Clique aqui e faça o BradosWeb sua página inicial     

 

 

ESCOLA BÍBLICA / LIÇÕES

____________________________________________________

 

LIÇÃO 4

 

A LEITURA DEVOCIONAL DA BÍBLIA

 

Texto Áureo

"16 Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra. "

2Tm 3.16.17

Verdade Prática

A leitura da Bíblia é o nosso alimento cotidiano; não podemos passar sem ler e meditar na Palavra de Deus.

Leitura Diária

Segunda - 2 Pe 1.20.21 - A Bíblia é divinamente inspirada

Terça - Sl 19.7 - A Bíblia é inerrante

Quarta - Mc 13.21 - A Bíblia é infalível

Quinta - Is 8.20 - A Bíblia é soberana

Sexta - Ap 22.18.21 - A Bíblia é completa

Sábado - Sl 119.81 - A Bíblia dá-nos a provisão de salvação

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

2 Pedro 1.16-21.

 

16 Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade.

17 Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido.

18 E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo;

19 E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações.

20 Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.

21 Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

Esboço da Lição

 

Introdução

I. O que é a Bíblia

II. As Grandes Reivindicações da Bíblia

III. Como Ler a Bíblia

IV. Os Efeitos da Bíblia em Nossa Vida

Conclusão

.....................................................................

.....................................................................

COMENTÁRIO / DICAS

 

Tema deste Subsídio

A LEITURA DEVOCIONAL DA BÍBLIA

 

Objetivo: Despertar os crentes para a importância da disciplina na meditação da Bíblia, extraindo dela o alimento necessário para o crescimento na vida cristã.

 

INTRODUÇÃO

 

Na lição de hoje estudaremos a respeito da leitura devocional da Bíblia enquanto uma das disciplinas da vida cristã. Esperamos que seja de grande valia para os crentes aprenderem a relevância da meditação nas Sagradas Letras. A palavra “devoção”, no sentido usado nessa aula tem a ver com intimidade, dedicação e afeto, mas, sobretudo, com obediência a Deus. Veremos que, a Bíblia, por se tratar de uma palavra inspirada pelo Espírito Santo, nos convoca à abediência a voz dAquele que fala na Escritura. Refletiremos um pouco a respeito da composição da Bíblia, em seguida, trataremos da sua inspiração, e por fim, da leitura devocional propriamente dita.

 

1. A BÍBLIA: PALAVRA DE DEUS

 

A palavra Bíblia é derivada do grego “biblion”, que significa rolo ou livro (Lc. 4.17) ou “bíblia”, conjunto de livros. Atribui-se, também, a esse livro, o nome de Escritura, especialmente quanto o Novo Testamento se refere ao Antigo Testamento (II Tm. 3.16; Rm. 3.2), expressão utilizada, também, para fazer alusão a outras porções do próprio Novo Testamento (II Pe. 3.16). A declaração mais amplamente usada em relação à Bíblia, e aceita pela igreja, é a de que ela é a Palavra de Deus (Mt. 15.6; Jo. 10.35; Hb. 4.12). As perspectivas humanas abordam a Bíblia de modo diferente:

 

1) Liberalismo – nega a possibilidade de qualquer revelação sobrenatural, estando essa sujeita à razão humana;

 

2) Romanismo – assume que essa é produto da igreja, portanto, não é autoridade final, e sim a tradição eclesiástica;

 

3) Neo-ortodoxia – a Bíblia seria o testemunho da Palavra de Deus, a saber, Jesus Cristo, ela, por assim dizer, torna-se a Palavra de Deus;

 

4) Misticismo – põe a experiência pessoal acima ou em igual posição à revelação bíblica;

 

 5) Ortodoxia – A Bíblia é a Palavra de Deus, única base de autoridade, carecendo, porém, de interpretação apropriada (At. 8.30-34; II Pe. 1.20). É maravilhoso saber que a Bíblia, escrita ao longo de aproximadamente 1500 anos, por cerca de 40 autores, continua atuando na vida de pessoas em todas as épocas e em todos os lugares, revelando a salvação em Jesus Cristo (II Tm. 3.16,17).

