A - Agradecimento
Uma atitude de agradecimento a Deus,
pelo que Ele é e pelas benevolências que gozamos por pertencermos a
ele, permite-nos reconhecer que Ele controla todas as coisas, não
apenas as bênçãos, mas também os problemas e as adversidades. Quando
nos aproximamos de Deus com um coração grato, Ele se torna forte em
nós.
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SUBSÍDIO III
Iniciarei esse breve esboço, com
algumas frases que julgo interessantes, sobre o valor da oração:
“A oração é o ato onipotente que coloca
as forças do céu à disposição dos homens.” (Henri Lacordaire)
“Eu creio que sou incapaz de odiar.
Através de uma disciplina baseada na oração, faz pelo menos quarenta
anos que procuro amar todos.”(Mahatma Gandhi)
“A oração feita por um justo pode muito
em seus efeitos.” (São Tiago)
“Não há homem que, orando de todo
coração, não aprenda alguma coisa.”(Ralph Waldo Emerson)
“A oração é a irmã trêmula do amor.”
(Vítor Hugo)
“Na oração, é melhor ter um coração sem
palavras do que palavras sem um coração.) (John Bunyan)
Segundo Thiessen, Ninguém poder ler a
Bíblia sem ficar impressionado com a importância do lugar dado à
oração em suas páginas. Começando com a conversas entre Deus e Adão,
por todo o Antigo e o Novo Testamento, temos exemplos de homens que
oravam. A oração, segundo nos apresentada nas escrituras, vai além
de um privilégio, ela é uma ordem (Gn 18.22-23; II Rs 19.15; Sl 5.2;
32.6; I Sm 12.23; Jr 29.7; Mt 5.44; 26.41; Lc 18.1; 21.36; Ef 6.18;
I Ts 5.17, 25; I Tm 2.8; Tg 5.13-16).
- Esdras entendia que a oração era mais
importante que um exército (Ed 8.21-23).
- Jesus a julgava mais necessária que o
alimento e o sono (Mt 4.2; Mc 1.35; Lc 6.12).
- Os apóstolos a colocavam antes da
pregação (At 6.4).
A NATUREZA DA ORAÇÃO
A oração tem sido definida como a
“conversa da alma com Deus”. Orar é falar com Deus. A oração bíblica
possui algumas características que passaremos a aborda-las;
· Confissão. Chegar-se diante de
Deus com consciência de nossas falhas e fraqueza humana, expressando
um profundo desejo de melhor servi-lo e agradar-lhe, é fator
fundamental na oração, como pode ser visto nos textos que se seguem
(I Rs 8.47; Ed 9.5-10; Ne 1.6,7; 9.33-35; Dn 9.3-15; Lc 18.9.14).
· Adoração. Adorar é
reverenciar, louvar, reconhecer a majestade e a soberania de Deus. É
amá-lo por aquilo que Ele é. (Sl 45.1-8; Is 6.1-4; Hc 3.17-19; Mt
14.33; 15.25; 28.9; Ap 4.11).
· Comunhão. Do grego koinonia,
fala do relacionamento que o crente passa a manter com Deus,
mediante o sacrifício de Cristo Jesus no calvário. Nesta condição,
pode dirigir-se a Deus, chamando-o de Pai (Mt 6.9; Rm 8.15).
· Ação de graças. Temos vários
exemplos desta prática na oração;
- A canção de Miriã (Êx 15)
- A canção de Débora (Jz 5)
- A canção de Davi (II Sm 23)
As Escrituras são repletas de
exortações para que sejam dadas ações de graças (Fl 4.6; Cl 4.2; Ef
5.20; Sl 95.2; 100.4).
· Petição. É somente depois de
termos glorificado a Deus em nossa oração que estamos prontos a
pensar em nós mesmos. A petição é o ato de tornar conhecidos os
nossos pedidos. É verdade que antes mesmo de expressar nossas
necessidades e desejos, Deus já as conhece. Contudo Ele tem prazer
de conosco se comunicar através da oração (Dn 2.17, 18; 9.16-19;Mt
7.7-12; Jo 11.22; Atos 4.29, 30; Fl 4.6).
· Súplica. Suplicar é
simplesmente insistir em nosso pedido;
- Daniel fez petição e súplicas a Deus
(Dn 6.11).
- O espírito de súplicas será derramado
sobre Israel (Zc 12.10).
- A mulher siro-fenícia suplicou e seu
pedido foi ouvido (Mt 15.22-28).
- Os eleitos que clamam a Deus dia e
noite serão ouvidos com presteza (Lc 18.1-8).
- Paulo nos exorta a suplicar (Ef 6.18;
I Tm 2.10)
· Intercessão. Do latim
intercessionem, é súplica em favor de outrem. A intercessão
pressupõe sofrer com os que sofrem; chorar com os que choram; e,
tomar, como se fossem nossas, as dores alheias. É dizer a Deus que
nos importamos com o sofrimento e as necessidades do próximo.
- Deus procura intercessores (Is
59.16).
- Devemos interceder em favor de todos
os homens (I Tm 2.1). - Por todos quanto ocupam posição de
autoridade (I Tm 2.2).
- Pelos ministros (II Co 1.11; Fl
1.29).
