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ESCOLA BÍBLICA / LIÇÕES
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LIÇÃO 1
A
RESSURREIÇÃO DE JESUS
Texto Áureo
"E o Verbo se fez carne, e
habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do
unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." Jo 1.14
Verdade Prática
Cristo Jesus é o Verbo de Deus
que se fez carne e habitou entre nós, a fim de nos redimir
do pecado.
Leitura Diária
Segunda - Jo 1.1-4 -
Jesus é a Palavra da Vida
Terça - Ap 19.13 - Jesus
é a Palavra de Deus
Quarta - Cl 1.15-17 -
Jesus é o Criador do Universo
Quinta - Rm 9.5 -
Jesus Existe Eternamente
Sexta - Jo 17.5,24 -
Jesus com o Pai Antes da Criação do Mundo
Sábado - Mt 1.23 -
Jesus é Deus Entre os Homens
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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 1.1-10,14
1
No princípio era o Verbo,
e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2
Ele estava no princípio
com Deus.
3
Todas as coisas foram
feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4
Nele estava a vida, e a
vida era a luz dos homens.
5
E a luz resplandece nas
trevas, e as trevas não a compreenderam.
6
Houve um homem enviado de
Deus, cujo nome era João.
7
Este veio para testemunho,
para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
8
Não era ele a luz, mas
para que testificasse da luz.
9
Ali estava a luz
verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.
10
Estava no mundo, e o
mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu.
14
E o Verbo se fez carne, e
habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do
unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
Esboço da Lição
Esboço da Lição
Introdução
I.
O significado do termo Verbo
II.
As afirmações doutrinárias de
João 1.1
III.
Qualidades divinas do Verbo
Conclusão
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COMENTÁRIO / DICAS
Tema deste
Subsídio
O VERBO DE
DEUS
1. Prefácio
(1.1-18)
Embora esta parte do
Evangelho funcione como prefácio, é mais que isso. Escrito
em forma poética, sobretudo os primeiros treze versículos,
preparam o leitor para o que vem a seguir e, de fato,
resume todo o Evangelho. Nesta parte encontramos por um
lado rejeição e conflito, e por outro revelação, salvação
e vida. Outrossim, o autor apresenta a pessoa e obra de
Jesus e como Ele se encaixa no plano eterno de Deus. Os
versículos 6 a 13 fornecem o resumo de João 1.19 a 12.50 e
os versículos 14 a 18, dos capítulos 13 a 21. Estes temas
originaram-se do Antigo Testamento, do pensamento corrente
dentro do judaísmo e da literatura sapiencial não-canônica
(veja comentários mais adiante).
1.1. A
Palavra na Eternidade (1.1-5)
João 1.1 começa de modo muito
semelhante a Gênesis 1.1: “No princípio”. É intencional e
em harmonia com o plano do Evangelho. João pretende provar
que, com Jesus, Deus criou algo novo — a Igreja. O
conflito entre o cristianismo e o judaísmo aparente neste
Evangelho dizia respeito a qual era o verdadeiro herdeiro
do Antigo Testamento. Visto que o judaísmo apelava para
lugares santos, personalidades e outras tradições do
Antigo Testamento, João teria sido menos eficaz em suas
argumentações caso ele tivesse apelado para os mesmos
materiais. João na verdade apelou para as tradições e
textos do Antigo Testamento, até de modo semelhante ao
judaísmo, mas sua crença e experiência com Jesus como
Senhor fez a diferença. Textos do Antigo Testamento não
ocorrem com freqüência em João de maneira notória. Todavia
o Antigo Testamento aquiesce o Evangelho a cada ponto.
