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ESCOLA BÍBLICA / LIÇÕES

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LIÇÃO 1

 

AS DISCIPLINAS DA VIDA CRISTÃ

 

Texto Áureo

"Exercita-te a ti mesmo em piedade; porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir." 1Timóteo 4.7,8.

Verdade Prática

Se tivermos uma vida cristã disciplinada, haveremos de operar vitoriosamente no Reino de Deus.

Leitura Diária

Segunda - 2Tm 2.3 - A disciplina do crente como soldado

Terça - 1Co 9.25 - A disciplina do crente como atleta

Quarta - 2Tm 2.6 - A disciplina do crente como agricultor

Quinta - Dn 1.8 - O exemplo de Daniel

Sexta - Hb 11 - A disciplina da fé

Sábado - 1Ts 5.17 - A disciplina da oração

 

Esboço da Lição

 

Introdução

I. O que são as Disciplinas da Vida Cristã

II. Símbolos das Disciplinas da Vida Cristã

III. A Eficácia das Disciplinas da Vida Cristã

 

Conclusão

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

2 Timóteo 2.3-12.

 

3 Sofre, pois, comigo, as afliçöes, como bom soldado de Jesus Cristo.

4 Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.

5 E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente.

6 O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos.

7 Considera o que digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo.

8 Lembra-te de que Jesus Cristo, que é da descendência de Davi, ressuscitou dentre os mortos, segundo o meu evangelho;

9 Por isso sofro trabalhos e até prisöes, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa.

10 Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna.

11 Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos;

12 Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará;

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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COMENTÁRIO / DICAS

 

Tema deste Subsídio

AS DISCIPLINAS DA VIDA CRISTÃ

 

Objetivo: Meditar a respeito do exercício da disciplina com vistas ao aprimoramento da vida cristã.

 

INTRODUÇÃO

 

Ao longo deste trimestre estudaremos a respeito das disciplinas da vida cristã. Nos dias atuais, marcados pelo corre-corre da modernidade, teremos a ampla oportunidade de aprender e vivenciar a prática da piedade. Hoje, na primeira lição, a partir dos exemplos de Paulo, em II Tm. 2.3-6, veremos como o soldado, o atleta e o agricultor servem de inspiração para a disciplina do cristão.

 

1. A PIEDADE COMO DISCIPLINA

 

A palavra “disciplina”, de acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, vem do latim “disciplina”, que, em sua etimologia, tem a ver com o ato de instruir e educar. Na definição do termo, alguns outros vocábulos estão atrelados, entre eles: obediência, ordem, bom comportamento, castigo e penitência. O termo grego, em I Tm. 4.7,8, é “eusebeia”, comumente traduzido como “piedade”. Essa palavra ocorre, primordialmente, nas epístolas pastorais de Paulo e na II Epístola de Pedro, bem como em uma declaração de Pedro em At. 3.12. Nesses contextos, “eusebeia” tem a ver com o modo devoto e particular do crente viver com e para Deus. É nesse sentido que Paulo instrui a Timóteo para que se exercite na piedade, elegendo-a como prioridade, ao invés de se deixar levar pelo amor ao dinheiro (I Tm. 6.11). O exercício na piedade, por conseguinte, é muito mais valioso do que o físico (I Tm. 4.8). Os meios principais para se alcançar um padrão de vida piedoso são: a sã doutrina (I Tm. 6.3), o conhecimento da verdade (Tt. 1.1), mas, sobretudo, o conhecimento de Deus (II Pe. 1.3).

 

2. A DISCIPLINA CRISTÃ

 

2.1 Como a de um soldado (II Tm. 2.3) – como bons soldados de Cristo, precisamos buscar uma vida disciplinada. O uso dessa metáfora de guerra é recorrente na perspectiva paulina (I Co. 9.7; II Co. 10.3; I Tm. 1.18; Fp. 2.25; Fm. v.2). Reconheçamos que estamos numa luta espiritual e recorramos, disciplinarmente, às armas celestiais (II Co. 10.4; Ef. 6.11-13).

 

2.2 Como a de um atleta (II Tm. 2.5) – a figura do atleta também inspira o crente à disciplina. Basta lembrar de toda a prática, principalmente, em relação à renúncia daquele que participa de competições. Paulo conhecia a vida regrada dos atletas das arenas grego-romanas, e com base nela, recomenda que os cristãos treinem a vida espiritual (I Co. 9.24-27).

 

2.3 A disciplina como um agricultor (II Tm. 2.6) – podemos aprender bastante com a figura do agricultor. Ele se desprende do grão para lançá-lo à terra, aguarda o momento em que a planta haverá de produzir, e só então, colhe os frutos. Semeemos espiritualmente, se quisermos colher frutos dessa mesma semente (I Co. 9.7-11).

 

3. ALCANCE DA DISCIPLINA CRISTÃ

 

A disciplina cristã envolve vários aspectos da vida diária. Nesse trimestre, com base no comentário do Pr. Claudionor Correia de Andrade, abordaremos os seguintes: 1) o amor ao Senhor; 2) a oração; 3) a leitura devocional da Bíblia; 4) o culto cristão; 5) o serviço cristão; 6) os dízimos e as ofertas; 7) o louvor a Deus; 8) as tentações; 9) o testemunho cristão; 10) o jejum e a oração pela pátria; 11) a unidade cristã; e 12) a confiança em Deus.

 

Existem muitos outros elementos da disciplina cristã, cabe, no entanto, ao crente, em seu relacionamento com Deus, consagrando sua vida a Ele, a partir de uma prática contínua de leitura da Bíblia e de oração, descobrir os pontos nos quais precisa investir mais na piedade.

