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ESCOLA BÍBLICA / LIÇÕES
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LIÇÃO 4
A LEITURA
DEVOCIONAL DA BÍBLIA
Texto Áureo
"16 Toda a Escritura é
divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para
redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que
o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído
para toda a boa obra. "
2Tm 3.16.17
Verdade Prática
A leitura da Bíblia é o nosso
alimento cotidiano; não podemos passar sem ler e meditar na
Palavra de Deus.
Leitura Diária
Segunda - 2 Pe 1.20.21 -
A Bíblia é divinamente inspirada
Terça - Sl 19.7 - A
Bíblia é inerrante
Quarta - Mc 13.21 - A
Bíblia é infalível
Quinta - Is 8.20
- A Bíblia é soberana
Sexta - Ap 22.18.21 - A
Bíblia é completa
Sábado - Sl 119.81 -
A Bíblia dá-nos a provisão de salvação
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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Pedro
1.16-21.
16 Porque não vos fizemos
saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo
fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua
majestade.
17 Porquanto ele recebeu de
Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi
dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me
tenho comprazido.
18 E ouvimos esta voz
dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo;
19 E temos, mui firme, a
palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a
uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a
estrela da alva apareça em vossos corações.
20 Sabendo primeiramente
isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular
interpretação.
21 Porque a profecia nunca
foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos
de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.
Esboço da Lição
Introdução
I.
O que é a Bíblia
II.
As Grandes Reivindicações da
Bíblia
III.
Como Ler a Bíblia
IV.
Os Efeitos da Bíblia em Nossa
Vida
Conclusão
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COMENTÁRIO
/ DICAS
Tema deste
Subsídio
A LEITURA
DEVOCIONAL DA BÍBLIA
Objetivo: Despertar os
crentes para a importância da disciplina na meditação da
Bíblia, extraindo dela o alimento necessário para o
crescimento na vida cristã.
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudaremos
a respeito da leitura devocional da Bíblia enquanto uma
das disciplinas da vida cristã. Esperamos que seja de
grande valia para os crentes aprenderem a relevância da
meditação nas Sagradas Letras. A palavra “devoção”, no
sentido usado nessa aula tem a ver com intimidade,
dedicação e afeto, mas, sobretudo, com obediência a Deus.
Veremos que, a Bíblia, por se tratar de uma palavra
inspirada pelo Espírito Santo, nos convoca à abediência a
voz dAquele que fala na Escritura. Refletiremos um pouco a
respeito da composição da Bíblia, em seguida, trataremos
da sua inspiração, e por fim, da leitura devocional
propriamente dita.
1. A
BÍBLIA: PALAVRA DE DEUS
A palavra Bíblia é derivada
do grego “biblion”, que significa rolo ou livro (Lc. 4.17)
ou “bíblia”, conjunto de livros. Atribui-se, também, a
esse livro, o nome de Escritura, especialmente quanto o
Novo Testamento se refere ao Antigo Testamento (II Tm.
3.16; Rm. 3.2), expressão utilizada, também, para fazer
alusão a outras porções do próprio Novo Testamento (II Pe.
3.16). A declaração mais amplamente usada em relação à
Bíblia, e aceita pela igreja, é a de que ela é a Palavra
de Deus (Mt. 15.6; Jo. 10.35; Hb. 4.12). As perspectivas
humanas abordam a Bíblia de modo diferente:
1) Liberalismo – nega
a possibilidade de qualquer revelação sobrenatural,
estando essa sujeita à razão humana;
2) Romanismo – assume
que essa é produto da igreja, portanto, não é autoridade
final, e sim a tradição eclesiástica;
3) Neo-ortodoxia – a
Bíblia seria o testemunho da Palavra de Deus, a saber,
Jesus Cristo, ela, por assim dizer, torna-se a Palavra de
Deus;
4) Misticismo – põe a
experiência pessoal acima ou em igual posição à revelação
bíblica;
5) Ortodoxia – A
Bíblia é a Palavra de Deus, única base de autoridade,
carecendo, porém, de interpretação apropriada (At.