 

2. A INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA

 

Esse tema tem sido alvo de controvérsias e críticas, principalmente, pelos adeptos da Teologia Liberal, uma vez que, para esses, a Bíblia não passa de meros relatos humanos. Em resposta a essa declaração, lemos em II Tm. 3.16, o ensino de Paulo dizendo que “Toda Escritura é inspirada por Deus” . Merece destaque, nessa passagem, o termo Escritura, graphê, em grego, que fala do material como um todo (pasa), dizendo ser toda a Bíblia Hebraica, isto é, o Antigo Testamento, produto do theopneustos, ou seja, do sopro de Deus, que seria a tradução mais apropriada para o termo inspirada. Em consonância a essa idéia, em II Pe. 1.21, Pedro afirma que “homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo”. Entendemos, então, que “homens falaram”, assim, Deus não desconsiderou suas personalidades (Rm. 10.20; I Co. 2.13; 14.37). Eles foram impelidos, que em grego é pheromene, uma metáfora marítima usada para se referir a um navio levado pelo vento, pelo Espírito Santo. Em relação ao Novo Testamento, Paulo tinha consciência de que as cartas que escrevia deveriam ser lidas e obedecidas (Cl. 4.16; II Ts. 3.14). Não podemos, portanto, esquecer da promessa do Espírito Santo que lembraria, ensinaria e guiaria os apóstolos a toda a verdade (Jo. 14.26; 15.26; 16.13). João, no Apocalipse, declara que aquilo que escreve é a Palavra de Deus, a qual não se pode acrescentar ou subtrair (Ap. 1.1,2,11; 22.18,19). Com base nesses textos, concluímos que a Bíblia não é resultante da mera inspiração humana, mas é, de fato, a verdade de Deus (Jo. 17.17), cabe a nós, portanto, ler o livro e obedecê-lo. No mais, conforme nos adverte Pedro, em II Pe. 3.14-18, o problema não se encontra nas Escrituras, mas nos falsos mestres e em suas compreensões equivocadas das Sagradas Escrituras.

 

3. DEVOÇÃO NA LEITURA BÍBLICA

 

Quando os discípulos encontraram Jesus no caminho de Emaús, é dito que o Senhor lhes explicou as Escrituras. Na medida em que o fazia, o coração deles ardia ao ouvir o ensino do Mestre (Lc. 24.32). Esse episódio aponta para o que acontece quando lemos a Bíblia devocionalmente, ouvindo a voz dAquele que fala. Muitos lêem a Bíblia apenas para extrair doutrinas, e, preferencialmente, para aplicar somente à vida dos outros. Mas se quisermos crescer espiritualmente como filhos de Deus, devemos meditar nas Escrituras, aplicando-a, inicialmente, às nossas vidas, na busca por alimento (I Pe. 2.2). Para isso, a Bíblia deva ser o espelho diante do qual podemos avaliar nossa condição e a necessidade de transformação a fim de nos aproximarmos mais de Deus (Tg. 1.21-25). Quando lemos a Bíblia com o intuito de ouvir a Palavra de Deus e a ela nos submetermos, somos comparados, por Jesus, a um homem que edificou a sua casa sobre a rocha (Mt. 7.21,24). A análise lingüística e contextual de um determinado texto bíblico pode fazer parte da leitura, mas não deva ser o fim último. Toda leitura bíblica deve ser devocional na medida em que tem como objetivo central nos aproximar da revelação de Deus (Rm. 4.23,24; 15.4), a fim de que Cristo seja manifestado em nós (Ef. 3.16-19).

 

CONCLUSÃO

 

Após o pecado de adultério e homicídio de Davi o profeta Natan lhe trouxe a Palavra de Deus. O rei ouviu a parábola contada pelo profeta (II Sm. 12.1-7), mas não a identificou como se fosse para ele. Essa é uma demonstração do que acontece com aqueles que lêem a Bíblia, mas se esquivam de aplicarem-na às suas próprias vidas. Uma leitura devocional da Bíblia deve ter como alvo primordial ouvir ao Deus que fala (Hb. 1.1,2). É bem possível que, como Samuel, queiramos associá-la a palavra a homens. Se estivermos atentos, e deixar que o testemunho interno do Espírito atue em nossas vidas, veremos que é o Senhor que quer falar conosco. Para tanto, estejamos de mente e coração abertos e submissos para dizer: “fala conosco, Senhor, que o teu servo ouve” (I Sm. 3.9,10).

