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ESCOLA BÍBLICA / LIÇÕES

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LIÇÃO 3

 

ORAÇÃO - O DIÁLOGO DA ALMA COM DEUS

 

Texto Áureo

"Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos" Efésios 6.18

Verdade Prática

A oração move o coração de Deus de tal forma, que O leva a operar o impossível na vida do crente.

Leitura Diária

Segunda - Sl 27.8 - Buscando a face de Deus

Terça - Sl 116.12-14 - Ação de graças a Deus

Quarta - Mt 6.10 - Intercessão pelo avanço do Reino de Deus

Quinta - 1 Jo 5.14 - Orando segundo a vontade de Deus

Sexta - Jó 42.10 - A bênção da intercessão

Sábado - 1 Ts 5.17 - Orando sem cessar

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Mateus 6.9-13.

 

9 Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;

10 Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;

11 O pão nosso de cada dia nos dá hoje;

12 E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;

13 E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.

 

Esboço da Lição

 

Introdução

I. O que é a Oração

II. Objetivos da Oração

III. Cultivando o Hábito da Oração

Conclusão

 

 

 

 

 

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COMENTÁRIO / DICAS

 

Tema deste Subsídio

A MINHA ALMA TE AMA, Ó SENHOR

 

Objetivo: Despertar os alunos para a prática contínua da oração, não com meras repetições de palavras, mas na forma de diálogo com Deus, falando e ouvindo, seguindo, sobretudo, o padrão que Jesus nos ensinou.

 

INTRODUÇÃO

 

É possível saber muito sobre oração, e mesmo assim, não orar. O principal desafio para o cristão não é começar a orar, mas continuar orando. Ademais, o aparato moderno que temos hoje à disposição contribui para que nos distanciemos da oração. Na lição de hoje, veremos que orar é mais do que uma necessidade é um ato de obediência. A principio, definiremos o que seja oração, mostraremos sua importância, e ao final, meditaremos a respeito do ensino de Jesus sobre a oração.

 

1. ORAÇÃO: DEFINIR É FÁCIL

 

No Antigo Testamento, a palavra bíblica para “oração” é “tepila”. Esse termo é bastante recorrente no livro dos Salmos (Sl. 17; 86; 90; 102; 142), na verdade, a maioria desses é composta por orações. No Sl. 4, o autor ora pedindo a Deus que o livre dos seus inimigos (v. 1). No 102, roga a Deus que o livre do sofrimento que o atormenta (v. 1). A oração bíblica é sempre dirigida a Deus, nunca a qualquer outra pessoa (II Cr. 6.39; 30.27). O salmista está convicto de que Deus responde a oração (Sl. 102.17), principalmente, conforme aponta o autor dos Provérbios, a dos justos (Pv. 15.29). A solução para os problemas da existência humana, nos Salmos, vem do Senhor por meio da oração (Sl. 88.22,13). No Novo Testamento, a palavra oração é “proseuchê” que é sempre dirigida à divindade, a Jesus (Ef. 1.6-17; Ap. 5.8; 8.3,4) e a Deus (Rm. 15.30). Jesus nos dá o exemplo do valor da oração porque Ele mesmo passou horas, às vezes, noites inteiras em oração (Lc. 6.12). Paulo também demonstrou ser um homem de oração (Rm. 1.10; Ef. 1.16; I Ts. 1.2; Fm. 4). Orar não é fácil por uma série de razões, a principal delas é a propensão humana para a auto-suficiência. O desafio, seguindo o exemplo de Jesus, Paulo e tantos outros, é o de transformar a oração numa prática contínua em nossas vidas, que aprendamos a desfrutar da comunhão que oração possibilita, através do diálogo com Deus.