- Por todos os santos (Ef 6.18). -
Pelos patrões (Gn 24.12-14). - Pelos servos (Lc 7.2, 3).
- Pelas crianças (Mt 15.22). - Pelos
enfermos (Tg 5.14).
- Pelos que nos perseguem (Mt 5.44).
- Por nossos inimigos (Jr 29.7).
- Pelos que nos invejam (Nm 12.13).
- É um pecado neglicenciarmos a oração
intercessória ( I Sm 12.23).
- A oração intercessória beneficia o
próprio intercessor (Jó 42.10).
O MÉTODO E A MANEIRA
DE ORAR
Apesar de ser uma tendência natural e
universal, o homem precisa aprender a orar (Lc 11.1; Rm 8.26). com
base nos princípios e natureza da oração aqui já aprendidos, Jesus
deixou um modelo para nossas orações, designada “O Pai nosso” (Mt
6.9-13). Consideremos, então, o método e modo bíblico de orar.
A posição de orar. As Escrituras não
prescrevem nenhuma posição em particular, mas ilustram e ensinam
todas elas.
- Em pé (Mc 11.25; Lc 18.13; Jo 17.1).
- Ajoelhado (Lc 22.41; I Rs 8.54; Ef
3.14; At 20.36).
- Prostrado no chão (Mt 26.39).
- Deitado na cama (Sl 63.6). -
Assentado (I Rs 18.42).
- Pendurado na cruz (Lc 23.42).
Tudo isto indica que não é a postura do
corpo que importa, mas sim a atitude do coração ( Jo 15.17a). Há,
contudo, mais indicações de que as pessoas ou se postaram de pé ou
se ajoelharam para orar quando se aproximaram de Deus, do que
qualquer outra posição.
A hora de orar. As escrituras ensinam
que devemos orar sempre (Lc 18.1; Ef 6.18); mas ensinam também que
devemos ter horários estabelecidos para a oração (Sl 55.17; Dn 6.10;
At 3.1). É verdade que todos esses são exemplos do que os outros
fizeram, e não preceitos acerca da oração, mas pelo menos indicam
que a regularidade em orar é desejável. Não há, portanto, uma hora
especial para podermos Ter uma audiência com Deus, mas todo momento
é igualmente aceitável para Ele.
O lugar de orar. Percebemos que a
Bíblia encoraja a oração secreta, no quarto, longe de todos os
elementos a nosso derredor que nos podem perturbar (M t 6.6; Dn
6.10; Mc 1.35; Mt 14.23). Há também exemplos de oração na prisão (At
16.25), como em vários outros lugares públicos. Paulo nos admoesta a
orar “em todo o lugar” (I Tm 2.8).
CONCLUSÃO
A disciplina da oração é profundamente
necessária na vida devocional do cristão, juntamente com a leitura
da Palavra de Deus. Devemos sempre lembrar que a nossa oração
precisa estar totalmente em linha e alicerçada por esta Palavra (Jo
15.7). Por fim, fica para reflexão o texto abaixo, de nossa autoria,
que reflete um pouco da realidade vivenciada em muitas igrejas, como
resultado de um certo descaso com a disciplina da oração:
“Era uma vez uma igreja que gostava de
orar.
Os cultos de oração eram bem
freqüentados. Havia um mover do Espírito maravilhoso, que levava os
irmãos no final de cada reunião, a desejarem que a próxima logo
chegasse.
Os jovens participavam do círculo de
oração desta igreja, pedindo ao Senhor um namoro e casamento dentro
da Sua vontade. Pediam também para que uma porta de emprego fosse
aberta. Muitos destes jovens chegavam em grupos e por vezes vinham a
pé de lugares distantes.
Os cantores chegavam pela manhã e saíam
no final do culto. Não agiam como celebridades nem cantavam apenas
para vender CD. O maior tempo era gasto com oração e não com “tristemunhos”,
“cantorias”, “visagens” ou “profetadas”.
O círculo de oração começava pela manhã
e as dirigentes eram as primeiras a chegar. Para entrar na comissão
havia um sério critério. Não bastava querer, precisa ter uma vida
santa, testemunhada pela igreja e pela comunidade não crente.
Precisava ser boa esposa, boa mãe, boa filha. Precisava ser
verdadeiramente “crente”! Quando a dirigente do círculo de oração
convidava os que não eram batizados com o Espírito Santo para virem
à frente e receber uma oração, eles vinham alegres, com fé, e o
melhor, Jesus batizava.
Os auxiliares, diáconos, presbíteros,
evangelistas e pastores o freqüentavam, trazendo sempre uma boa
palavra. Nos cultos da noite, os obreiros e irmão chegavam e se
ajoelhavam para orar até que se iniciasse o momento do canto
congregacional. Não ficavam sentados e conversando, nem fazendo
outra coisa qualquer. Havia um profundo desejo de se buscar a Deus!
Os pais e os adultos nesta igreja
levavam seus filhos, netos, sobrinhos e vizinhos para o círculo de
oração infantil. As crianças desde cedo desfrutavam do poder da
oração e aprendiam o seu valor.
Será que a esta altura você ficou
curioso em saber onde fica esta igreja? Pergunte aos crentes mais
antigos que certamente eles lhe darão a resposta.”
José Roberto A. Barbosa
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Pr. Altair Germano