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ESCOLA BÍBLICA / LIÇÕES
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LIÇÃO 5
A SUBLIMIDADE
DO CULTO CRISTÃO
Texto Áureo
"Que fareis, pois, irmãos?
Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina,
tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo
para edificação."
1Co 14.26
Verdade Prática
Cultuar a Deus é uma obrigação
que, em nossa vida, deve traduzir-se em júbilo espiritual.
Leitura Diária
Segunda - Êx 12.26 - O
significado do culto divino
Terça - Sl 100.1-5 - A
alegria do culto divino
Quarta - Sl 103 -
Cultuando a Deus com a alma
Quinta - 1Co 14.26
- A fórmula do culto divino
Sexta - Hc 3.18 -
Adorando a Deus como Salvador
Sábado - Sl 128 -
O culto doméstico torna a família feliz
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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Colossenses
3.12-17.
12 Revesti-vos, pois, como
eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia,
de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade;
13 Suportando-vos uns aos
outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa
contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós
também.
14 E, sobre tudo isto,
revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.
15 E a paz de Deus, para a
qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos
corações; e sede agradecidos.
16 A palavra de Cristo
habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos
e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos
espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.
17 E, quanto fizerdes por
palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando
por ele graças a Deus Pai.
Esboço da Lição
Introdução
I.
O que é o Culto Cristão
II.
Objetivos do Culto Público
Cristão
III.
O Culto Particular e Doméstico
a Deus
IV.
Componentes do Culto Cristão
V. Atitudes no Culto
Cristão
Conclusão
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COMENTÁRIO
/ DICAS
Tema deste
Subsídio
A SUBLIMIDADE DO
CULTO CRISTÃO
Objetivo: Mostrar que
o culto cristão é sublime, e como tal, precisa traduzir-se
em comprometimento espiritual.
INTRODUÇÃO
O culto cristão é sublime,
isto é, tem um caráter elevado. A sua nobreza se justifica
porque tem como meta central a adoração a Deus. Na lição
de hoje, meditaremos a respeito do significado do culto na
Bíblia, seus objetivos e encaminharemos algumas
disciplinas necessárias para que possamos adorar a Deus em
espírito e em verdade.
1. O CULTO,
UMA TENTATIVA DE DEFINIÇÃO
A palavra “culto”, de acordo
com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, vem do
latim “cultus”, a qual deu origem à palavra “cultura” e ao
verbo “cultivar”. Essa, nesse sentido, seria uma prática
religiosa, que, no caso específico do cristianismo,
estaria alicerçada tanto na revelação quanto na tradição.
É digno de destaque que, em inglês, a palavra que os
cristãos usam para se referirem ao culto é “service”
(serviço), o que aponta para um sentido mais amplo do
culto cristão. Cultuar a Deus, nesse sentido, não se reduz
apenas a alguns momentos dentro de quatro paredes,
trata-se de um estilo de vida. Isso, no entanto, não
retira a importância de separarmos alguns momentos para
que, reunidos, adoremos a Deus. Nesses encontramos, temos
a oportunidade de louvá-LO, expor a Sua palavra, e também,
cultivar a unidade entre os irmãos da igreja. Esses são os
aspectos básicos e fundamentais do culto, no que tange aos
demais, em virtude das múltiplas possibilidades de
manifestações congregacionais, fica, de certo modo,
difícil defini-lo, principalmente, se considerarmos que
existe, em suas realizações, componentes culturais, os
quais, precisam ser reconhecidos, e, se estiverem em
conformidade com o ensinamento bíblico, respeitados.
2. O CULTO NO ANTIGO E NOVO
TESTAMENTO
2.1 No
Antigo Testamento
Na Bíblia, o culto tanto pode
ser individual quanto coletivo.