Esta seção focaliza a Palavra
(o Verbo), o Logos. Muitas são as tentativas em traçar a
fonte do termo Logos. É mais que provável que o termo e
seu conceito provenham da literatura e pensamento
judaicos, embora estivesse ambientado dentro do mais
extenso mundo greco-romano. Os dois temas de sabedoria e
agência estão juntos no “Logos”. Começando no Antigo
Testamento, a sabedoria e a lei (Torá, palavra hebraica
para designar lei e associada com os cinco livros de
Moisés) estão associados e tornam-se um. Especialmente
Provérbios 8 não só personalizou a sabedoria, mas a
colocou ao lado de Deus antes da criação e a envolveu
nela. A lei, o epítome da sabedoria, sofreu maiores
desenvolvimentos na literatura judaica mais tardia (Siraque,
Sabedoria de Salomão, as traduções aramaicas das
Escrituras hebraicas, os comentários rabínicos e Filo,
escritor judeu).
Também implícita nesta
combinação de lei/sabedoria está a idéia de agência. A
sabedoria era o meio pelo qual Deus criou o mundo (Pv
8.30). Particularmente nas traduções aramaicas chamada
targuns, a palavra aramaica memra, traduzida por
“palavra”, funcionava como a agência pela qual Deus criou
o mundo. Enquanto que Memra neste caso ajudou alguns no
judaísmo a se guardarem de profanar o nome de Deus (era um
modo indireto de se referir a Deus), também serviu ao
autor do Evangelho de João como modo de expressar a
agência criativa da Palavra (cf. Sl 33.6, onde diz que
Deus criou por meio de “a palavra”). João tomou um tema
comum nos contextos litúrgicos judaicos, ampliou seu
significado e o usou para expressar a doutrina do Filho de
Deus, o Logos.
O autor também usa a
revelação do tema inerente na sabedoria/lei. No Evangelho
de João, o Logos é a plena revelação de Deus, da mesma
maneira que a lei, proveniente da escrita das Escrituras
hebraicas até a sua época, era uma revelação de Deus. O
tema de que a Palavra (o Verbo), o Filho de Deus, revelou
Deus completamente conclui esta seção no versículo 18.
Estas idéias de sabedoria,
agência e revelação apresentam para o crente uma visão da
criação e redenção centradas em Cristo. Não se pode saber
o propósito último da criação ou redenção, nem entender a
existência diária de Deus ou qualquer revelação
espiritual, sem passar pelo Logos, o Filho de Deus.
Os versículos 1 a 4 narram o
estado preexistente de Jesus e como Ele agia no plano
eterno de Deus. “No princípio” (v. 1a) fala da existência
eterna da Palavra (o Verbo). As duas frases seguintes
expressam a divindade de Jesus e sua relação com Deus Pai.
Esta relação é uma dinâmica na qual constantemente são
trocadas comunicação e comunhão dentro da deidade. O
versículo 2 resume o versículo 1 e prepara para a
atividade divina fora da relação da deidade no versículo
3. No versículo 4 Ele é o Criador mediado. O uso da
preposição “por” informa o leitor com precisão que o
Criador original era Deus Pai que criou todas as coisas
pela Palavra.
Os verbos que João usa nestes
versículos fazem distinção entre o Criador não-criado, a
Palavra (o Verbo) e a ordem criada. Numa boa tradução, a
RC observa esta distinção: a Palavra (o Verbo) “era” mas
“todas as coisas foram feitas”.
O versículo 4 conta várias
coisas para o leitor.
1) A Palavra divina, como
Deus Pai, tem vida em si mesma, vida incriada (ou seja, é
a fonte da vida eterna).
2) Esta vida revelou a pessoa
e natureza de Deus para todas as pessoas.
3) “Luz” neste ponto pertence
à revelação autorizada e autêntica de Deus; é melhor
explicada em termos do Antigo Testamento, talvez
conectando-se com “no princípio” de Gênesis 1. “Luz”
ocorre pela primeira vez aqui numa série de conceitos que
se opõem um ao outro. O oposto da luz são as trevas (mais
tarde neste Evangelho, outros termos surgirão como
opostos). “Luz” também se refere ao caráter justo de Deus,
em oposição ao mundo injusto de trevas. Esta palavra
também assumirá o significado de “glória” na seção
seguinte ao Prefácio. Este conjunto de termos opostos era
comum no mundo antigo.