 

2. EMPECILHOS E INCENTIVOS À PRÁTICA DA ORAÇÃO

 

Existem alguns impedimentos humanos à oração, dentre eles, destacamos:

 

1) o egoísmo humano faz com que nos distanciemos da oração, e às vezes, se revela na própria oração (Tg. 4.3);

 

2) uma vida voltada para o pecado também impossibilita a prática da oração, pois quanto mais o homem peca mais distante quer estar de Deus (Is. 59.1,2);

 

3) a entronização de ídolos no coração humano retira-lhe o elo de relacionamento com Aquele que não dá a Sua glória a outro deus (Ez. 14.3);

 

4) o descaso em relação aos pobres nos é apresentado pelo autor de provérbios como uma das causas de não sermos ouvidos na oração (Pv. 21.13);

 

5) a indisposição para perdoar afasta as pessoas de uma vida de oração (Mc. 11.25);

 

6) um relacionamento conjugal desajustado reflete-se improdutivamente na oração (I Pe. 3.7); e

 

7) a falta de fé, retratada no materialismo, distancia as pessoas da oração (Tg. 1.5-7).

 

Esses são alguns dos empecilhos à oração, nós, no entanto, temos muitos motivos para depender da oração, o principal deles, é o exemplo que Cristo nos deu. Jesus sabia que dependemos de Deus para viver. Por isso, não dispensava seus momentos de oração, fosse de madrugada (Mc. 1.35), às vezes, Ele passava a noite orando (Lc. 6.12). Antes de tomar decisões importantes, e nos momentos de crises, Jesus orou (Mc. 1.35-38; Lc. 3.21,22; 6.12,13; 9.18,21,21,22; 22.39-46). Quando as ocupações do dia-a-dia queriam fazer com que Jesus perdesse o foco, Ele se distanciava e procurava um lugar isolado onde pudesse ficar à sos com o Pai (Lc. 5.15,16; Mc. 3.20; 6.31,33,46). Antes das tentações da vida, Jesus colocou-se debaixo da dependência do Pai por meio da oração (Mt. 26.36). Se Cristo sendo quem foi orou não deveríamos nós fazer o mesmo? Lembremos, no entanto que a vida do cristão não deva se satisfazer apenas com momentos de oração, deva ser, acima de tudo, uma vida de oração (I Ts. 5.17; Ef. 6.18).

 

3. ORANDO COMO JESUS ENSINOU

 

Há muitas orações na Bíblia, inclusive a de Jabez, bastante citada e imitada, especialmente, por aqueles que postulam a teologia da prosperidade e da confissão positiva. Mas todas as orações, seja do Antigo e/ou do Novo Testamento, precisam passar pelo crivo de Jesus. Quando os seus discípulos pediram-No que os ensinassem a orar, Ele lhes apresentou uma oração modelo, dizendo que deveríamos orar “assim” (Mt. 6.9). A oração do Senhor não deva ser estímulo para a mera repetição (Mt. 6.7), ela deve nos servir de padrão para que façamos as nossas próprias orações. Destacamos, a seguir, alguns princípios para a oração cristocêntrica: a princípio, a intimidade, pois somente em Cristo podemos chamar a Deus de “Pai”, expressão aramaica “Abba”, cujo significado aproximado é o de “papaizinho”. Segundo Paulo, recebemos o Espírito de adoção, pelo qual, clamamos “Abba”, Pai (Rm. 8.15; Gl. 4.6). Ele não é apenas o MEU Pai, mas o NOSSO Pai, ressaltando, assim, a união de todos aqueles que foram chamados, a Igreja (Mt. 16.18), a fim de reconhecer que o Senhor é Santo e que todos são pecadores, necessitados de Sua graça (Rm. 3.23; 6.23), mas não apenas isso, que também o Seu reino é chegado entre nós (Lc. 10.9; 17.21), ainda que ansiamos pelo dia em que se concretizará em Sua plenitude (Ap. 20.2-6). Que a vontade de Deus, e não a nossa, prevaleça, que ela seja feita na terra como já é no céu. Somente a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Rm. 12.2). Para que o pão diário nos seja dado e não todas as riquezas do mundo, a fim de que tenhamos o suficiente para vivermos contentes (I Tm. 6.6; Hb. 13.5) e não nos inquietarmos com o dia de amanhã (Mt. 6.34). E não esqueçamos que a maior riqueza que o ser humano pode ter é o perdão divino, ainda que esse precise ser repartido com aqueles que nos ofendem (Mt. 5.7; 6.14,15; 18.21-23). Que Deus não nos deixe cair em tentação, cientes de que também devemos vigiar para não sermos tragados pelo Mal (Mt. 26.41; I Co. 10.13; I Pe. 5.8), e por fim, saibamos que somente a Deus, e não a quem quer que seja, pertence o reino, o poder e a glória para sempre (I Cr. 29.11; I Tm. 1.17; Ap. 19.1).