No Antigo Testamento,
o culto pressupõe relacionamento entre Deus e o Homem,
assim, começando com Adão e Eva. Posteriormente, o culto
oferecido a Deus por Caim e Abel, neste caso, observamos
que os rituais foram os mesmos, mas só um foi aceito.
Destacamos, também, os cultos realizados por Melquizedeque,
Noé, Abraão, Jacó e tantos outros. Com o povo de Israel já
liberto do Egito, sob a liderança de Moisés, Deus dentre
este povo escolhe uma tribo para ministrar de forma
exclusiva tudo que envolveria a relação de culto entre os
homens e Deus (Nm. 3.6-10). No deserto, o Tabernáculo foi
erigido com todos os objetos colocados no seu lugar, a
nuvem da glória do Senhor desceu sobre aquela casa e a Sua
presença encheu todo aquele ambiente. Este era o selo que
tudo foi feito de acordo com as ordens de Deus e que, a
partir de então, Ele se manifestaria nesse lugar preparado
para sua habitação (Ex. 25.8).
2.1 No Novo
Testamento
No Novo Testamento, vemos
que, no primeiro século da era cristã, os participantes da
igreja primitiva não conseguiram entender em sua
totalidade que todos os rituais e atos no Antigo
Testamento eram símbolos para cumprimento em Cristo. Com o
decorrer dos dias, vindo o derramamento do Espírito Santo,
o crescimento numérico assombroso e a perseguição dos
judeus; a igreja começou a se reunir nas casas e ainda
constantemente iam ao templo (At. 2.42-47), a base agora
era oração, doutrina, comunhão e evangelização (At.
4.23-35). Os apóstolos não estavam preocupados com o
estilo de culto, próprio de cada igreja, mas sim com a
doutrina e com a permanência do entendimento dos símbolos
do Antigo Testamento, com cumprimento total em Cristo, os
novos cristãos teriam que compreender a importância dos
símbolos, para compreenderem em sua essência o significado
do culto. Em I Co. 14.26, Paulo fala sobre a ordem do
culto em Cristo. Segundo o Apóstolo do Gentios, a parte
humana tem uma participação fundamental na ordem do culto,
ou seja, deve-se ter um cuidado enorme para organizar um
culto espiritual, mas que tenha uma liturgia definida ou
uma ordem de seqüência, sem, contudo, perder a direção do
Espírito Santo, que é o Agente principal para levar até
Deus o nosso louvor, adoração e oração.
3. O CULTO
VERDADEIRAMENTE ESPIRITUAL
O culto cristão tem muitos
componentes litúrgicos, cujos valores a eles atribuídos,
dependem da tradição eclesiástica. Algumas igrejas
supervalorizam em demasia os cânticos, as coreografias,
apresentações de peças teatrais, entre outras práticas.
Esses elementos têm o seu lugar dentro da liturgia cristã,
contudo, não podem ocupar o lugar central que deva ser
dado à exposição da Palavra de Deus, afinal, não podemos
esquecer que a igreja se reúne, fundamentalmente, em torno
da Verdade. Por isso, ao ser perguntado pela Samaritana em
qual lugar se deveria adorar a Deus, o Senhor lhe
respondeu que o “onde” não é o mais importante, mas “a
quem” e “como”. Diante disso, entendemos que um culto
genuinamente cristão deve ter como meta central a adoração
a Deus (quem), não os que o fazem de qualquer jeito, mas
os adoradores buscados por Ele, que se prostram diante do
Altíssimo em espírito e em verdade (como) (Jo. 4.24). Isso
quer dizer que no culto cristão há espaço para os dons
espirituais, mas esses devam ser equilibrados e julgados à
luz da verdade bíblica (I Co. 14.29). Em muitas igrejas
locais o culto é totalmente voltado aos dons espirituais
enquanto que, em outras, esses são reprimidos. O
ensinamento de Jesus é o de que o culto a Deus precisa de
equilíbrio, de modo que tanto o espírito quanto a verdade
sejam balanceados. O problema de Corinto era justamente os
excessos, existiam muitas línguas estranhas e profecias,
mas pouca doutrina, e certamente, essa era a causa de
tantas divisões e carnalidades na igreja (I Co. 3.5-6).