O versículo 5 expressa a
resposta que este povo injusto deu à luz: “A luz
resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”.
A tradução “compreenderam” transmite a incapacidade de os
pecadores entenderem Deus. Ainda que esta tradução (RC)
seja aceitável, a tradução da NVI deve ser preferida: “A
luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram”. Ou
seja, devido ao tema do conflito com o judaísmo encontrado
no Evangelho, João está afirmando que a trevas não
venceram a luz.
1.2. A Luz:
A Palavra no Mundo (1.6-13)
Esta seção amplia os temas do
último parágrafo e acrescenta dois elementos-chave: João
(este Evangelho não o chama “Batista”) e a “testemunha”.
João Batista, embora enviado por Deus, é inferior à
Palavra. Um foi criado, o outro é incriado. Um é a
testemunha da Luz, o outro é a verdadeira Luz. Esta
declaração sugere que João Batista desempenhou papel
significativo na mente dos leitores originais e que seus
seguidores podem ter sido parte do problema na congregação
de João. Esta situação é verificada pelas informações
sobre João Batista no Evangelho de Lucas e no Livro de
Atos (esp. At 19.1-7).
A palavra “testemunha” cumpre
função importante no Evangelho de João. A palavra, usada
com relação a idéias e pessoas como “sinal”, Abraão, o
Espírito e o Pai, verifica e testemunha que Jesus é
verdadeiramente o Filho de Deus. O testemunho de João
também ajuda outros a crerem na Luz.
O “mundo” é introduzido aqui
pela primeira vez (v. 9) no Evangelho. Esta palavra se
refere às pessoas entre as quais Jesus veio. Elas o
rejeitaram como a verdadeira Luz, porque eram pecadoras.
João aqui presume a queda de todas as pessoas. A queda
significa que as pessoas nesta condição não podem conhecer
Deus. Sua busca religiosa se perdeu, e elas não podem
encontrá-lo sem a Luz. Mas suas tradições são sua
segurança e elas tropeçam cegamente. Assim, os pecadores
rejeitam a Luz quando Ele vem ao mundo.
Ainda que o mundo rejeite o
Criador, Ele lhe dá uma medida de luz. Esta medida é
expressa em nossos dias por graça comum — a graça de Deus
que atrai e vai para cada pessoa. Esta é uma das possíveis
interpretações do versículo 9. A interpretação depende de
qual substantivo a expressão “que vem ao mundo” modifica.
Modifica “a luz verdadeira” ou “todo homem”? No texto
grego, esta frase vem depois de “todo homem” e assim
provavelmente o modifica.
Depois de dizer que o mundo
rejeitou a Luz, João estreita especificamente sua janela
para comentar a exceção. Nos versículos 12 e 13, ele faz
um contraste bem definido entre eles e comenta o que fez a
diferença. “Receber” significa “crer”. “Crer” enfatiza não
o evento de um tempo, como ocorre na chamada ao altar, mas
é um ato contínuo, um estilo de vida ou um estado. Com a
crença habitual vem o “poder” de ser filhos de Deus. Em
resposta à crença, Deus faz com que as pessoas nasçam como
filhos dEle. O verbo “nascer” usado com Deus contém um
elemento causativo. A imagem é esta: Deus é o pai, não a
mãe.
A estrutura do versículo 13
mostra nítido contraste entre o esforço humano e a
atividade divina. Três elementos paralelos e negativos:
“Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne,
nem da vontade do varão”, contrastam com o único elemento
positivo: “mas de Deus”.
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Usando estes três elementos,
João enfatiza que nenhum esforço humano pode fazer um
filho de Deus — é necessária a atividade divina. Este
contraste desafia coisas como distintivos étnicos e
religiosos, e teria tornado difícil ao judaísmo receber e
crer nisso.