..............................................

SUBSÍDIO II

 

O AUTOR DA BÍBLIA

 

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” 2Tm 3.16

 

O nome “Bíblia” vem do grego “biblion”, que significa: rolo pequeno de papiro, e é o diminutivo de “biblos“, que significa: “folha de papiro preparada para a escrita. É uma referência ao material utilizado para a escrita pelos primeiros escritores do texto sagrado: o papiro.

 

A Bíblia inteira foi escrita num período que abrange cerca de 1600 anos. É uma obra de cerca de 40 autores, dos mais distintos e remotos lugares, das mais variadas profissões: de humildes agricultores, pescadores até renomados reis, os quais habitaram em 3 continentes: Ásia, África e Europa, e escreveram em 3 idiomas: hebraico, aramaico e grego.

 

A Bíblia não é apenas um livro importante, mas a única fonte confiável para conhecer a Deus e compreender seus propósitos. Ela não contém, apenas, a palavra de Deus, mas é a própria fala de Deus aos homens; não relata, apenas, a verdade, mas é a única verdade; não registra, apenas, um conjunto de regras, mas é o único manual de regra e prática. Assim sendo, a leitura, estudo e meditação da Bíblia não é somente importante, mas indispensável para todos os que querem conhecer a Deus e saber a sua vontade.

 

Para destacar o seu valor e importância para a humanidade, a Bíblia é apresentada através de diversos títulos, tais como: “Escritura” (Mc 12.10) ou “Escrituras” (Mt 21.42), “Sagradas Escrituras” (Rm 1.2); “Sagradas letras” (2Tm 3.15), “oráculos de Deus” (Rm 3.2) ou, simplesmente, “Palavra de Deus” (Mc 7.13). Há também muitos símbolos, que destacam a utilidade da Bíblia, tais como: “semente” da qual nascemos (1Pe 1.23); “luz” pela qual somos guiados (Sl. 119:105), “alimento” pelo qual somos nutridos (Ef. 2:20); “fundamento” sobre o qual somos edificados (Ef. 2:20) e “água”, que lava e purifica (Ef 5.26), entre outros.

 

1.Revelação

 

O homem, sendo limitado e finito, não tem condições de alcançar as verdades a respeito de Deus, que é infinito e ilimitado. Para que o pudéssemos conhecer, o próprio Deus deu-se a conhecer, o que chamamos de revelação. Uma definição de revelação é : “o desvendamento que Deus faz de si mesmo, girando em torno da pessoa de Jesus Cristo, através da criação, da história, da consciência humana e das Escrituras. Ela é dada através de conhecimentos e de palavras”.

 

Deus revelou-se por vários meios diferentes: de forma natural, pela natureza (Rm 1.18-21; Sl 19); de forma prática, pela providência (Rm 8.28; At 14.15-17); de forma interior, através da consciência (Rm 2.14,15), de forma pessoal, através de Cristo (Jo 1.14) e, principalmente, de forma escrita, através da Bíblia (1Jo 5.9-12). Sobre este assunto, afirma Francis Turretin :

 

“Embora a revelação natural possa nos mostrar diferentes coisas com respeito a Deus, ela não pode nos ensinar coisas suficientes para um conhecimento salvífico de Deus sem uma revelação verbal sobrenatural. As obras da redenção e graça podem ser conhecidas por nós somente pela palavra (Rm. 10:17; 16:25-26)”.

 

A revelação final de Deus aos homens é a Bíblia Sagrada, não sendo necessário nenhum acréscimo ou complemento. Assim sendo, toda profecia, sonho ou visão devem ser submetidos ao “crivo” da Palavra de Deus, que é a “maior profecia”, ou seja, a revelação definitiva de Deus.

