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ESCOLA BÍBLICA / LIÇÕES

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LIÇÃO 10

 

OS MILAGRES DE JESUS

 

Texto Áureo

 

"Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis;" At 2.22

 

Verdade Prática

 

Os milagres são acontecimentos extraordinários que têm como principal objetivo glorificar o nome de Deus, e mostrar sua soberania sobre todas as esferas da criação.

 

Leitura Diária

Segunda - Lc 8.23,24 - O poder de Jesus sobre a tempestade

Terça - Mt 8.28-32 - O poder de Jesus sobre as forças do mal

Quarta - Lc 17.12-14 - Jesus cura dez leprosos de uma só vez

Quinta - Jo 11.25-44 - O poder de Jesus sobre a morte

Sexta - Jo 9.1-7 - Jesus cura um cego de nascença

Sábado - Mt 14.13-21 - O milagre da multiplicação dos pães e dos peixes.

 

 

 

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Mateus 11.1-6; João 20.30,31.

 

1 E aconteceu que, acabando Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles.

2 E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos,

3 A dizer-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?

4 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes:

5 Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho.

6 E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em mim.

 

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30 Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro.

31 Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

 

Esboço da Lição

 

Introdução

I. Os Milagres na Bíblia

II. Os Propósitos dos Milagres

III. Os Milagres e a Ciência

Conclusão

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COMENTÁRIO / DICAS

 

Tema deste Subsídio

OS MILAGRES DE JESUS

 

Objetivo: Mostrar como Jesus, a fim de glorificar o nome de Deus, realizou e ainda realiza milagres.

 

INTRODUÇÃO

 

A existência de milagres é parte constitutiva da verdade bíblica, de modo que, se os desconsiderarmos, não restará outra coisa do livro sagrado a não ser as capas. Jesus, o Filho de Deus, realizou muitos milagres nos tempos em que pisou o solo palestino. E mais que isso, prometeu que muitos outros seriam feitos, por Ele, por meio daqueles que O seguissem.

 

1. MILAGRES:

 

DEFINIÇÃO

 

Podemos definir “milagre” como uma intervenção divina, no mundo natural, operado pela vontade divina, com pouca possibilidade de discernimento por meio dos sentidos humanos. Trata-se, portanto, de um evento, uma ocorrência que se encontra além da natureza e do homem. Fato fora do comum que Deus realiza a fim de confirmar o Seu poder, Seu amor e Sua mensagem. É a demonstração da atuação de um Deus Poderoso e Criador que não se confunde com Sua criação, tendo o poder de expandir as leis que Ele mesmo criou (Ex. 7.3; 8.19; Dt. 4.34,35; Jo. 3.2; 9.32,33; 10.38; At. 10.38). No Antigo Testamento, a palavra hebraica para milagre é “palah”, cujo significado primário é “milagres e maravilhas”, fazendo referência às obras extraordinárias de Deus (Ex. 3.20; Js. 3.5). Um outro vocábulo é “óth”, cujo significado básico de “sinal”. O sentido dessa palavra corresponde, em grego, a “semeion”, que tem o sentido de uma intervenção de Deus, como aconteceu antes e durante a saída do povo de Israel do Egito (Ex. 7.3; Nm. 14.22; Dt. 7.19; Js. 24.17; Ne. 9.10; Sl. 78.43; Jr. 32.20). No Novo Testamento, três palavras gregas definem o que seja “milagre”: 1) dynamis – significa, basicamente, “poder”, denotando a habilidade recebida, de Deus, para a realização de “obras de poder” (Mt. 11.20; Mc. 6.2; Lc. 19.37; At. 2.22); 2) semeion – é um “sinal” (Mt. 12.38,39) que distingue, perante os homens, uma assinatura, uma marca que revela a autoridade divina na concretização de Seus propósitos (Mt. 26.48; Lc. 2.12; 23.28 At. 4.16,22; II Ts. 3.17) e 3) Teras – um evento sobrenatural que causa espanto àqueles que o vêem (At. 2.19).