O Evangelho de João reserva a
palavra “filhos” como nome para os crentes em Jesus (cf.
Paulo, que usa o termo “filhos de Deus”)
João, por um lado, faz
distinção entre a natureza do cristão e de Jesus, e, por
outro, ainda fala de semelhança de relação. João usa a
palavra “filho” para aludir a Jesus, mas “filhos” para
aludir a todos os crentes que chamam Deus de Pai, a fonte
do novo nascimento.
1.3. A
Encarnação: A Palavra na Igreja (1.14-18)
João conta aos leitores que
“o Verbo [a Palavra] se fez carne”. A palavra “se fez” é a
palavra usada anteriormente com a criação. AquEle que é
Deus agora se faz ser humano. Este é o significando da
encarnação: O Verbo divino (a Palavra divina), o Filho de
Deus, agora é divino e humano. Deus está presente em todos
os lugares, mas a encarnação acrescentou uma nova
dimensão. Agora Deus está presente na mesma esfera da
humanidade (grande fundamento para a verdadeira empatia!).
Na encarnação, Deus se aproxima de uma nova maneira.
A informação neste versículo
pode estar dando uma resposta ao gnosticismo e ao
judaísmo, pois o gnosticismo não cria que uma pessoa
divina também pudesse ser humana, e o judaísmo não cria
que um ser humano pudesse ser ao mesmo tempo divino. O
conhecimento da encarnação, no sentido pretendido por
João, só vem por revelação, e a revelação passa pela
atividade divina da regeneração. A revelação só é
revelação quando é compreendida e somente quando Deus
provê este tipo de capacidade para compreender este tipo
de assunto.
João fala da encarnação em
termos de templo. A palavra “habitou” no versículo 14 está
associada com a habitação de Deus nas Escrituras hebraicas
e aqui declara que a encarnação é o templo de Deus entre
seu povo nos últimos dias. Como o templo de antigamente,
este tem “glória”, porém até mais — o templo é o próprio
Deus, cheio de graça e de verdade. “Graça e verdade” tomam
dois atributos-chave de Deus e depois identificam a
Palavra com o Deus do Antigo Testamento.
O autor também alude à
declaração do Antigo Testamento, de que ninguém jamais viu
a Deus. No tempo do fim, Deus veio em carne e foi visto
somente como Deus pelo povo da fé. Assim este templo novo
e último é imensamente superior ao antigo. Tem glória que
não diminui, como Paulo comentou acerca da glória em 2
Coríntios 3.7-11. A referência a Moisés no versículo 17
elabora indiretamente sobre esta idéia do Antigo
Testamento. Enquanto Moisés deu uma medida de graça na
lei, a graça superior veio por Jesus Cristo.
A palavra grega monogenous,
no versículo 14, é comumente traduzida por “Unigênito”. O
intérprete tem de evitar a falácia da raiz quando busca o
significado de determinada palavra, ou seja, tomar o que a
raiz significa e aplicá-lo em todos os lugares em que a
palavra é usada. O significado de uma palavra deve ser
determinado por seu contexto. Neste caso, monogenous
provém de duas raízes: “um/único” e “gerado”. O modo como
esta palavra é usada nos contextos bíblicos sugere que
esta palavra deva ser entendida por “único”. O processo
criativo (ou seja, “gerado”) não faz parte do significado
desta palavra. O Logos é o único Filho de Deus.
O versículo 15 parece estar
fora de ordem ou então é parentético. Porém, este
testemunho encaixa-se com o que esta seção ensina. O Logos
é a revelação única que Deus faz de si mesmo. O único modo
pelo qual o ser humano pode ver Deus é pelo Filho, o Logos
revelador. O Logos é divino e maior que João Batista. O
Logos divino existia na eternidade antes de Deus enviar
João Batista. O testemunho de João Batista exalta este
fato.
