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ESCOLA BÍBLICA / LIÇÕES
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LIÇÃO 2
A MINHA ALMA
TE AMA, Ó SENHOR
Texto Áureo
"A minha alma tem sede de
Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a
face de Deus?" Salmos 42.2
Verdade Prática
O verdadeiro crente ama a Deus
acima de tudo, porque Deus o amou com amor eterno,
concedendo-lhe graça divina em seu Filho.
Leitura Diária
Segunda - Sl 42 - O
anseio da alma peregrina por Deus
Terça - Rm 5.1 - Somente
em Cristo podemos ter comunhão com Deus
Quarta - Gn 5.24 -
Andar com Deus e ter com Ele
comunhão
Quinta - Ec 12.1
- A falta de comunhão com Deus torna o homem vazio
Sexta - Jó 42.2 - O Deus
de nossa comunhão é soberano
Sábado - Sl 37 -
O cântico daquele que tem comunhão com Deus
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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Salmos 42.1-5.
1 Assim como o cervo brama
pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó
Deus!
2 A minha alma tem sede de
Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a
face de Deus?
3 As minhas lágrimas
servem-me de mantimento de dia e de noite, enquanto me dizem
constantemente: Onde está o teu Deus?
4 Quando me lembro disto,
dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a
multidão. Fui com eles à casa de Deus, com voz de alegria e
louvor, com a multidão que festejava.
5 Por que estás abatida, ó
minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois
ainda o louvarei pela salvação da sua face.
Esboço da Lição
Introdução
I.
O que é a Comunhão com Deus
II.
A Alma Humana anseia pelos
Átrios de Deus
III.
O Deus de Nossa Comunhão
Conclusão
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COMENTÁRIO
/ DICAS
Tema deste
Subsídio
A MINHA ALMA
TE AMA, Ó SENHOR
Objetivo: Aprender a
desfrutar de comunhão plena com Aquele que nos ama e que
nos satisfaz por meio da graça que nos concede em Seu
Filho Jesus Cristo.
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, veremos que
há, no ser humano, um vazio que somente pode ser
preenchido por meio da comunhão com Deus. O amor a Ele é a
razão para a verdadeira satisfação, uma vez que fomos, por
Ele, também amados. Dividiremos o estudo em três partes:
1) a sede da alma humana por Deus; 2) a certeza de que Ele
nos tem amado; e 3) por essa razão, podemos ter comunhão
com Ele.
1. A SEDE
DA ALMA HUMANA
Agostinho, o célebre bispo de
Hipona, disse em suas Confissões: “Fizeste-nos, Senhor,
para ti, e o nosso coração anda inquieto enquanto não
descansar em ti.”. Essa é uma primorosa verdade bíblica
para a qual os seres humanos precisam atentar (Sl. 63.1,2;
84.2; 143.6,7; Is 26.8,9). O homem moderno, distanciado de
Deus, tenta encontrar satisfação nos prazeres carnais. Há
os que querem se satisfazer através das riquezas, do sexo
e do poder, mas tudo isso é vaidade, como diz o autor do
Eclesiastes, “correr atrás do vento”, “aflição de
espírito” (Ec. 2.17). A sede da alma humana por satisfação
plena somente pode ser concretizada quando encontramos a
Cristo, a Água da Vida (Sl. 36.8,9; 63.1; Jo 7.37; Ap
22.1). Mesmo distante de Deus, a alma humana clama por
Ele, na ânsia por encontrá-lO, pois, no seu íntimo, sabe
que Ele é a verdadeira fonte da vida espiritual (Jó 23.3;
Jr 2.13; 10.10; Jo 5.26; I Ts 1.9).
2. PORQUE
DEUS NOS AMOU PRIMEIRO
Deus nos amou primeiro (I Jo.
4.19) e enviou o Seu Filho Unigênito para que fôssemos
salvos da condenação eterna (Jo. 3.16). Paulo diz que Ele
demonstra o Seu amor para conosco não por merecimento, mas
por um ato livre de graça, demonstrado por meio da morte
sacrificial de Cristo por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm.