CONCLUSÃO
O culto a Deus
verdadeiramente espiritual está fundamentado no fruto do
Espírito (Gl. 5.22). Os dons espirituais fazem parte do
culto, o mais importante, no entanto, continua sendo o
amor (I Co. 13). Os dons servem à edificação do corpo de
Cristo, mas não revelam a verdadeira espiritualidade. Os
encontros na igreja (Hb. 10.25), para cultuar a Deus,
através da pregação, ensino, cânticos, etc. só fazem
sentido se, de fato, os cristãos estiverem andando no
Espírito (Gl. 5.16), no amor de Cristo (Rm. 12.10), caso
contrário, todas as práticas não passarão de
exterioridades, produto legalista das obras da carne (Gl.
5.19).
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SUBSÍDIO II
INTRODUÇÃO
Podemos dizer que uma característica da
presente época é a multiplicidade de formas de culto, que têm se
propagado através da mídia.Cada vez mais, grupos evangélicos tem
utilizado diversas formas. Algumas mais ortodoxas; outras, reunindo
elementos judaicos; e ainda outras, utilizando práticas só vistas
nos cultos pagãos. Entretanto, esta lição vem esclarecer: O que é
culto Cristão? Quais os seus principais elementos? e Quais as
características do verdadeiro culto ao Senhor?
I - O QUE É CULTO?
Segundo o dicionário Houaiss significa
“reverência respeitosa a uma divindade (Deus, deuses, santos ou
qualquer ente ou elemento da natureza divinizado)” “Qualquer
religião organizada segundo princípios, dogmas próprios etc”. Logo,
podemos perceber que o termo não está ligado apenas ao cristianismo,
mas abrange as religiões de um modo geral.
II - ENTÃO, O QUE É
CULTO CRISTÃO?
É uma forma externa de expressão da
crença num único Deus, cuja adoração está centralizada na pessoa do
Senhor Jesus Cristo, podendo ser individual ou coletiva, sendo esta
última, caracterizada quando os cristãos se reúnem como igreja de
Cristo para, em tempo e local pré- determinados, cultuar a Deus em
conjunto.
Nemuel Kessler, em seu livro “O Culto e
Suas formas”, pág. 15, diz: “Os fiéis da comunidade em Jerusalém
participavam do culto do templo (At. 2:42), e o Senhor Jesus chamou
o templo de “a casa de meu Pai” (Jo 2:16), e apresenta o seu próprio
corpo como o novo templo, como vê em Jo 2:19-22. Com sua morte e
ressurreição, Jesus passou a inaugurar o culto da Igreja, cujos
eleitos compartilharão de sua imagem e natureza (Rm 8:29).”
III - QUAIS SÃO OS
PRINCIPAIS ELEMENTOS DO CULTO?
São cinco os principais elementos do
culto: Hinos, Leitura Bíblica, Oração, Contribuição e Pregação.
Passaremos a abordá-los mais detalhadamente:
3.1. Hinos (Louvor) - A música
não pode ser esquecida durante o culto, e a sua execução não pode
ser desequilibrado ao ponto do culto ser afetado em seu conteúdo.
Tanto no A.T. como no N.T., a música esteve presente no culto de
Israel e da Igreja primitiva ((Nm 10:1-10; Jz 7:22; Jô 38:7; Ef.
5:19; 1 Tm 3:16; At 16:25). Não é por acaso que o maior livro da
Bíblia é um hinário (Salmos).
3.2. Leitura Bíblica - Deve-se
ocupar o lugar de destaque no Culto, onde os crentes portando suas
Bíblias acompanharão a leitura do texto. Os judeus liam muito. O
salmista amava a lei do Senhor (Sl 119:18,92).