A partir da evidência do
manuscrito existem duas leituras possíveis no versículo 18
com a repetição da palavra monogenous: “Filho” ou “Deus”.
A RC escolheu “Filho” como a leitura mais provável. Embora
a evidência do manuscrito esteja dividida, o testemunho do
próprio Evangelho apóia a leitura “Deus” (cf. NVI). Esta é
a declaração mais direta da deidade de Jesus no Novo
Testamento.
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Subsídio II
Objetivo: Mostrar que
Jesus é o Verbo de Deus que se fez carne e habitou entre
nós, a fim de nos redimir do pecado.
INTRODUÇÃO
É comumente aceito que Jesus
é o Verbo de Deus. Mas o que quer isso dizer, afinal? Isso
tem alguma relação com sua divindade? Qual o significado
do termo “verbo” em relação a Jesus? Essas são algumas das
questões importantes que pretendemos responder ao longo
desta lição.
1. A
DIVINDADE DE CRISTO
A divindade de Cristo é uma
doutrina atestada tanto na Escritura quanto na história da
igreja. Se apelarmos para o evangelho, o que já nos é
suficiente, veremos que Jesus tinha autoconsciência de sua
divindade, como Aquele que pode perdoar pecados (Mc.
2.5,7), que é Senhor do sábado (Ex. 20.8-11; Mc. 2.27,28).
No evangelho de João, Jesus alegou ser um com o Pai (Jo.
10.30), de modo que ao vê-LO, conhecemos o Pai (Jo.
14.7-9). Em Jo. 8.58, há uma nítida afirmação de sua
preexistência, especialmente, se compararmos com Ex.
3.14,15. Essa declaração de Jesus, inclusive, incitou aos
presentes a quererem apedrejá-LO (Jo. 8.59), por
considerarem que sua afirmação seria uma blasfêmia,
provavelmente, à luz de Lv. 24.16. Jesus é Deus porque,
como tal, tem poder sobre a vida e a morte (Jo. 5.21);
11.25). Finalmente, um testemunho claro da divindade de
Cristo encontra-se na declaração de fé de Tomé, em Jo.
20.28.
2. O VERBO
ENCARNADO
A palavra usada por João, no
grego neotestamentário, para Verbo, é “logos”. Esse termo,
no contexto helenista, tem a ver com o verbo “legein”, que
significa “dizer”, “falar”, “expressar uma opinião”. Para
o pensador grego Heráclito, o “logos” seria o princípio
sustentador do universo. Essa visão, de algum modo, se
coaduna com a declaração de Jo. 1.3, mostrando que Jesus é
o fundamento de todas as coisas. No entanto, é mais
coerente analisar a utilização dessa palavra na percepção
judaica. Em hebraico, o verbo dizer é “dabar”, e
corresponde à manifestação da sabedoria divina (Pv. 8.23).
Alguns estudiosos defendem que João deva ter se utilizado
do livro bíblico de Provérbios para escrever a abertura do
evangelho que carrega o seu nome, e não os filósofos
gregos. Sendo assim, Cristo é a representação, ou melhor,
a ação divina na história, a própria Palavra de Deus que
se fez carne e habitou, ou como está escrito no grego do
NT, que “construiu sua tenda”, no meio dos homens (Jo.
1.14). A encarnação da Palavra, nesse sentido, é muito
mais do que um conceito filosófico, é a atuação do “Deus
conosco” na esfera humana (Mt. 1.23). E se é uma
sabedoria, não pode ser reduzida ao mero acúmulo de
conhecimentos enciclopédicos, mas à submissão,
fundamentada no temor do Senhor (Pv. 9.10; 15.33). Não
podemos esquecer que o próprio Cristo, ao encarnar-se,
aprendeu a obediência (Hb. 5.8).