 

2. OS MILAGRES DE JESUS

 

O Novo Testamento mostra que Jesus realizou muitos milagres (Mt 8.16-17; 12.15; Lc 7.18-23; Mt 14.34-36}. Os Evangelhos registram 36, alistados a seguir na ordem provável em que aconteceram: a água feita vinho (Jo 2.1-12); o filho de um funcionário público (Jo 4.46-54); uma pesca maravilhosa (Lc 5.1-11); o endemoninhado de Cafarnaum (Lc 4.31-37); a sogra de Pedro (Lc 4.38-39); o leproso (Mc 1.40-45); o paralítico descido pelo telhado (Mc 2.1-12); o paralítico de Betesda (Jo 5.1-18); o homem da mão aleijada (Mt 12.9-14); o empregado do oficial romano (Lc 7.1-10); o filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17); Maria Madalena (Lc 8.2); o endemoninhado cego e mudo (Mt 12.22-37); a tempestade (Mc 4.35-41); os endemoninhados gadarenos (Mc 5.1-20); a filha de Jairo (Mc 5.21-43); a mulher que tinha hemorragia (Mc 5.25-34); os dois cegos (Mt 9.27-31); o mudo endemoninhado (Mt 9.32-34); a primeira multiplicação dos pães (Mc 6.30-44); Jesus anda sobre as águas (Mt 14.24-33); a filha da siro-fenícia (Mc 7.24-30); o surdo-mudo (Mc 7.31-37); a segunda multiplicação dos pães (Mc 8.1-10); o cego de Betsaida (Mc 8.22-26); o menino epiléptico (Mc 9.14-29); a moeda na boca do peixe (Mt 17.24-27); o cego de nascença (Jo 9.1-41); a mulher encurvada (Lc 13.10-17); o hidrópico (Lc 14.1-6); a ressurreição de Lázaro (Jo 11.1-44); os dez leprosos (Lc 17.11-19); o cego Bartimeu (Mc 10.46-52); a figueira sem frutos (Mt 21.18-22); a orelha de Malco (Lc 22.50-51); outra pesca maravilhosa (Jo 21.1-13). Os milagres de Jesus, diferentemente de alguns propalados nos dias atuais, não tinham um fim em si mesmos, antes objetivavam que aqueles que os testemunhassem viessem a reconhecer que Cristo era o Messias Prometido, o Deus Encarnado, e que, por meio dEle, se relacionassem com Deus (Mt. 11.4,5; Jo. 11.40-42; Mc. 1.27,28; Mc. 2.5-12; 3.10-12; Mc. 2.12; Mc. 4.40,41; Jo. 20.30,31). Em algumas ocasiões, por causa da incredulidade, Jesus deixou de realizar milagres (Mt. 13.58) e foi criterioso a fim de que os milagres distanciassem os religiosos da verdade do evangelho, em Sua pessoa (Mt. 12.39,40).

 

3. A ATUALIDADE DOS MILAGRES

 