 

CONCLUSÃO

 

Ainda que não estejamos dispostos, precisamos orar. Deixar de orar é um ato de desobediência a Cristo. Afinal, sabendo Ele da importância da oração, nos instrui: “orai e vigiai” (Mt. 26.41), Samuel reconheceu, ainda na Antiga Aliança, que deixar de orar se tornaria um pecado: “E quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós; antes vos ensinarei o caminho bom e direito” (I Sm. 12.23). Consoante a mensagem do evangelho, fica claro, nessa passagem, que não apenas devemos orar, precisamos também agir. Lutero, o sábio reformador, já dizia: “oremos como se todo o trabalho dependesse de Deus, e trabalhemos como se tudo dependesse de nós”.

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SUBSÍDIO II

 

SEIS QUESTÕES VITAIS SOBRE A ORAÇÃO

 

O Que é Oração?

 

Simplificando, a oração é comunicar-se com Deus. A verdadeira oração é expressar nossa devoção ao nosso Pai celestial, convidando-O a falar conosco enquanto falamos com Ele.

 

Quem pode orar?

 

Qualquer pessoa pode orar, mas somente aqueles que andam pela fé e obedecem a Cristo podem esperar receber respostas às suas orações.O contato com Deus começa quando recebemos Jesus em nossa vidas como Salvador e Senhor (João 14:6). Orar com um coração limpo é também vital para uma oração bem sucedida. Nós não podemos esperar que Deus responda as nossas orações se houver qualquer pecado não confessado em nossa vida ou se estivermos cultivando um espírito não perdoador (Salmos 66:18; Marcos 11:25). ). Para Deus responder nossa orações, devemos ter fé e pedir de acordo com a Sua vontade (Mateus 9:29; 21:22; 1 João 5:14,15).

 

Por que Devemos Orar?

 

A Palavra de Deus nos ordena a orar (Lucas 18:1; Atos 6:4; Marcos 14:38; Filipenses 4:6; Colossenses 4:2; 1 Timóteo 2:1,2). Nós oramos para ter comunhão com Deus, receber encorajamento e força espiritual para viver uma vida vitoriosa e manter intrepidez para um testemunho vibrante para Cristo.

 

A oração libera o grande poder de Deus para mudar o curso da natureza, das pessoas e nações.

 

Para Quem Devemos Orar?

 

Nós oramos ao Pai em nome do Senhor Jesus Cristo, através do ministério do Espírito Santo. Quando oramos ao Pai, as nossas orações são aceitas por Jesus Cristo e interpretadas a Deus, o Pai, pelo Espírito Santo (Romanos 8:26, 27,34).

 

Quando Devemos Orar?

 

A Palavra de Deus nos ordena para “Orar sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17). Nós podemos estar orando durante todo o dia, expressando e demonstrando a nossa devoção a Deus, enquanto realizamos as nossas tarefas diárias.Nem sempre é necessário estar ajoelhado ou mesmo num quarto tranqüilo para orar. Deus quer que estejamos em comunhão com Ele constantemente, não importa onde estejamos. Podemos orar no carro, enquanto lavamos a louça ou enquanto caminhamos na rua.