 

2.Inspiração

 

Como a Bíblia foi produzida? De que forma ela chegou até nós? Teria sido produto da imaginação de homens? Teria sofrido a influência da cultura, da história ou da vontade dos povos? Como ela pode ser a Palavra de Deus, se foi escrita por homens? Certamente já nos deparamos com perguntas como estas. E a resposta para todas elas está nas palavras do apóstolo Pedro: “porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2Pe 1.21).

 

Uma definição de inspiração é : “a ação supervisionadora de Deus sobre os autores humanos da Bíblia de modo a, usando suas próprias personalidades e estilos, comporem e registrarem sem erro as palavras de Sua revelação ao homem”. Significa, literalmente, “soprada por Deus”, isto é, algo que Deus lançou, de si mesmo, para nós. A inspiração da Bíblia é verbal e plenária. Significa que todas as palavras dos escritos originais foram dadas por Deus aos autores humanos. O Rev. Angus Stewart faz a seguinte declaração:

 

“A Escritura não admite diferentes qualidades de inspiração. Nem todas as partes são de igual valor para edificação, mas todas as partes são igualmente inspiradas. Quando Cristo ou seus apóstolos citavam o Antigo Testamento, eles não faziam distinção entre o Pentateuco (Gênesis-Deuteronômio) ou os Profetas, ou qualquer dos outros livros, como tendo diferentes graus de autoridade, pois todos eram Palavra de Deus… Toda palavra dos autógrafos (os manuscritos originais) é inspirada. Isso era necessário, pois a revelação escrita de Deus consiste de proposições que são comunicadas por meio de palavras. Verificamos isso também a partir de uma consideração inteligente das citações do Antigo pelo Novo Testamento. Em Mateus 22:32, o argumento de Cristo descansa sobre o fato que as palavras de Deus em Êxodo 3:6 não estão no tempo passado.

 

Precisamos levar em consideração, também, que Deus não usou os homens para escreverem as Escrituras como meros robôs, ou como se fossem uma “máquina de escrever”. Ele mesmo os capacitou, dando-lhes dons e talentos, os quais ele utilizou para produzir o texto sagrado, sem, contudo, permitir que a vontade humana alterasse o conteúdo, pois Deus “supervisionou” todo o processo, pois foram dirigidos pela vontade soberana do Supremo Autor. Isto é o que chamamos de inspiração orgânica, isto é, Deus falando através dos homens.

 

3.Iluminação

 

O que torna a Bíblia um livro sobrenatural, além da forma extraordinária como foi produzida, é o efeito que a leitura do seu texto produz naqueles que o fazem com o propósito de conhecer o seu autor. É através da iluminação que o Espírito Santo concede aos cristãos a capacidade intelectual de poderem compreender o que foi inspirado e revelado nas Escrituras Sagradas. É impossível entendermos a situação de pecado sem intervenção do Espírito Santo que produz luz em nossa consciência. Por esta razão, nenhum outro livro pode transformar o pecador, através de uma simples leitura. Nenhuma pessoa teve a sua vida radicalmente transformada através da leitura de Paulo Coelho ou Machado de Assis. Entretanto, um número incontável de cristãos, espalhados por todo o mundo, pode testemunhar de vidas iluminadas por Deus, através da leitura da Bíblia.

 

4.Inerrância e Infalibilidade

 

A Bíblia não contém erros ou enganos. Ela é a Palavra de Deus, e ele não comete falhas, pois é perfeito. Sendo a Bíblia a revelação do próprio Deus, não podemos aceitar a idéia de que Ele cometesse algum engano, ao transmiti-la. A Palavra de Deus é a verdade e é perfeita (Sl 19.7; Jo 17.17). Ela expressa a fidedignidade do caráter de Deus (Jo 17.3; Rm 3.4) e a veracidade do ensino de Cristo (Mt 5.17; Jo 10.35). A inerrância da Bíblia é um reflexo da autoridade do seu autor. Constantemente encontramos, na Bíblia, expressões como “assim diz o Senhor” (Ex 4.22; Js 24.2; 1Sm 15.2), ou “veio a mim a Palavra do Senhor, dizendo” (1Cr 22.8; Jr 13.8; Ex 12.8), as quais atestam a origem divina dos registros bíblicos. O profeta Jeremias recebeu esta certeza de Deus: “Eis que ponho as minhas palavras na tua boca” (Jr1.9). Para Ezequiel, Deus disse: “Mas tu dirás as minhas palavras” (Ez 2.7). Davi declarou: “O espírito do Senhor falou por mim” (2Sm 23.2).