Conforme vimos anteriormente, a expressão “sinais e maravilhas” é bastante comum no livro de Atos. Essa recorrência revela a existência de milagres operados, por Cristo, por meio daqueles que pregavam a Sua Palavra (At. 2.43; 5.12). Há um argumento teológico que defende a cessação dos milagres, afirmando que esses foram realizados apenas pelos apóstolos. O texto bíblico, no entanto, mostra que foram usados, por Deus, para fazer sinais e maravilhas: Pedro, Paulo, Barnabé, Estevão e Felipe, entre outros. Se os milagres fossem realizados apenas pelos apóstolos, então, Estevão e Felipe deveriam ficar de fora dessa lista. O Deus que curou por meio dos apóstolos, e dos não-apóstolos, continua a usar outras pessoas para curar. É válido ressaltar que também que, em Lc. 10.9,17, Jesus concedeu autoridade aos 72 discípulos para curar os enfermos em sua missão de pregar o evangelho (Mc. 9.38,39). Não podemos esquecer que os dons do Espírito Santo, apresentados por Paulo em I Co. 12, entre eles o de “operação de maravilhas” (v. 10), continuarão até a manifestação gloriosa do Senhor (I Co. 1.7). Alguns cientistas, também, defendem a impossibilidade da ocorrência de milagres. Os tais baseiam seus argumentos no naturalismo, negando, portanto, qualquer intervenção espiritual na matéria. Para eles, as leis da natureza são rigorosamente definidas, por isso, não se pode catalogar a existência de milagres. A Bíblia, a história e os testemunhos, porém, nos revelam que Deus é o Senhor da Natureza. Ele, que a criou, e que está além dela, pode, perfeitamente, intervir, sobrenaturalmente, no seu curso.

 

CONCLUSÃO

 

Aqueles que não acreditam em milagres assumem uma posição contrária ao que testemunhamos na Bíblia, na história da igreja e na vida de muitos irmãos. Não sabemos as razões pelas quais Deus intervem em alguns casos e em outros, parece que a maioria das vezes, não. Qualquer explicação, nesse sentido, não passa de especulação. Deixemos, esse quesito, no nível da soberana vontade de Deus. Da parte humana, resta o desafio de continuar crendo que o Jesus que realizou milagres nos tempos antigos “é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente” (Hb.13.8).

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SUBISÍDIO II

 

OS MILAGRES DE JESUS

 

INTRODUÇÃO

 

Milagres sempre foram objetos de crença e estudo pelas diversas civilizações da história da humanidade. Desde o mais cético ao mais fervoroso defensor deles, todos concordam que os milagres sempre foram universalmente acreditados. Porém, nesta lição, estaremos estudando os milagres de Jesus, o que a Bíblia diz sobre milagres, e a sua contemporaneidade para uso da Igreja na proclamação do Evangelho do Senhor Jesus Cristo.

 

I - O QUE É O MILAGRE?

 

A palavra Milagre vem do latim mirari, “admirar-se”. Mirus é um adjetivo latino que significa “maravilhoso”, “admirável”. Miraculum é alguma “maravilha”, um “prodígio”, logo, podemos entender que milagre é um feito ou ocorrência extraordinária, que não se explica pelas leis da natureza.

 

A Bíblia utiliza vários termos hebraicos, aramaicos e gregos para milagres:

 

1.1.Hebraico - Mopet “maravilha, milagres”(Êx 7:9; Dt 29:5); a raiz hebraica pl’, “diferente”, é usada no particípio nipla ot, “distintivo”, “incomum”, “admirável”(Êx. 15:11; Jos 3:5);

 

1.2.Aramaico - Tenah (Dn 4:2,3), significando a mesma coisa que o termo no hebraico.

 

1.3.Grego - No Novo Testamento encontramos três palavras: Teras, “distintivo” “maravilhoso”(Mt 24:24; Mc 13:22; Dúnamis(Mt. 6:13; At1:8; 19:1), e “Semeion” (Mt 12:28; At 8: 6,13; 15:12).

 

A partir dos conceitos acima podemos dizer que Milagre é a intervenção de Deus nas leis naturais com um propósito específico de glorificar o Seu nome.

 

II - A BÍBLIA FALA DE MILAGRES?