5.8), nisto conhecemos o amor gracioso de Deus (I Jo 3.16;
4.9,10). O pecado aliena o homem de Deus, faz com que ele
se distancie de si mesmo, que perca a sua verdadeira
identidade, a razão para a qual fora criado, que é viver
para a glória de Deus (Jo. 13.23; 20.2; 21.7,20). No
encontro da vontade humana com a vontade de Deus (Rm.
12.1,2) repousa o genuíno sentido da vida, o segredo para
não sermos condenados com o mundo (I Co. 11.32). A
angústia e o desespero solapam a alma do homem, na medida
que em que somos rotulados como meros animais racionais. O
amor está reduzido a uma série de reações químicas, um
simples sentimento biológico. Em oposição a essa
tendência, podemos, como João, o evangelista, reclinar a
cabeça no peito de Jesus. Nada melhor do que reconhecer,
como fez esse apóstolo, que somos amados do Pai e a
aprender a ter prazer em seus mandamentos (Jo. 14.21,23).
3. TEMOS
COMUNHÃO COM ELE
Porque Deus nos ama, e nos
proveu um caminho por meio de Cristo, nosso mediador,
podemos ter plena comunhão com Ele (I Jo. 1.3; 2.23,24;
3.24). O véu do templo fora rasgado (Mc. 15.38), de modo
que, como nos revela o autor da Epístola aos Hebreus,
podemos nos achegar “com confiança ao trono da graça, para
que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de
sermos ajudados em tempo oportuno” (Hb. 4.16) . A palavra
comunhão, no grego, é “koinonia” e tem a ver com “relação
e intimidade”. Assim, devido ao vivo caminho que Jesus nos
possibilitou, podemos, hoje, desfrutar de um íntimo
relacionamento com Deus. A base desse relacionamento,
entretanto, não é material, haja vista Deus ser Espírito (Jo.
4.24). Por isso, aqueles que se aproximam do Senhor
precisam fazê-lo pela fé (Hb. 11.6), não por vista (II co.
5.7), adorando a Deus em espírito e em verdade (Jo. 4.23).
A motivação para esse relacionamento será sempre o amor,
não aquele da barganha, mas o agape, produzido no fruto do
Espírito (Gl. 5.22), que é o cumprimento de toda a lei (Rm.
13.8), manifestado, também, no amor ao próximo (I Jo.
4.21).
CONCLUSÃO
Quando indagado a respeito do
grande mandamento, Jesus citou a Escritura (Mt. 22.36-38;
Dt. 6.5), respondendo “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo
o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu
pensamento”. E acrescentou: “E o segundo, semelhante a
este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Vemos,
aqui, o tripé do amor cristão, sob qualquer hipótese,
podemos amar apenas a nós mesmos, o que revela egoísmo, ao
próximo, mero filantropismo, ou a Deus, puro fanatismo.
Amemos, portanto, tanto a Deus quanto ao próximo, mas não
apenas em palavras, antes de fato e de verdade (I Jo.
3.11)
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SUBSÍDIO II
INTRODUÇÃO
Desde a criação, Deus deseja
manter comunhão com o homem. As Escrituras afirmam que
pela viração do dia, o Senhor vinha falar com o primeiro
casal (Gn 3.8). Porém, por causa da queda (Gn 3), esta
comunhão foi interrompida. Eis aí a razão pela qual Deus
proveu mediadores, tais como: profetas e sacerdotes, para
se comunicar com o homem. Mas, através do sacrifício de
Cristo no Calvário, nós podemos obter, não só o perdão dos
pecados e a vida eterna, como também desfrutar, já no
presente século, de uma íntima comunhão com Deus.
I - QUE
SIGNIFICA COMUNHÃO?
De acordo com o Dicionário
Teológico de Claudionor Correia de Andrade, a palavra
“Comunhão” deriva-se do grego, e significa: “Vínculo de
unidade fraterna, mantido pelo Espírito Santo, que leva os
cristãos a se sentirem um só corpo em Cristo Jesus” (II Co
13.13; I Jo 1.3). Tendo como base o amor de Cristo Jesus,
a comunhão cristã desconhece distinções sociais, culturais
e nacionais (Cl 3.11). Agora, enfatiza o apósto Paulo,
“somo um só corpo em Cristo” (Rm 12.5). Por isso, devemos
chorar com os que choram e se alegrar com os que se
alegram (Rm 12.15). Para que este ideal perdure, é mister
que coloquemos em contínua prática este princípio: “Que
vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que
também vós uns aos outros vos ameis“ (Jo 13.34). Não basta
amar o próximo como a nós mesmos. É preciso amar como
Jesus amou.
