que sutilmente apóiam o movimento pró-homossexualismo terão que se posicionar. Ou eles ficam na igreja e pregam as Escrituras Sagradas de verdade ou assumem que são mais um dos apoiadores do movimento homossexual”, opina a psicóloga Rozângela Justino, membro da Igreja Presbiteriana Betânia em Icaraí, Niterói (RJ), e que exerce um ministério voltado para pessoas que desejam abandonar a homossexualidade.
Fonte: Mensageiro da Paz, CPAD, Dezembro 2007
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