8.30-34; II Pe. 1.20). É maravilhoso saber que a Bíblia,
escrita ao longo de aproximadamente 1500 anos, por cerca
de 40 autores, continua atuando na vida de pessoas em
todas as épocas e em todos os lugares, revelando a
salvação em Jesus Cristo (II Tm. 3.16,17).
2. A
INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA
Esse tema tem sido alvo de
controvérsias e críticas, principalmente, pelos adeptos da
Teologia Liberal, uma vez que, para esses, a Bíblia não
passa de meros relatos humanos. Em resposta a essa
declaração, lemos em II Tm. 3.16, o ensino de Paulo
dizendo que “Toda Escritura é inspirada por Deus” . Merece
destaque, nessa passagem, o termo Escritura, graphê, em
grego, que fala do material como um todo (pasa), dizendo
ser toda a Bíblia Hebraica, isto é, o Antigo Testamento,
produto do theopneustos, ou seja, do sopro de Deus, que
seria a tradução mais apropriada para o termo inspirada.
Em consonância a essa idéia, em II Pe. 1.21, Pedro afirma
que “homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo
Espírito Santo”. Entendemos, então, que “homens falaram”,
assim, Deus não desconsiderou suas personalidades (Rm.
10.20; I Co. 2.13; 14.37). Eles foram impelidos, que em
grego é pheromene, uma metáfora marítima usada para se
referir a um navio levado pelo vento, pelo Espírito Santo.
Em relação ao Novo Testamento, Paulo tinha consciência de
que as cartas que escrevia deveriam ser lidas e obedecidas
(Cl. 4.16; II Ts. 3.14). Não podemos, portanto, esquecer
da promessa do Espírito Santo que lembraria, ensinaria e
guiaria os apóstolos a toda a verdade (Jo. 14.26; 15.26;
16.13). João, no Apocalipse, declara que aquilo que
escreve é a Palavra de Deus, a qual não se pode
acrescentar ou subtrair (Ap. 1.1,2,11; 22.18,19). Com base
nesses textos, concluímos que a Bíblia não é resultante da
mera inspiração humana, mas é, de fato, a verdade de Deus
(Jo. 17.17), cabe a nós, portanto, ler o livro e
obedecê-lo. No mais, conforme nos adverte Pedro, em II Pe.
3.14-18, o problema não se encontra nas Escrituras, mas
nos falsos mestres e em suas compreensões equivocadas das
Sagradas Escrituras.
3. DEVOÇÃO
NA LEITURA BÍBLICA
Quando os discípulos
encontraram Jesus no caminho de Emaús, é dito que o Senhor
lhes explicou as Escrituras. Na medida em que o fazia, o
coração deles ardia ao ouvir o ensino do Mestre (Lc.
24.32). Esse episódio aponta para o que acontece quando
lemos a Bíblia devocionalmente, ouvindo a voz dAquele que
fala. Muitos lêem a Bíblia apenas para extrair doutrinas,
e, preferencialmente, para aplicar somente à vida dos
outros. Mas se quisermos crescer espiritualmente como
filhos de Deus, devemos meditar nas Escrituras,
aplicando-a, inicialmente, às nossas vidas, na busca por
alimento (I Pe. 2.2). Para isso, a Bíblia deva ser o
espelho diante do qual podemos avaliar nossa condição e a
necessidade de transformação a fim de nos aproximarmos
mais de Deus (Tg. 1.21-25). Quando lemos a Bíblia com o
intuito de ouvir a Palavra de Deus e a ela nos
submetermos, somos comparados, por Jesus, a um homem que
edificou a sua casa sobre a rocha (Mt. 7.21,24). A análise
lingüística e contextual de um determinado texto bíblico
pode fazer parte da leitura, mas não deva ser o fim
último. Toda leitura bíblica deve ser devocional na medida
em que tem como objetivo central nos aproximar da
revelação de Deus (Rm. 4.23,24; 15.4), a fim de que Cristo
seja manifestado em nós (Ef. 3.16-19).
CONCLUSÃO
Após o pecado de adultério e
homicídio de Davi o profeta Natan lhe trouxe a Palavra de
Deus. O rei ouviu a parábola contada pelo profeta (II Sm.
12.1-7), mas não a identificou como se fosse para ele.