No grego, a idéia é expressa
por um verbo e um substantivo, a saber:
1. Omiléo: Significa
“comungar com”. Este verbo aparece em (Lc 24.14,15; At
20.11; 24.26).
2. Koinonía: Significa
“comunhão”. Este substantivo ocorre por dezoito vezes nas
Escrituras (At 2.42; Rm 15.26; I Co 1.9; 10.16; II Co
6.14; 8.4; 9.13; 13.13; Gl 2.9 e outros).
II - O QUE
A BÍBLIA ENSINA SOBRE COMUNHÃO?
Dentre tantos ensinos sobre a
comunhão, destacamos alguns:
1. A comunhão começa
com o Pai e com o Filho, e amplia-se para os filhos de
Deus (Jo 17.3,6,10,11,14);
2. A nossa comunhão é
com o Pai, o Filho e com o Espírito Santo (I Jo 1.3; I Co
1.9; II Co 13.13; Fp 2.1)
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3. A nossa comunhão
também é com os irmãos (Gl 2.9; I Jo 1.7);
4. Não devemos manter
comunhão com os ímpios (II Co 6.14-17);
5. A comunhão com Deus
é prometida aos obedientes (Jo 14.23);
6. Se dissermos que
temos comunhão com Cristo, devemos andar como ele andou (I
Jo 1.6).
III - QUE
LIÇÕES PODEMOS APRENDER NO SALMO 42?
O principal tema do Salmo 42
é o ardente desejo do salmista de ter uma íntima comunhão
com Deus:
1. “Como o cervo brama
pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por
ti, ó Deus!“ (v 1): O salmista externa seu anelo,
comparando-se com uma cena comum no reino animal. Isto
porque, quando um cervo (corça ou veado) foge da presença
dos caçadores, se distanciam, muitas vezes, das correntes
das águas. E, embora longe do perigo dos caçadores, ele
brama por água, desejando saciar sua sede. Dessa maneira o
salmista compara a sua sede de Deus, ou seja, seu desejo
intenso por uma vida de comunhão e intimidade com Deus.
2. “A minha alma tem sede
de Deus, do Deus vivo…“ (v 2a): Neste texto, o
salmista deixa bem claro que sua sede, ou seja, seu anelo,
é pela presença de Deus. Mas não um deus qualquer, e sim,
o Deus vivo, que fala, que ouve, e que vê. Enquanto muitos
dos seus contemporâneos viviam adorando a Moloque, Baal,
Asera, e tantos outros deuses; ele buscava estar mais
perto do Deus verdadeiro, o Deus vivo!
3. “… quando entrarei e me
apresentarei ante a face de Deus?“ (v 2a): O salmista
também externa o seu desejo de estar na presença de Deus,
no templo. Quando ele pergunta a si mesmo: quando
entrarei? Nos dá a idéia de pressa, de urgência. Ele
entendeu que não havia maior prazer e maior alegria do que
estar na presença de Deus. Em outra ocasião, os filhos de
Corá (mesmos autores do salmo 42) afirmaram: “Quão amáveis
são os teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos! Porque
vale mais um dia nos teus átrios do que mil em outro
lugar. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a
habitar nas tendas dos ímpios.“ (Sl 84.1,10).
IV-
EXEMPLOS BÍBLICOS DE COMUNHÃO COM DEUS
A Bíblia descreve diversos
exemplos de homens que viveram em comunhão com Deus, e por
isso, foram recompensados. Vejamos:
1. Enoque: A Bíblia
diz que ele andou com Deus e Deus para si o tomou (Gn
5.24). “Andar com Deus” significa andar em comunhão e
obediência. O escritor aos Hebreus diz que Enoque, antes
de sua trasladação, alcançou testemunho de que agradara a
Deus (Hb 11.5).
2. Noé: Como Enoque,
Noé também andou com Deus (Gn 6.9). Por isso, as
Escrituras afirmam que Noé achou graça aos olhos do Senhor
(Gn 6.8) e por isso, foi poupado da destruição por ocasião
do dilúvio (Gn 7.1).