 

Quanto o Antigo Testamento é citado no Novo Testamento, é sempre acompanhado de expressões semelhantes, tais como: “o Espírito Santo predisse” (At 1.16) ou “Deus disse” (2Cor 6.16). Desta forma, toda a Bíblia é apresentada como sendo a Palavra de Deus, infalível e totalmente confiável, pois é dotada da autoridade divina. Dada a sua autoridade divina, a Bíblia Sagrada é, portanto, integralmente confiável e infalível (1Tm 1.15; Tt 3.8). Ela é um modelo de confiabilidade e nunca causará confusão (Rm 9.33; Jo 19.35). Ela é verdadeira nos mínimos detalhes, como disse Jesus: “até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido” (Mt 5.18), isto é, desde a menor letra e o menor traço.

 

5. Estrutura

 

A Bíblia se divide em duas partes: Antigo Testamento e Novo Testamento. Tem 66 livros, sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento. Para fins de melhor a estudarmos, é costume agrupar os livros em divisões, de acordo com o seu conteúdo e época de escrita.

 

6.Canonicidade

 

A palavra cânon, tem sido traduzida em nossas versões em português como, “regra”, “norma” e significa, literalmente, vara ou instrumento de medir. Tem sido utilizada, de forma figurada, para identificar a regra ou critérios que comprovam a autenticidade e inspiração dos livros bíblicos; a lista dos Escritos Sagrados; sendo, também, sinônimo de escrituras - como a regra de fé e prática investida de autoridade divina.

 

Quando a Bíblia foi escrita, cada rolo foi produzido em separado. Podemos observar Jesus, na sinagoga, pedindo “o rolo do profeta Isaías” (Lc 4.17). A divisão em capítulos foi introduzida pelo professor universitário parisiense Stephen Langton, em 1227, que viria a ser eleito bispo de Cantuária pouco tempo depois. A divisão em versículos foi introduzida em 1551, pelo impressor parisiense Robert Stephanus. Ambas as divisões tinham por objetivo facilitar a consulta e as citações bíblicas, e foi aceita por todos, incluindo os judeus.

 

O agrupamento dos rolos, para a formação da Bíblia e a definição de quais os rolos eram, de fato de autoridade divina, foi um processo guiado por Deus, através dos concílios, nos quais a autoridade dos livros sagrados foi reconhecida. Esse processo levou algum tempo e foi feito seguindo critérios como a autoridade do autor, o conteúdo do livro, o valor profético e a confiabilidade, o reconhecimento da comunidade judaica ou cristã, entre outros. A seleção do cânon continuou até que cada livro provasse o seu valor, passando pelos testes de canonicidade.

 

Alguns afirmam que todos os livros do cânon do A.T. foram reunidos e reconhecidos sob a liderança de Esdras (quinto século a.C.). O Novo Testamento se refere ao Antigo Testamento como escritura (Mt 23.35; a expressão de Jesus equivaleria dizer hoje “de Gênesis a Malaquias”; cf. Mt 21.42; 22.29). Sendo o Antigo Testamento a Bíblia Hebraica, a definição do Cânon deste foi feita pelo povo judeu. O Sínodo de Jamnia (90 A.D.) foi uma reunião de rabinos judeus que reconheceu os livros do Antigo Testamento.

 

A definição do cânon do Novo Testamento foi feita pela igreja. O primeiro concílio eclesiástico a reconhecer os 27 livros que o compõe foi o concílio de Cartago, em 397 DC., ficando, assim, definido o cânon de toda a Bíblia, com os atuais 66 livros.