3. CHEIO DE
GRAÇA E DE VERDADE
Ao se tornar carne, Cristo,
como a Palavra, manifestou a face graciosa e verdadeira de
Deus, a qual, costuma ser ofuscada pela religiosidade
humana. Além de revelar a shekináh, isto é, a glória de
Deus, João, no versículo 14, diz que o Verbo esteve entre
nós, “cheio de graça e de verdade”. A graça de Deus nos é
manifestada em seu amor pela humanidade, condicionada ao
crer no sacrifício vicário de Jesus (Jo. 3.16; I Jo. 4.9).
Paulo, em suas epístolas, faz referência ao amor gracioso
de Deus que nos alcançou sendo nós ainda pecadores (Rm.
3.24; Gl. 5.4; Ef. 2.8; Tt. 2.11). Nos tempos em que o
Verbo se fez carne havia quem questionasse a existência da
verdade (Jo. 19.32). Jesus, no entanto, não apenas mostrou
a verdade por meio de seus ensinamentos, Ele mesmo se
revelou como a Verdade de Deus (Jo. 14.6; 17.17). É por
isso que não é possível uma adoração genuína a Deus, a não
ser por meio da Verdade que é Cristo (Jo. 4.24). Sem
Cristo, o mundo vagueia, seguindo o curso do movimento das
ondas legalistas da religiosidade que engana,
distanciando-se da Verdade que liberta (Jo. 8.36).
CONCLUSÃO
Conta-se que em 1969, quando
a nave Apolo 11 pousou o solo lunar, os jornalistas
noticiaram que homem havia posto seus pés na lua, por
conseguinte, aquele teria sido o maior evento histórico de
todos os tempos. De pronto, Billy Graham, o conhecido
pregador americano, teria refutado tal afirmação, dizendo
que o maior evento histórico de todos os tempos não teria
sido o homem ter posto suas pisadas na lua, mas Deus, em
Cristo, ter estado na terra. Essa é uma estrondosa
verdade, pois grande é o mistério da piedade: “Deus se
manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto
dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido
acima na glória” (I Tm. 3.16).
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Benny
C. Aker
Pb. José Roberto A. Barbosa
Os artigos e
estudos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade
dos seus autores.
Fonte:
EBDWeb e
CPAD
Portal Escola
Dominical
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QUESTIONÁRIO
DA LIÇÃO 01 DO 1º TRIMESTRE/2008
01.
Considere as proposições seguintes:
I. Em sua vida
terrena, Jesus teve aspectos humanos e divinos.
II. A doutrina do
Verbo divino está claramente exposta no prólogo do
evangelho de Lucas.
III. João Batista
apresentou Jesus como aquEle que possui os atributos
exclusivos e únicos da divindade.
IV. Jesus é o Filho de
Deus, o Verbo divino encarnado.
Assinale, agora, a
alternativa correta:
A I e IV estão
corretas.
B II e IV estão
incorretas.
C I e III estão
incorretas.
D I e II estão
incorretas.
E II e IV estão
corretas.
02. Aprouve
ao Espírito Santo revelar oito maravilhosos títulos
divinos de Cristo em Jo 1.1-51, exceto:
A Rei de Israel -
Filho do Homem
B Segundo Adão -
Cordeiro que foi morto
C Luz - Filho
Unigênito de Deus
D Cordeiro de Deus -
Messias
E Verbo - Vida
03. Quanto
aos termos “Verbo” e “palavra”, é correto afirmar, exceto:
A Na Bíblia, o termo
“palavra”, quando vinculado a Deus, revela o seu infinito
poder Criador, protetor e sustentador de todas as coisas
criadas, visíveis e invisíveis.
B O vocábulo “Verbo”
aparece em 1 Jo 1.1 descrevendo o “Verbo da vida”, e no
capítulo 5 versículo 7 da mesma epístola, apenas como
“Palavra”.
C O termo “Verbo”
aplicado a Jesus, procede do original Logos.
D As expressões “A
Palavra” e “O Verbo” não eram compreendidas pela igreja
cristã do Século I.