 

Sim, tanto no A.T. como no N.T., encontramos narrados diversos milagres como por exemplo:

No A.T. A Criação do mundo e do homem(Gn 2 e 3), o cajado de Moisés transformando-se em serpente(Êx.4:2-4); as pragas do Egito(Êx.7-10), a fala da jumenta de Balaão(Nm 22:28-30); Elias faz descer fogo do céu(2 Rs 2:1-12), etc. Já no N.T. podemos observar o nascimento virginal de Jesus (Mt 1:18-25), o véu do templo estranhamente sendo rasgado ao meio de alto a baixo(Mt 27:51), a ressurreição dos mortos por ocasião da ressurreição de Jesus(Mt 27:52,53), Jesus curando diversas enfermidades(Mt. 8-9); multiplicando os pães (Mt. 15:21-28; Mc 7:31-37), andando sobre as águas (Mt. 14:22-33; Mc 6:45-52; Jo 6:15-21), os discípulos realizando milagres(At. 3:1-10); Felipe sendo transportado de um lugar para outro sobrenaturalmente (At. 8:39,40), etc.

 

Apesar de Cristo, algumas vezes, ter apelado para suas prerrogativas divinas na realização de algum ato incomum (Lc 5:24-25), entretanto o ensino da encarnação de Jesus nos mostra que quando realizava milagres o fazia impulsionado pelo Espírito, mostrando que os discípulos (e nós) poderíamos fazer milagres iguais e maiores do que ele fez (Jo 14:12).

 

III - A CIÊNCIA É CAPAZ DE PROVAR A EXISTÊNCIA DO MILAGRE?

 

Como fora dito anteriormente, o milagre é um feito ou ocorrência extraordinária, que não se explica pelas leis da natureza, ou seja, o milagre por não puder ser reproduzido em laboratório, atendendo a métodos científicos de experimentação e comprovação, ele nunca poderá ser atestado por provas científicas, pois está na esfera da fé, que é o estágio além da razão. A ciência trabalha na esfera da razão, a fé da revelação.

 

Entretanto, há muitos cientistas que tem encontrado Deus através de sua criação (Rm 1:20). Até uma das mais brilhantes mentes já conhecidas no mundo, o físico Albert Einstein disse: ” Todo aquele que se tem envolvido seriamente nas inquirições da ciência está convencido de que se manifesta um Espírito nas leis do universo, um Espírito vastamente superior ao espírito do homem(..)“(Encl. Filosofia e Teo. Vol. 4, Milagres, pág. 271).

 

A ciência nunca encontrará respostas para os milagres enquanto estas estiverem presas a utilização de seus métodos teóricos de avaliação, todavia só através do reconhecimento de que a ciência depende da Teologia para esse entendimento, é que encontrará o caminho eficaz da compreensão do mesmo.

 

IV - QUAL A FINALIDADE DOS MILAGRES DE JESUS?

 

Podemos resumir a finalidade dos milagres de Jesus em dois objetivos:

4.1.Glória de Deus - um dos objetivos dos milagres de Jesus era para a glória de Deus (Jo 9:3; Lc 19:37; Mt 15:31).

 

4.2.Salvação de almas - os milagres realizados por Jesus conduzia o povo ao seu encontro(Mt. 14:34-36);

 

 

4.3.Confirmação de seu ministério - (Mt. 3:16,17 Jo 10:38; At. 2:22).

 

Obs. Quanto a outras finalidades ver tópico II da lição pág. 73.

 

 

V - OS MILAGRES É UMA REALIDADE PARA OS NOSSOS DIAS?

 

Sim, pois o Senhor Jesus disse aos seus discípulos que se eles cressem nele, fariam obras maiores do que ele fez (Jo 14:12). Deu a eles autoridade para expulsar demônios, curar enfermos e ressuscitar mortos (Mt. 10:8; Mc 16:17,18). Lucas, em At. 1:1,2 deixa claro que a Igreja de Cristo daria continuidade ao seu ministério, pois a Igreja é o seu corpo (I Cor 12:12-28). É a única organização neotestamentária que Deus reconhece com sua representante (Mt 16:18; Ef. 1:21-23; 3:9-12;1 Pe 2:9,10).

 

Como corpo de Cristo, a igreja realiza a missão que Cristo estabeleceu: pregar o evangelho a toda criatura (Mc 16:15; At. 1:8) sendo esta missão acompanhada por milagres (Mc 16:16,17).