Essa é uma demonstração do que acontece com aqueles que
lêem a Bíblia, mas se esquivam de aplicarem-na às suas
próprias vidas. Uma leitura devocional da Bíblia deve ter
como alvo primordial ouvir ao Deus que fala (Hb. 1.1,2). É
bem possível que, como Samuel, queiramos associá-la a
palavra a homens. Se estivermos atentos, e deixar que o
testemunho interno do Espírito atue em nossas vidas,
veremos que é o Senhor que quer falar conosco. Para tanto,
estejamos de mente e coração abertos e submissos para
dizer: “fala conosco, Senhor, que o teu servo ouve” (I Sm.
3.9,10).
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SUBSÍDIO II
O AUTOR DA BÍBLIA
“Toda a Escritura é
divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para
redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” 2Tm
3.16
O nome “Bíblia” vem do grego
“biblion”, que significa: rolo pequeno de papiro, e é o
diminutivo de “biblos“, que significa: “folha de papiro
preparada para a escrita. É uma referência ao material
utilizado para a escrita pelos primeiros escritores do
texto sagrado: o papiro.
A Bíblia inteira foi escrita
num período que abrange cerca de 1600 anos. É uma obra de
cerca de 40 autores, dos mais distintos e remotos lugares,
das mais variadas profissões: de humildes agricultores,
pescadores até renomados reis, os quais habitaram em 3
continentes: Ásia, África e Europa, e escreveram em 3
idiomas: hebraico, aramaico e grego.
A Bíblia não é apenas um
livro importante, mas a única fonte confiável para
conhecer a Deus e compreender seus propósitos. Ela não
contém, apenas, a palavra de Deus, mas é a própria fala de
Deus aos homens; não relata, apenas, a verdade, mas é a
única verdade; não registra, apenas, um conjunto de
regras, mas é o único manual de regra e prática. Assim
sendo, a leitura, estudo e meditação da Bíblia não é
somente importante, mas indispensável para todos os que
querem conhecer a Deus e saber a sua vontade.
Para destacar o seu valor e
importância para a humanidade, a Bíblia é apresentada
através de diversos títulos, tais como: “Escritura” (Mc
12.10) ou “Escrituras” (Mt 21.42), “Sagradas Escrituras” (Rm
1.2); “Sagradas letras” (2Tm 3.15), “oráculos de Deus” (Rm
3.2) ou, simplesmente, “Palavra de Deus” (Mc 7.13). Há
também muitos símbolos, que destacam a utilidade da
Bíblia, tais como: “semente” da qual nascemos (1Pe 1.23);
“luz” pela qual somos guiados (Sl. 119:105), “alimento”
pelo qual somos nutridos (Ef. 2:20); “fundamento” sobre o
qual somos edificados (Ef. 2:20) e “água”, que lava e
purifica (Ef 5.26), entre outros.
1.Revelação
O homem, sendo limitado e
finito, não tem condições de alcançar as verdades a
respeito de Deus, que é infinito e ilimitado. Para que o
pudéssemos conhecer, o próprio Deus deu-se a conhecer, o
que chamamos de revelação. Uma definição de revelação é :
“o desvendamento que Deus faz de si mesmo, girando em
torno da pessoa de Jesus Cristo, através da criação, da
história, da consciência humana e das Escrituras. Ela é
dada através de conhecimentos e de palavras”.
Deus revelou-se por vários
meios diferentes: de forma natural, pela natureza (Rm
1.18-21; Sl 19); de forma prática, pela providência (Rm
8.28; At 14.15-17); de forma interior, através da
consciência (Rm 2.14,15), de forma pessoal, através de
Cristo (Jo 1.14) e, principalmente, de forma escrita,
através da Bíblia (1Jo 5.9-12). Sobre este assunto, afirma
Francis Turretin :
“Embora a revelação natural
possa nos mostrar diferentes coisas com respeito a Deus,
ela não pode nos ensinar coisas suficientes para um
conhecimento salvífico de Deus sem uma revelação verbal
sobrenatural. As obras da redenção e graça podem ser
conhecidas por nós somente pela palavra (Rm. 10:17;
16:25-26)”.