3. Abraão: Sua vida de
fé, obediência e intimidade com Deus, fez com que ele
alcançasse, não só o título de “pai dos judeus” e “pai da
fé” como também se tornasse o único personagem da Bíblia
denominado de “amigo de Deus” (Is 41.8; II Cr 20.7; Tg
2.23).
4. Moisés: Moisés
desfrutava de uma comunhão tão íntima com Deus, que chegou
a interceder a Deus por toda a nação de Israel (Ex 32.32);
rogou pela presença de Deus (Ex 33.12-17) e também pediu
que Deus lhe mostrasse a Sua glória (Ex 33.18-23). As
Escrituras afirmam que “falava o Senhor a Moisés face a
face, como qualquer fala com o seu amigo...“ (Ex 33.11). O
próprio Deus testemunhou acerca dele: “Não é assim com o
meu servo Moisés que é fiel em toda a minha casa. Boca a
boca falo com ele...“ (Nm 12.7,8)
V -
EXEMPLOS BÍBLICOS DE COMUNHÃO COM CRISTO
No N.T. encontramos diversos
exemplos de pessoas que procuraram viver em comunhão com
Cristo. Dentre tantos exemplos, destacamos alguns:
1. João: Milhares de
pessoas seguiam a Cristo, durante o seu ministério. Porém,
havia um grupo de doze que sempre estavam com ele (Mc
3.14). Dos doze, havia três que eram mais achegados
(Pedro, Tiago e João); e, dos três, João era o mais
íntimo. Por isso, ele foi chamado de “aquele discípulo a
quem Jesus amava“ (Jo 13.23; 19.26; 20.2; 21.7,20).
2. Paulo: Após o seu
encontro com Cristo no caminho de Damasco, Paulo
entregou-se sem reservas a Cristo, de forma que chegou a
afirmar: “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por
Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as
coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus,
meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas,
e as considero como escória, para que possa ganhar a
Cristo... Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não
mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo
na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus... “ (Fp 3.7,8; Gl
2.20).
3. Lázaro: Quando
Marta e Maria mandaram dizer a Jesus que Lázaro estava
enfermo, disseram: “Senhor, eis que está enfermo aquele
que tu amas“ (Jo 11.3). Se Jesus ama a todos, por que
então, elas disseram aquele que tu amas? Na verdade, Jesus
ama a todos, mas, ninguém pode negar que alguns são mais
achegados a ele, como Lázaro.
VI - COMO
OBTER COMUNHÃO COM DEUS?
A comunhão com Deus pode ser
obtida, principalmente:
1. Através da Oração:
Ao contrário do que muita gente pensa, o principal
propósito da oração não é apresentar a Deus as nossas
necessidades, nem interceder pelo próximo, e sim,
desfrutar de comunhão com Deus. A oração é parte da vida
devocional do cristão. É o momento mais excelente, íntimo
e particular com Deus (Sl 55.17; Dn 6.10; I Ts 5.17)
2. Através da Leitura e
Meditação na Palavra de Deus: A Bíblia diz que
bem-aventurado é o homem que tem o seu prazer na lei do
Senhor e, na sua lei medita de dia e de noite (Sl 1.1,2).
A Bíblia é a palavra de Deus falando ao nosso coração. À
medida que nos tornamos disciplinados na leitura diária da
Bíblia, nos tornamos também mais sensíveis à voz de Deus,
mais tementes e menos propensos à maldade (Sl
119.9,11,105; Hb 4.12).
CONCLUSÃO
Dentre tantas bênçãos que o
cristão desfruta aqui neste mundo, a comunhão com Deus é,
sem dúvidas, uma das mais importantes. Assim como no
passado Enoque, Noé, Abraão e tantos outros desfrutaram
desta comunhão, nós podemos também desfrutar. O apóstolo
Tiago nos recomenda: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará
a vós...“ (Tg 4.8)
À medida que nos aproximamos
mais de Deus, através da oração, adoração, leitura da
Bíblia e obediência, Ele também se chegará a nós.
José Roberto A. Barbosa
Rádio Boas Novas
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Os artigos e
estudos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade
dos seus autores.
Fonte:
EBDWeb e
CPAD
Portal Escola
Dominical
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QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 2 DO 2º TRIMESTRE/2008
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