 

Portanto, os milagres são atuais e instrumentos a serem utilizados pela Igreja e para todo aquele que crê (Jo 14:12).

 

CONCLUSÃO

 

Os milagres de Jesus foram eficientes para provar sua messianidade, e seu propósito de buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19:10). Ao curar enfermos, expulsar demônios e operar maravilhas e grandes sinais, tinha como objetivo maior mostrar o grande amor de Deus pelos pecadores, que deseja que todos se arrependam e cheguem ao pleno conhecimento da verdade(1 Tm 2:4).

 

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SUBSÍDIO III

 

Sugestões Para o Estudo dos Milagres

 

Muitas vezes, não se dá a devida atenção aos milagres, e assim estes são facilmente considerados um fenômeno interessante e dramático. Porém uma investigação cuidadosa dos milagres proverá informações verdadeiramente valiosas para o estudante da Bíblia, e contribuirá para o aumento de seu conhecimento da metodologia de estudo da bíblia. A seguir estão algumas maneiras de abordar os milagres.

 

1. Classifique os milagres. Por exemplo, eles podem estar organizados de acordo com a demonstração de poder sobre. a natureza, os demônios, as enfermidades, ou as deformidades físicas.

 

2. Estude-os como uma ferramenta de ensino. Que ponto o realizador do milagre tentava atingir através do milagre?

 

3. Observe o valor apologético dos milagres; por exemplo, considere-os como uma evidência da Divindade de Cristo. Reconheça o fato de que, em todos os exemplos, as maravilhas que Jesus realizou eram humanamente impossíveis.

 

4. Veja o que eles revelam sobre a pessoa do realizador do milagre. Alguns fatos bastante perceptíveis através dos milagres de Cristo são: seu poder, compaixão, amor, atitude em relação ao judaísmo, ao governo, e o respeito pelas pessoas.

 

5. Observe o método ou procedimento obedecido na realização dos milagres. Jesus falou com as três pessoas que Ele ressuscitou. Ele tocou um leproso, e aplicou lodo aos olhos de um cego.

 

6. Veja o que eles revelam sobre a pessoa pela qual o milagre é realizado. O que eles falam sobre a sua posição social, econômica, sob o seu ponto de vista religioso e a sua gratidão? Que efeito o milagre exerce sobre a vida psicológica e espiritual desta pessoa?

 

7. Observe as necessidades relativas daqueles que foram beneficiados pelos milagres.

 

8. Visualize o drama do momento. Desenvolva uma imaginação santificada. Por exemplo, imagine Jairo profundamente ansioso e até mesmo nervoso e inquieto, enquanto o Senhor Jesus, depois do seu pedido, se volta para a mulher que tocou na orla das suas vestes, para tratar de sua hemorragia. Talvez tenha passado pela mente de Jairo um breve pensamento de que, se o Senhor Jesus tivesse se apressado, a sua filha não teria morrido.

 

A Questão dos Milagres Hoje

 

Sempre se levanta a questão se a igreja moderna pode desfrutar do mesmo poder de realizar milagres como ocorria no início do NT. Deve-se considerar que Deus é onipotente e pode capacitar os seus para realizar milagres hoje. Apesar de estar claro pela história que Deus parou de operar através de “sinais” no final do NT, os milagres continuam acontecendo. Ocorrências bem comprovadas de curas milagrosas aconteceram e continuam acontecendo em nossos dias. Entre o povo das tribos, estes milagres serviram para comprovar a mensagem e o mensageiro, em sua primeira apresentação do Evangelho. Naquelas mesmas tribos os milagres aparentemente não ocorreram com tanta freqüência depois que a igreja se estabeleceu. Isto não significa que os milagres não ocorreram ou não ocorrerão sob outras condições.