E No princípio, era o
Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
04. Observe
o texto: “No princípio era o Verbo” (Jo 1.1a).
O texto acima demonstra:
A Que o Senhor Jesus
existe antes de todas as coisas.
B Que Jesus, o Filho
de Deus, além de existir por si mesmo, estava com o Pai
antes da criação do mundo.
C Que Jesus é eterno.
D Que o Verbo já
existia.
E Todas estão
corretas.
05. Leia o
texto: “E o Verbo estava com Deus” (Jo 1.1b).
Sobre o texto acima, é
correto afirmar, exceto:
A O texto corrobora
com a doutrina dos modalistas e unicistas que crêem na
doutrina da existência de um só Deus que subsiste em três
distintas e Santíssimas Pessoas.
B O Verbo, o Emanuel,
não é apenas eterno, mas também distinto do Pai.
C Para os modalistas e
unicistas, Pai, Filho e Espírito Santo são uma só pessoa.
D Essa ortodoxa
afirmação aniquila o falso ensino dos modalistas e
unicistas que, embora defendam a divindade de Jesus, negam
a santa doutrina bíblica da Trindade.
E O texto demonstra
que o Filho Unigênito estava com o Pai.
06. Observe
o texto: “E o Verbo era Deus” (Jo 1.1c).
Sobre o texto acima, é
correto afirmar:
A O texto esclarece o
texto anterior.
B A doutrina da
divindade de Cristo é asseverada em todo o contexto
bíblico.
C O texto dá subsídio
suficiente para a doutrina da divindade de Cristo.
D Que a divindade do
Verbo é afirmada.
E Todas estão
corretas.
07.
Assinale a única alternativa incorreta:
A O Verbo divino não
faz parte da criação; transcende-a, pois é o Criador de
todas as coisas.
B A doutrina do Verbo
como o Deus Criador não invalida a crença dos grupos
religiosos que dizem ser o Verbo uma mera criatura, e não
o Criador.
C Quando a Bíblia
afirma que Jesus é o Criador, atribui-lhe o mesmo título
pelo qual o Pai é conhecido no Antigo Testamento.
D O Verbo é
apresentado nas Escrituras como o Deus Criador.
E Todas as coisas
foram feitas por ele (Jesus), e sem ele (Jesus) nada do
que foi feito se fez.
08.
Identifique a única alternativa incorreta:
A A vida que provêm de
Deus é cheia de gozo, paz e alegria.
B Ninguém vai ao Pai
senão por Jesus.
C A vida em Cristo é
eterna apenas no sentido de sua duração.
D No Antigo
Testamento, o Pai é identificado como a fonte e o
manancial da vida.
E Jesus declarou que
ale de possuir a “vida em si mesmo” (Jo 5.26) era a
“ressurreição e a vida” (Jo 11.25; 5.25).
09. Em
relação à “A luz verdadeira”, é coerente afirmar, exceto:
A O Senhor Jesus é a
“luz que alumia a todo homem que vem ao mundo” e por isso,
desfaz o caos da vida humana.
B A Palavra de Deus
ensina enfaticamente que Deus é luz.
C O termo “luz”
aparece cerca de 20 vezes no evangelho de João.
D Deus habita na luz
acessível.
E Na maioria das
vezes, o termo “luz” no evangelho de João, refere-se a
Jesus como a luz do mundo.
10.
Identifique em qual alternativa é coerente afirmar:
A Jesus esteve
presente eternamente, atuando especialmente na História da
Salvação.
B A história de Jesus
e suas obras não se limitam ao período entre seu
nascimento e sua morte.
C Em Jesus estão
reunidas todos os atributos divinos que o descrevem como o
único e suficiente Salvador da humanidade.
D Jesus retornou ao
Céu, de onde dirige a sua Igreja e voltará em glória para
estabelecer a paz universal.
E Todas estão
corretas.
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