 

O Que Devemos Incluir em Nossas Orações?

 

Embora a oração não possa ser reduzida a uma fórmula, certos elementos básicos devem ser incluídos em nossa comunicação com Deus: Adoração, Confissão, Agradecimento, Súplica (CASA).

 

C - Confissão

Quando a nossa disciplina para orar começa com adoração, o Espírito Santo tem a oportunidade para revelar qualquer pecado em nossas vidas que necessita ser confessado.

 

A - Adoração

Adorar a Deus é cultuar e louvá-lO, honrar e exaltá-lO em nosso coração, mente e com os nossos lábios.

 

S - Súplica

A Súplica inclui a petição pelas nossas próprias necessidades e intercessão pelos outros. Ore para que o seu interior possa ser sempre renovado, sempre sensível e fortalecido pelo Espírito Santo. Ore pelos outros: seu cônjuge, seus filhos, seus pais, vizinhos e amigos; nossa nação e autoridades. Ore pela salvação das pessoas, por uma oportunidade diária de levar outros a Cristo e ao ministério do Espírito santo e pelo cumprimento da Grande Comissão.

A - Agradecimento

Uma atitude de agradecimento a Deus, pelo que Ele é e pelas benevolências que gozamos por pertencermos a ele, permite-nos reconhecer que Ele controla todas as coisas, não apenas as bênçãos, mas também os problemas e as adversidades. Quando nos aproximamos de Deus com um coração grato, Ele se torna forte em nós.

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SUBSÍDIO III

 

Iniciarei esse breve esboço, com algumas frases que julgo interessantes, sobre o valor da oração:

 

“A oração é o ato onipotente que coloca as forças do céu à disposição dos homens.” (Henri Lacordaire)

 

“Eu creio que sou incapaz de odiar. Através de uma disciplina baseada na oração, faz pelo menos quarenta anos que procuro amar todos.”(Mahatma Gandhi)

 

“A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” (São Tiago)

 

“Não há homem que, orando de todo coração, não aprenda alguma coisa.”(Ralph Waldo Emerson)

 

“A oração é a irmã trêmula do amor.” (Vítor Hugo)

 

“Na oração, é melhor ter um coração sem palavras do que palavras sem um coração.) (John Bunyan)

 

Segundo Thiessen, Ninguém poder ler a Bíblia sem ficar impressionado com a importância do lugar dado à oração em suas páginas. Começando com a conversas entre Deus e Adão, por todo o Antigo e o Novo Testamento, temos exemplos de homens que oravam. A oração, segundo nos apresentada nas escrituras, vai além de um privilégio, ela é uma ordem (Gn 18.22-23; II Rs 19.15; Sl 5.2; 32.6; I Sm 12.23; Jr 29.7; Mt 5.44; 26.41; Lc 18.1; 21.36; Ef 6.18; I Ts 5.17, 25; I Tm 2.8; Tg 5.13-16).

 

- Esdras entendia que a oração era mais importante que um exército (Ed 8.21-23).

- Jesus a julgava mais necessária que o alimento e o sono (Mt 4.2; Mc 1.35; Lc 6.12).

- Os apóstolos a colocavam antes da pregação (At 6.4).

 

A NATUREZA DA ORAÇÃO

 

A oração tem sido definida como a “conversa da alma com Deus”. Orar é falar com Deus. A oração bíblica possui algumas características que passaremos a aborda-las;

 

· Confissão. Chegar-se diante de Deus com consciência de nossas falhas e fraqueza humana, expressando um profundo desejo de melhor servi-lo e agradar-lhe, é fator fundamental na oração, como pode ser visto nos textos que se seguem (I Rs 8.47; Ed 9.5-10; Ne 1.6,7; 9.33-35; Dn 9.3-15; Lc 18.9.14).

 

· Adoração. Adorar é reverenciar, louvar, reconhecer a majestade e a soberania de Deus. É amá-lo por aquilo que Ele é. (Sl 45.1-8; Is 6.1-4; Hc 3.17-19; Mt 14.33; 15.25; 28.9; Ap 4.11).