 

O dom de realizar certos tipos de milagres está sempre relacionado à condição espiritual da igreja, e é confirmado que se a igreja dos nossos dias fosse mais espiritual, ela poderia exercer os dons como fez a igreja do primeiro século. Veja, entretanto, que a igreja de Corinto estava exercendo os preciosos dons, mesmo vivendo em uma condição carnal. Além disso, 1 Coríntios 12 deixa claro que nem todos recebem do precioso Espírito os mesmos dons, mas são dados dons variados aos diferentes membros do Corpo de Cristo. Aparentemente, os dons são concedidos de acordo com a soberana vontade de Deus, e não necessariamente de acordo com a espiritualidade do vaso (veja Dons Espirituais). Deve-se lembrar que alguns dos homens mais espirituais na Bíblia Sagrada - como, por exemplo, Abraão e João Batista (que foi cheio do Espírito desde o ventre materno) - não realizaram milagres. E o apóstolo Paulo nem sempre realizou milagres; lembre-se de que ele deixou Trófimo doente em Mileto.

 

Fica claro pelas Escrituras, que a realização dos milagres apostólicos em geral está relacionada a um programa ou cronograma Divino. Pode muito bem ser que alguma outra grande manifestação de milagres ocorra nos últimos dias antes da volta de Cristo. No Sermão do Monte das Oliveiras, o Senhor Jesus Cristo profetizou que falsos profetas e cristos realizariam milagres, e seriam tão astutos que, se fosse possível, enganariam até os próprios escolhidos (Mt 24.24). Outras indicações semelhantes podem ser encontradas em 2 Tessalonicenses 2.9 e Apocalipse 13.12-15 (cf Mt 7.21-23). Se no plano de Deus as falsas operações de milagres deverão ser neutralizadas, podemos presumir que Deus permitirá aos crentes uma nova demonstração apostólica de sinais Divinos e maravilhas com esta finalidade específica. Jamais nos esqueçamos de que o Senhor é o mesmo ontem, hoje e eternamente, e assim busquemos, recebamos e desfrutemos os seus milagres hoje.

 

Fontes Não-Cristãs de Poder para Operar Milagres

 

Já observamos que, no final dos tempos, os milagres serão realizados pelo poder demoníaco. Podemos presumir que o trabalho de Simão, o mágico; e Elimas, o encantador, deveriam ser classificados na mesma categoria (At 8.9-24; 13.6-12), assim como no caso dos mágicos egípcios que competiram com Moisés (Êx 7-8). Para uma discussão sobre esse assunto veja a obra de M F. Unger, Biblical Demonology.

 

Os Milagres Bíblicos Os milagres realizados por Moisés e Josué podem ser facilmente encontrados e estudados nos capítulos iniciais de Êxodo, nos capítulos subseqüentes do Pentateuco e no livro de Josué. O trabalho maravilhoso de Elias é descrito em 1 Reis 17 - 2 Reis 2, e o de Eliseu em 2 Reis 2-8. Os milagres do período de Daniel estão registrados em sua profecia.

 

Visto que os milagres de nosso Senhor estão relatados ao longo dos quatro Evangelhos, e que alguns milagres são mencionados em mais de um Evangelho, pode ser útil obter uma única lista completa. Os milagres realizados pelos líderes da igreja primitiva podem ser encontrados no livro de Atos, a partir do capítulo 3.

 

Os Evangelhos registram 35 milagres separados realizados por Cristo; entre estes, Mateus cita 20; Marcos 18; Lucas 20; e João 7. Não se deve concluir, entretanto, que o Senhor só realizou estes milagres. Mateus, por exemplo, relembra 12 ocasiões em que o Senhor Jesus realizou várias maravilhas (4.23-24; 8.16; 9.35; 10.1,8; 11.4,5; 11.20-24; 12.15; 14.14; 14.36; 15.30; 19.2; 21.14). Obviamente os escritores dos Evangelhos simplesmente escolheram os milagres de acordo com o seu objetivo, dentre os inúmeros que foram realizados pelo Senhor Jesus. Há muitas formas de organizar os milagres individuais registrados nos Evangelhos, dependendo do propósito do comentarista. Pode ser de grande valia enumerá-los em sua ordem de ocorrência, tanto quanto for possível.