A revelação final de Deus aos
homens é a Bíblia Sagrada, não sendo necessário nenhum
acréscimo ou complemento. Assim sendo, toda profecia,
sonho ou visão devem ser submetidos ao “crivo” da Palavra
de Deus, que é a “maior profecia”, ou seja, a revelação
definitiva de Deus.
2.Inspiração
Como a Bíblia foi produzida?
De que forma ela chegou até nós? Teria sido produto da
imaginação de homens? Teria sofrido a influência da
cultura, da história ou da vontade dos povos? Como ela
pode ser a Palavra de Deus, se foi escrita por homens?
Certamente já nos deparamos com perguntas como estas. E a
resposta para todas elas está nas palavras do apóstolo
Pedro: “porque a profecia nunca foi produzida por vontade
de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram
inspirados pelo Espírito Santo” (2Pe 1.21).
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Uma definição de inspiração é : “a ação
supervisionadora de Deus sobre os autores humanos da Bíblia de modo
a, usando suas próprias personalidades e estilos, comporem e
registrarem sem erro as palavras de Sua revelação ao homem”.
Significa, literalmente, “soprada por Deus”, isto é, algo que Deus
lançou, de si mesmo, para nós. A inspiração da Bíblia é verbal e
plenária. Significa que todas as palavras dos escritos originais
foram dadas por Deus aos autores humanos. O Rev. Angus Stewart faz a
seguinte declaração:
“A Escritura não admite diferentes
qualidades de inspiração. Nem todas as partes são de igual valor
para edificação, mas todas as partes são igualmente inspiradas.
Quando Cristo ou seus apóstolos citavam o Antigo Testamento, eles
não faziam distinção entre o Pentateuco (Gênesis-Deuteronômio) ou os
Profetas, ou qualquer dos outros livros, como tendo diferentes graus
de autoridade, pois todos eram Palavra de Deus… Toda palavra dos
autógrafos (os manuscritos originais) é inspirada. Isso era
necessário, pois a revelação escrita de Deus consiste de proposições
que são comunicadas por meio de palavras. Verificamos isso também a
partir de uma consideração inteligente das citações do Antigo pelo
Novo Testamento. Em Mateus 22:32, o argumento de Cristo descansa
sobre o fato que as palavras de Deus em Êxodo 3:6 não estão no tempo
passado.
Precisamos levar em consideração,
também, que Deus não usou os homens para escreverem as Escrituras
como meros robôs, ou como se fossem uma “máquina de escrever”. Ele
mesmo os capacitou, dando-lhes dons e talentos, os quais ele
utilizou para produzir o texto sagrado, sem, contudo, permitir que a
vontade humana alterasse o conteúdo, pois Deus “supervisionou” todo
o processo, pois foram dirigidos pela vontade soberana do Supremo
Autor. Isto é o que chamamos de inspiração orgânica, isto é, Deus
falando através dos homens.
3.Iluminação
O que torna a Bíblia um livro
sobrenatural, além da forma extraordinária como foi produzida, é o
efeito que a leitura do seu texto produz naqueles que o fazem com o
propósito de conhecer o seu autor. É através da iluminação que o
Espírito Santo concede aos cristãos a capacidade intelectual de
poderem compreender o que foi inspirado e revelado nas Escrituras
Sagradas. É impossível entendermos a situação de pecado sem
intervenção do Espírito Santo que produz luz em nossa consciência.
Por esta razão, nenhum outro livro pode transformar o pecador,
através de uma simples leitura. Nenhuma pessoa teve a sua vida
radicalmente transformada através da leitura de Paulo Coelho ou
Machado de Assis. Entretanto, um número incontável de cristãos,
espalhados por todo o mundo, pode testemunhar de vidas iluminadas
por Deus, através da leitura da Bíblia.
4.Inerrância e
Infalibilidade
A Bíblia não contém erros ou enganos.
Ela é a Palavra de Deus, e ele não comete falhas, pois é perfeito.