3.3. Oração - O culto deve ser
sempre começado com uma oração, haja vista ser a mesma um canal
através do qual falamos com Deus. A Bíblia está cheia de exemplos de
oração e Jesus foi o nosso maior exemplo.
3.4. Contribuição (Oferta) - Um
culto sem ofertas é um culto antibíblico, pois as ofertas
representam a expressão de gratidão do cultuador. Quando se recebe
de Deus, devemos dar daquilo que dEle recebemos.A contribuição no
culto é bíblica (Mc 12:41-44).
3.5. Pregação - A mensagem é a
parte central do culto. Sem ela o culto fica sem brilho e objetivo,
pois é através da pregação da Palavra de Deus que a fé é gerada (Rm
10:14-17; Gl 3:2), pois a vontade de Deus, que todos se arrependam e
cheguem ao pleno conhecimento da verdade (Ez 18:23; At 17:30; 1 Tm
2:4).
IV - QUAIS AS
CARACTERÍSTICAS DO VERDADEIRO CULTO AO SENHOR?
Em meio à adoração cristã, existe algum
elemento que seja indispensável? Sim, existe, e este elemento é o
amor. Jesus reafirmou o que Moisés deixou claro no A.T.: o primeiro
mandamento exige amor a Deus sem limites (Dt 6:4,5; Mt 22:36,37).
Sem o reconhecimento e a vivência do amor por Deus, o culto não
passa apenas de um mero encontro social. Pois o verdadeiro culto
sempre será produto de nosso amor por Aquele “de quem, e por meio de
quem e para quem, são todas as coisas” (Rm 11:36). A partir dessa
afirmação, vejamos as características do verdadeiro culto ao Senhor:
4.1. Culto Verdadeiro Requer Amor de
Todo o Coração - Para o hebreu, coração, no sentido metafórico,
representava o centro da vida intelectual e espiritual, logo,
percebemos que tanto no A.T. como no N.T., o amor que está no
coração é o alvo da busca a Deus (Dt 6-11; 10:16; 12; At 16:14; 2
Cor 4:4,6; Rm 8:16).
4.2. Culto Verdadeiro Requer Amor
Integral na Mente - O primeiro mandamento acrescenta ao amor do
coração também o exercício da mente. A adoração deve ocupar a mente,
de maneira a envolver a meditação e consciência do homem. Os valores
que residem em nossa mente, devem estar em perfeito acordo com os
princípios divinos (Fl 4:8). Amar a Deus com o entendimento (Mc
12:30) é um desafio constante.
4.3. Culto Verdadeiro Requer Todo
Nosso Esforço - O amor devido, segundo o primeiro mandamento,
requer toda força do adorador (Mc 12:30; Lc 10:27; Dt 6:5). O termo
“força” implica em o corpo físico desenvolver sua capacidade,
talento e força de ação. Enquanto “coração” e “Entendimento” apontam
para a vontade e sentimentos íntimos, “força” comunica o desafio
para gastar as energias físicas em atos de amor de Deus (Rm 12:1; Gl
2:20; 2 Co1:9a; 4:10; 2 Tm 4:7).
CONCLUSÃO
Pudemos aprender com esta lição que,
como verdadeiros adoradores, precisamos cultuar ao Senhor de todo o
coração, toda a alma, e todo o entendimento (Mc 12:30). Para
oferecer um culto verdadeiro, todo o nosso ser precisa se envolver.
O amor é a centralização de toda adoração ao Senhor. O cristão que
cultua sem amar, pode até enganar o seu próximo, mas não à Deus,
pois deixou-nos o princípio escriturístico :Dt.30:15-17.
José Roberto A. Barbosa
Rádio Boas Novas
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estudos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade
dos seus autores.
Fonte:
EBDWeb e
CPAD
Portal Escola
Dominical
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QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 5 DO 2º TRIMESTRE/2008
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