 

· Comunhão. Do grego koinonia, fala do relacionamento que o crente passa a manter com Deus, mediante o sacrifício de Cristo Jesus no calvário. Nesta condição, pode dirigir-se a Deus, chamando-o de Pai (Mt 6.9; Rm 8.15).

 

· Ação de graças. Temos vários exemplos desta prática na oração;

 

- A canção de Miriã (Êx 15)

- A canção de Débora (Jz 5)

- A canção de Davi (II Sm 23)

 

As Escrituras são repletas de exortações para que sejam dadas ações de graças (Fl 4.6; Cl 4.2; Ef 5.20; Sl 95.2; 100.4).

 

· Petição. É somente depois de termos glorificado a Deus em nossa oração que estamos prontos a pensar em nós mesmos. A petição é o ato de tornar conhecidos os nossos pedidos. É verdade que antes mesmo de expressar nossas necessidades e desejos, Deus já as conhece. Contudo Ele tem prazer de conosco se comunicar através da oração (Dn 2.17, 18; 9.16-19;Mt 7.7-12; Jo 11.22; Atos 4.29, 30; Fl 4.6).

 

· Súplica. Suplicar é simplesmente insistir em nosso pedido;

 

- Daniel fez petição e súplicas a Deus (Dn 6.11).

- O espírito de súplicas será derramado sobre Israel (Zc 12.10).

- A mulher siro-fenícia suplicou e seu pedido foi ouvido (Mt 15.22-28).

- Os eleitos que clamam a Deus dia e noite serão ouvidos com presteza (Lc 18.1-8).

- Paulo nos exorta a suplicar (Ef 6.18; I Tm 2.10)

 

· Intercessão. Do latim intercessionem, é súplica em favor de outrem. A intercessão pressupõe sofrer com os que sofrem; chorar com os que choram; e, tomar, como se fossem nossas, as dores alheias. É dizer a Deus que nos importamos com o sofrimento e as necessidades do próximo.

 

- Deus procura intercessores (Is 59.16).

- Devemos interceder em favor de todos os homens (I Tm 2.1). - Por todos quanto ocupam posição de autoridade (I Tm 2.2).

- Pelos ministros (II Co 1.11; Fl 1.29).

- Por todos os santos (Ef 6.18). - Pelos patrões (Gn 24.12-14). - Pelos servos (Lc 7.2, 3).

- Pelas crianças (Mt 15.22). - Pelos enfermos (Tg 5.14).

- Pelos que nos perseguem (Mt 5.44).

- Por nossos inimigos (Jr 29.7).

- Pelos que nos invejam (Nm 12.13).

- É um pecado neglicenciarmos a oração intercessória ( I Sm 12.23).

- A oração intercessória beneficia o próprio intercessor (Jó 42.10).

 

O MÉTODO E A MANEIRA DE ORAR

 

Apesar de ser uma tendência natural e universal, o homem precisa aprender a orar (Lc 11.1; Rm 8.26). com base nos princípios e natureza da oração aqui já aprendidos, Jesus deixou um modelo para nossas orações, designada “O Pai nosso” (Mt 6.9-13). Consideremos, então, o método e modo bíblico de orar.

 

A posição de orar. As Escrituras não prescrevem nenhuma posição em particular, mas ilustram e ensinam todas elas.

 

- Em pé (Mc 11.25; Lc 18.13; Jo 17.1).

- Ajoelhado (Lc 22.41; I Rs 8.54; Ef 3.14; At 20.36).

- Prostrado no chão (Mt 26.39).

- Deitado na cama (Sl 63.6). - Assentado (I Rs 18.42).

- Pendurado na cruz (Lc 23.42).

 

Tudo isto indica que não é a postura do corpo que importa, mas sim a atitude do coração ( Jo 15.17a). Há, contudo, mais indicações de que as pessoas ou se postaram de pé ou se ajoelharam para orar quando se aproximaram de Deus, do que qualquer outra posição.