Sendo a Bíblia a revelação do próprio Deus, não podemos aceitar a
idéia de que Ele cometesse algum engano, ao transmiti-la. A Palavra
de Deus é a verdade e é perfeita (Sl 19.7; Jo 17.17). Ela expressa a
fidedignidade do caráter de Deus (Jo 17.3; Rm 3.4) e a veracidade do
ensino de Cristo (Mt 5.17; Jo 10.35). A inerrância da Bíblia é um
reflexo da autoridade do seu autor. Constantemente encontramos, na
Bíblia, expressões como “assim diz o Senhor” (Ex 4.22; Js 24.2; 1Sm
15.2), ou “veio a mim a Palavra do Senhor, dizendo” (1Cr 22.8; Jr
13.8; Ex 12.8), as quais atestam a origem divina dos registros
bíblicos. O profeta Jeremias recebeu esta certeza de Deus: “Eis que
ponho as minhas palavras na tua boca” (Jr1.9). Para Ezequiel, Deus
disse: “Mas tu dirás as minhas palavras” (Ez 2.7). Davi declarou: “O
espírito do Senhor falou por mim” (2Sm 23.2).
Quanto o Antigo Testamento é citado no
Novo Testamento, é sempre acompanhado de expressões semelhantes,
tais como: “o Espírito Santo predisse” (At 1.16) ou “Deus disse”
(2Cor 6.16). Desta forma, toda a Bíblia é apresentada como sendo a
Palavra de Deus, infalível e totalmente confiável, pois é dotada da
autoridade divina. Dada a sua autoridade divina, a Bíblia Sagrada é,
portanto, integralmente confiável e infalível (1Tm 1.15; Tt 3.8).
Ela é um modelo de confiabilidade e nunca causará confusão (Rm 9.33;
Jo 19.35). Ela é verdadeira nos mínimos detalhes, como disse Jesus:
“até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da
lei, sem que tudo seja cumprido” (Mt 5.18), isto é, desde a menor
letra e o menor traço.
5. Estrutura
A Bíblia se divide em duas partes:
Antigo Testamento e Novo Testamento. Tem 66 livros, sendo 39 no
Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento. Para fins de melhor a
estudarmos, é costume agrupar os livros em divisões, de acordo com o
seu conteúdo e época de escrita.
6.Canonicidade
A palavra cânon, tem sido traduzida em
nossas versões em português como, “regra”, “norma” e significa,
literalmente, vara ou instrumento de medir. Tem sido utilizada, de
forma figurada, para identificar a regra ou critérios que comprovam
a autenticidade e inspiração dos livros bíblicos; a lista dos
Escritos Sagrados; sendo, também, sinônimo de escrituras - como a
regra de fé e prática investida de autoridade divina.
Quando a Bíblia foi escrita, cada rolo
foi produzido em separado. Podemos observar Jesus, na sinagoga,
pedindo “o rolo do profeta Isaías” (Lc 4.17). A divisão em capítulos
foi introduzida pelo professor universitário parisiense Stephen
Langton, em 1227, que viria a ser eleito bispo de Cantuária pouco
tempo depois. A divisão em versículos foi introduzida em 1551, pelo
impressor parisiense Robert Stephanus. Ambas as divisões tinham por
objetivo facilitar a consulta e as citações bíblicas, e foi aceita
por todos, incluindo os judeus.
O agrupamento dos rolos, para a
formação da Bíblia e a definição de quais os rolos eram, de fato de
autoridade divina, foi um processo guiado por Deus, através dos
concílios, nos quais a autoridade dos livros sagrados foi
reconhecida. Esse processo levou algum tempo e foi feito seguindo
critérios como a autoridade do autor, o conteúdo do livro, o valor
profético e a confiabilidade, o reconhecimento da comunidade judaica
ou cristã, entre outros. A seleção do cânon continuou até que cada
livro provasse o seu valor, passando pelos testes de canonicidade.
Alguns afirmam que todos os livros do
cânon do A.T. foram reunidos e reconhecidos sob a liderança de
Esdras (quinto século a.C.). O Novo Testamento se refere ao Antigo
Testamento como escritura (Mt 23.35; a expressão de Jesus
equivaleria dizer hoje “de Gênesis a Malaquias”; cf. Mt 21.42;
22.29). Sendo o Antigo Testamento a Bíblia Hebraica, a definição do
Cânon deste foi feita pelo povo judeu. O Sínodo de Jamnia (90 A.D.)
foi uma reunião de rabinos judeus que reconheceu os livros do Antigo
Testamento.