 

A Diferença entre a Bíblia Evangélica e a Bíblia Católica.

 

Muitos outros livros foram produzidos em Israel e pela comunidade judaica e cristã, dos quais alguns têm valor literário e histórico, mas não foram aprovados como sendo de autoridade divina e inspirados por Deus. Alguns deles foram inseridos, posteriormente, na Bíblia – os chamados livros apócrifos.

 

A Septuaginta (versão grega do Antigo Testamento produzida entre o terceiro e o segundo século a.C.) incluiu os apócrifos com o Antigo Testamento canônico. Jerônimo (c. 340 - 420 DC), ao traduzir a Vulgata (uma versão da Bíblia traduzida para o latim), distinguiu entre os livros canônicos e os eclesiásticos (que eram os apócrifos), e essa distinção acabou por conceder-lhe uma condição de canonicidade secundária. Ao todo, são sete livros e alguns capítulos, que foram acrescentados à Bíblia, que hoje é utilizada pelos católicos, os quais são: I e II Esdras, Tobias, Judite, Eclesiástico, Sabedoria de Salomão e Baruque, além de acréscimos aos livros de Ester (do capítulo 10.4 ao 16.24) e Daniel (A Canção do Três Rapazes - Dn 3.24-90 - A história de Susana – Dn 13 - e Bel e o Dragão – Dn 14); todos no Antigo Testamento.

 

Estes livros foram inseridos, oficialmente, na Bíblia utilizada pelos católicos, no dia 8 de Abril de 1546, no Concílio de Trento, como meio de combater a Reforma protestante, pois algumas doutrinas católicas são apresentadas neles, tais como: purgatório, oração pelos mortos, salvação pelas obras, etc. Até o ano de 1629 algumas Bíblias produzidas pelos reformadores, como a famosa “King James”, ainda traziam os livros apócrifos, sendo totalmente excluídos desde então.

 

As igrejas evangélicas rejeitam os livros apócrifos pelas seguintes razões

 

a) o cânon do Antigo Testamento foi fechado até o livro de Malaquias, e os apócrifos foram escritos depois disto;

b) eles não foram aceitos pela comunidade judaica e cristã, incluindo os pais da igreja e nunca foram citados por Jesus ou pelos apóstolos;

c) contém ensino contrário à Bíblia, incluindo justificação pelas obras (Tobias 4.7-11; 12.8; Eclesiástico 3.33,34), mediação dos Santos (Tobias 12.12; II Macabeus 7.28 e 15.14), superstições (Tobias 6.5, 7-9, 19), a oração culto e missa pelos mortos (Tobias 12.44-46), ensinam atitudes anticristãs, como: vingança, crueldade e egoísmo (Judite 9.2; Eclesiástico 12.6), entre outros.

 

Podemos afirmar que não foram as igrejas evangélicas que eliminaram estes livros da Bíblia, mas a Igreja Católica Romana que os inseriu, sendo rejeitados por todas as igrejas evangélicas, anglicana e ortodoxa grega.

 

Conclusão

 

A Bíblia Sagrada é o Livro dos livros; a Palavra de Deus e a nossa única regra de fé e prática. Sua leitura é fundamental para o conhecimento de Deus; fora dos seus ensinamentos não podemos conhecê-lo, nem adorá-lo de forma correta. Precisamos, portanto, amar a Bíblia, estudar o seu conteúdo e adora o seu autor.

 

 

 

 

 

 

 

José Roberto A. Barbosa

Márcio Klauber Maia

 

Os artigos e estudos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus autores.

 

Fonte:

EBDWeb e CPAD

Portal Escola Dominical

........................................................................................................................................................................................................................

QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 4 DO 2º TRIMESTRE/2008

 

Faça o Download do Questionário [Clique Aqui...]

........................................................................................................................................................................................................................

Retornar a Página Anterior Capa do Site Indique estes Subsídios
     
  hit counters  
     


 

Copyright © BradosWeb - Anunciando Jesus

Todos os direitos reservados

Host: VirtuaisBr