 

A hora de orar. As escrituras ensinam que devemos orar sempre (Lc 18.1; Ef 6.18); mas ensinam também que devemos ter horários estabelecidos para a oração (Sl 55.17; Dn 6.10; At 3.1). É verdade que todos esses são exemplos do que os outros fizeram, e não preceitos acerca da oração, mas pelo menos indicam que a regularidade em orar é desejável. Não há, portanto, uma hora especial para podermos Ter uma audiência com Deus, mas todo momento é igualmente aceitável para Ele.

 

O lugar de orar. Percebemos que a Bíblia encoraja a oração secreta, no quarto, longe de todos os elementos a nosso derredor que nos podem perturbar (M t 6.6; Dn 6.10; Mc 1.35; Mt 14.23). Há também exemplos de oração na prisão (At 16.25), como em vários outros lugares públicos. Paulo nos admoesta a orar “em todo o lugar” (I Tm 2.8).

 

CONCLUSÃO

 

A disciplina da oração é profundamente necessária na vida devocional do cristão, juntamente com a leitura da Palavra de Deus. Devemos sempre lembrar que a nossa oração precisa estar totalmente em linha e alicerçada por esta Palavra (Jo 15.7). Por fim, fica para reflexão o texto abaixo, de nossa autoria, que reflete um pouco da realidade vivenciada em muitas igrejas, como resultado de um certo descaso com a disciplina da oração:

 

“Era uma vez uma igreja que gostava de orar.

 

Os cultos de oração eram bem freqüentados. Havia um mover do Espírito maravilhoso, que levava os irmãos no final de cada reunião, a desejarem que a próxima logo chegasse.

 

Os jovens participavam do círculo de oração desta igreja, pedindo ao Senhor um namoro e casamento dentro da Sua vontade. Pediam também para que uma porta de emprego fosse aberta. Muitos destes jovens chegavam em grupos e por vezes vinham a pé de lugares distantes.

 

Os cantores chegavam pela manhã e saíam no final do culto. Não agiam como celebridades nem cantavam apenas para vender CD. O maior tempo era gasto com oração e não com “tristemunhos”, “cantorias”, “visagens” ou “profetadas”.

 

O círculo de oração começava pela manhã e as dirigentes eram as primeiras a chegar. Para entrar na comissão havia um sério critério. Não bastava querer, precisa ter uma vida santa, testemunhada pela igreja e pela comunidade não crente. Precisava ser boa esposa, boa mãe, boa filha. Precisava ser verdadeiramente “crente”! Quando a dirigente do círculo de oração convidava os que não eram batizados com o Espírito Santo para virem à frente e receber uma oração, eles vinham alegres, com fé, e o melhor, Jesus batizava.

 

Os auxiliares, diáconos, presbíteros, evangelistas e pastores o freqüentavam, trazendo sempre uma boa palavra. Nos cultos da noite, os obreiros e irmão chegavam e se ajoelhavam para orar até que se iniciasse o momento do canto congregacional. Não ficavam sentados e conversando, nem fazendo outra coisa qualquer. Havia um profundo desejo de se buscar a Deus!

 

Os pais e os adultos nesta igreja levavam seus filhos, netos, sobrinhos e vizinhos para o círculo de oração infantil. As crianças desde cedo desfrutavam do poder da oração e aprendiam o seu valor.

 

Será que a esta altura você ficou curioso em saber onde fica esta igreja? Pergunte aos crentes mais antigos que certamente eles lhe darão a resposta.”

 

 

 

 

 

 

 

José Roberto A. Barbosa

www.greatcom.org

Pr. Altair Germano

 

Os artigos e estudos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus autores.

 

Fonte:

EBDWeb e CPAD

Portal Escola Dominical

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QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 3 DO 2º TRIMESTRE/2008

 

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