A definição do cânon do Novo Testamento
foi feita pela igreja. O primeiro concílio eclesiástico a reconhecer
os 27 livros que o compõe foi o concílio de Cartago, em 397 DC.,
ficando, assim, definido o cânon de toda a Bíblia, com os atuais 66
livros.
A Diferença entre a
Bíblia Evangélica e a Bíblia Católica.
Muitos outros livros foram produzidos
em Israel e pela comunidade judaica e cristã, dos quais alguns têm
valor literário e histórico, mas não foram aprovados como sendo de
autoridade divina e inspirados por Deus. Alguns deles foram
inseridos, posteriormente, na Bíblia – os chamados livros apócrifos.
A Septuaginta (versão grega do Antigo
Testamento produzida entre o terceiro e o segundo século a.C.)
incluiu os apócrifos com o Antigo Testamento canônico. Jerônimo (c.
340 - 420 DC), ao traduzir a Vulgata (uma versão da Bíblia traduzida
para o latim), distinguiu entre os livros canônicos e os
eclesiásticos (que eram os apócrifos), e essa distinção acabou por
conceder-lhe uma condição de canonicidade secundária. Ao todo, são
sete livros e alguns capítulos, que foram acrescentados à Bíblia,
que hoje é utilizada pelos católicos, os quais são: I e II Esdras,
Tobias, Judite, Eclesiástico, Sabedoria de Salomão e Baruque, além
de acréscimos aos livros de Ester (do capítulo 10.4 ao 16.24) e
Daniel (A Canção do Três Rapazes - Dn 3.24-90 - A história de Susana
– Dn 13 - e Bel e o Dragão – Dn 14); todos no Antigo Testamento.
Estes livros foram inseridos,
oficialmente, na Bíblia utilizada pelos católicos, no dia 8 de Abril
de 1546, no Concílio de Trento, como meio de combater a Reforma
protestante, pois algumas doutrinas católicas são apresentadas
neles, tais como: purgatório, oração pelos mortos, salvação pelas
obras, etc. Até o ano de 1629 algumas Bíblias produzidas pelos
reformadores, como a famosa “King James”, ainda traziam os livros
apócrifos, sendo totalmente excluídos desde então.
As igrejas evangélicas rejeitam os
livros apócrifos pelas seguintes razões
a) o cânon do Antigo Testamento
foi fechado até o livro de Malaquias, e os apócrifos foram escritos
depois disto;
b) eles não foram aceitos pela
comunidade judaica e cristã, incluindo os pais da igreja e nunca
foram citados por Jesus ou pelos apóstolos;
c) contém ensino contrário à
Bíblia, incluindo justificação pelas obras (Tobias 4.7-11; 12.8;
Eclesiástico 3.33,34), mediação dos Santos (Tobias 12.12; II
Macabeus 7.28 e 15.14), superstições (Tobias 6.5, 7-9, 19), a oração
culto e missa pelos mortos (Tobias 12.44-46), ensinam atitudes
anticristãs, como: vingança, crueldade e egoísmo (Judite 9.2;
Eclesiástico 12.6), entre outros.
Podemos afirmar que não foram as
igrejas evangélicas que eliminaram estes livros da Bíblia, mas a
Igreja Católica Romana que os inseriu, sendo rejeitados por todas as
igrejas evangélicas, anglicana e ortodoxa grega.
Conclusão
A Bíblia Sagrada é o Livro dos livros;
a Palavra de Deus e a nossa única regra de fé e prática. Sua leitura
é fundamental para o conhecimento de Deus; fora dos seus
ensinamentos não podemos conhecê-lo, nem adorá-lo de forma correta.
Precisamos, portanto, amar a Bíblia, estudar o seu conteúdo e adora
o seu autor.
José Roberto A. Barbosa
Márcio Klauber Maia
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Os artigos e
estudos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade
dos seus autores.
Fonte:
EBDWeb e
CPAD
Portal Escola
Dominical
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QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 4 DO 2º TRIMESTRE/2008
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