 

CONCLUSÃO

 

A prática da piedade, ou da disciplina, na vida do cristão poderia também ser comparada ao treinamento de um músico. Quanto mais ele se dedica ao seu instrumento, melhor será sua atuação, e, proporcionalmente, quanto menos ensaia, menor será seu desempenho. Na medida em que se distancia do instrumento, ele mesmo vai percebendo que já não o executa do mesmo modo. Depois, seus colegas, as pessoas que estão ao seu redor, verão que Ele já não é mais o mesmo. Até que, finalmente, a audiência notará que a execução musical não se realiza como antigamente. Essas colocações também se aplicam à vida cristã. A quantidade de tempo investida na piedade – disciplina espiritual – refletirá, proporcionalmente, no caráter e testemunho do cristão.

 

DISCIPLINAS ESPIRITUAIS CRISTÃS

 

Somos estudantes que participam de grupos que tem como objetivo claro à missão de alcançar outros estudantes para Cristo. Com essa meta definida de ser um grupo voltado para os que são de fora, e é bom que seja assim, experimentamos a tentação que é a de sermos pessoas voltadas exclusivamente para atividades, para um programa definido. E por mais que sejam boas e adequadas as programações e eventos planejados, um grupo não sobrevive se tiver sua existência como um fim em si mesmo, ou se esquecer de sua motivação central e base última: um relacionamento intimo com Deus, conhecê-lo e glorificá-lo.

 

Quando reconhecemos a importância de uma relação pessoal com Deus que cada integrante do grupo deve cultivar, normalmente surgem as queixas sobre as dificuldades (tempo, lugar, habito, método,…) para se aprofundar essa relação com o Pai. Essas dificuldades são tão comuns assim como e a nossa condição e natureza. “Os movimentos naturais de nossas vidas produzem lama e lodo. O pecado é parte da estrutura interna de nossas vidas” (Foster). Por isso é que precisamos de disciplinas espirituais. Mas vida disciplinada não é o mesmo que escravidão sob leis e regras rígidas. “A disciplina não e algo que torna uma pessoa não natural ou atarraxada. Ela significa que as forcas da vida são forcas aparelhadas, dirigidas e com propósito definido. São dirigidas para os propósitos de Deus. São forcas disciplinadas” (Stanley Jones).

 

Crescemos e amadurecemos, nos tornando pessoas disciplinadas, na medida em que cresce e amadurece nossa relação com Deus. Quando Jesus chamou os doze, em primeiro lugar chamou-os a si, para que estivessem com ele, antes de fazerem qualquer coisa (Mc. 3:13). As disciplinas espirituais nada mais são do que meios de desfrutarmos dessa relação com Jesus, sintonizando toda a nossa vida e missão a partir desse eixo principal. Na verdade, os meios, as formas e os métodos não são nem de perto a coisa mais importante. Não é o ritual que importa mais, nem determinada prática é mais importante do que o seu fim. O problema e que somos muito apegados às tradições, quaisquer que sejam.

 

Sacralizamos tanto determinadas maneiras de orar, louvar, jejuar, meditar na Palavra que acabamos por classificar outros ritos que nos são estranhos como frios ou quentes demais, barulho ou silêncio em excesso, muito intelecto ou muita emoção, repudiando assim aquilo que e diferente, perigoso ou “herege”. E aqui não estamos falando de conteúdos básicos da fé que não devem ser alterados, mas de formas externas e maneiras de expressar nossa espiritualidade. A história da igreja cristã ao longo dos séculos nos mostra uma riqueza imensa de tradições diferentes de espiritualidade da qual devemos aprender. Quem sabe assim evitamos sacralizar nossa própria maneira de se relacionar com Deus, evitando os estereótipos, preconceitos e divisões que tanto entristecem o Espírito de Deus.

 

Nisto consiste a grande aventura da vida, essa é a essência da vida eterna: “que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e aquele que enviaste, Jesus Cristo”(Jo. 17:3). Conhecer a Deus nos humilha, por estarmos diante da grandeza de Deus; nos expande a mente, ao entendermos os propósitos de Deus para a nossa vida e para a criação; nos consola e nos dá esperança. Ao mesmo tempo, conhecer a Deus é algo extremamente prático. “Seriamos cruéis conosco mesmos se tentássemos viver neste mundo sem saber nada a respeito do Deus que e dono e Senhor do universo” (Packer). Conhecer a Deus e o alvo maior de nossas vidas. Isso nos dará um propósito, um senso de direção e uma motivação correta para tudo o mais que fizermos em nossas vidas.

 

Há muitas disciplinas e práticas que nos ajudam nessa caminhada. Cito algumas apenas como exemplos que possam nos encorajar: o estudo da Palavra; a leitura devocional; a leitura panorâmica da Bíblia; o tempo separado para oração compreendendo a adoração pelo que Deus e, ação de graças pelo que faz, confissão pelo que temos feito, pedidos por nós e intercessão pelos outros; a oração que dura todo o dia; meditação; jejum regular, aprendendo com a renuncia e dependência de Deus, também com uma intenção especifica (não como troca de favores) diante de Deus; anotações de suas experiências com Deus, num rico registro de nossa caminhada com Ele, altos e baixos, confissões, orações e louvores escritos; dias de descanso que também podem ser separados para planejamento e reavaliação de vida. Enfim, investir nessas e em outras disciplinas deve ter sempre a meta maior de conhecer a Deus, seu caráter, seu poder, sua vontade, sua verdade, a fim de que possamos viver de acordo com essa verdade. Esse é o alvo e fim das disciplinas cristãs.

 

 

 

José Roberto A. Barbosa

Ricardo Wesley M. Borges

 

Os artigos e estudos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus autores.

 

Fonte:

EBDWeb e CPAD

Portal Escola Dominical

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QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 1 DO 2º TRIMESTRE/2008

 

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