 

1. A transformação da água em vinho (Jo 2.1-11)

2. A cura do filho de um nobre em Caná (Jo 4.46-54)

3. A cura um paralítico no tanque de Betesda (Jo 5.1-9)

4. A primeira pesca miraculosa (Lc 5.1-11)

5. A libertação de um endemoninhado na sinagoga (Mc 1.23-28; Lc 4.31-36)

6. A cura da sogra de Pedro (Mt 8.14,15; Mc 1.29-31; Lc 4.38,39)

7. A purificação de um leproso (Mt 8.2-4; Mc 1.40-45; Lc 5.12-16)

8. A cura de um paralítico (Mt 9.2-8; Mc 2.3-12; Lc 5.18-26)

9. A cura de um homem que tinha uma das mãos mirrada (Mt 12.9-13; Mc 3.1-5; Lc 6.6-10)

10. A cura do servo do centurião (Mt 8.5-13; Lc 7.1-10)

11. Jesus ressuscita o filho de uma viúva (Lc 7.11-15)

12. A cura de um endemoninhado cego e mudo (Mt 12.22; Lc 11.14)

13. Jesus acalma uma tempestade (Mt 8.18,23-27; Mc 4.35-41; Lc 8.22-25)

14. A libertação de um endemoninhado gadareno (Mt 8.28-34; Mc 5.1-20; Lc 8.26-39)

15. A cura da mulher que tinha um fluxo de sangue (Mt 9.20-22; Mc 5.25-34; Lc 8.43-48)

16. Jesus ressuscita a filha de Jairo (Mt 9.18,19,23-26; Mc 5.22-24,35-43; Lc 8.41,42,49-56)

17. A cura de dois cegos (Mt 9.27-31)

18. A libertação de um mudo (Mt 9.32,33)

19. Jesus alimenta mais de 5 mil pessoas (Mt 14.14-21; Mc 6.34-44; Lc 9.12-17; Jo 6.5-13)

20. Jesus anda sobre as águas (Mt 14.24-33; Mc 6.45-52; Jo 6.16-21)

21. Jesus expulsa o demônio da filha de uma mulher siro-fenícia (Mt 15.21-28; Mc 7.24-30)

22. A cura de um surdo-mudo em Decápolis (Mc 7.31-37)

23. Jesus alimenta mais de 4 mil pessoas (Mt 15.32-39; Mc 8.1-9)

24. A cura de um cego em Betsaida (Mc 8.22-26)

25. A libertação de um garoto (Mt 17.14-18; Mc 9.14-29; Lc 9.38-42)

26. Encontrando o dinheiro do tributo (Mt 17.24-27)

27. A cura de um cego de nascença (Jo 9.1-7)

28. A cura de uma mulher em um sábado (Lc 13.10-17)

29. A cura de um hidrópico (Lc 14.1-6)

30. Jesus ressuscita Lázaro (Jo 11.17-44)

31. A purificação dos 10 leprosos (Lc 17.11-19)

32. A cura do cego Bartimeu (Mt 20.29-34; Mc 10.46-52; Lc 18.35-43)

33. Jesus amaldiçoa a figueira (Mt 21.18,19; Mc 11.12-14)

34. A restauração da orelha de Malco (Lc 22.49-51; Jo 18.10)

35. A segunda pesca maravilhosa (Jo 21.1-11)

Pb. José Roberto A. Barbosa

Pr. Alcione Alves do Nascimento

 

Os artigos e estudos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus autores.

 

Fonte:

EBDWeb e CPAD

Portal Escola Dominical

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QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 10 DO 1º TRIMESTRE/2008

 

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