4.3.Confirmação de seu
ministério - (Mt.
3:16,17 Jo 10:38; At. 2:22).
Obs.
Quanto a outras finalidades
ver tópico II da lição pág. 73.
V - OS
MILAGRES É UMA REALIDADE PARA OS NOSSOS DIAS?
Sim, pois o Senhor Jesus
disse aos seus discípulos que se eles cressem nele, fariam
obras maiores do que ele fez (Jo 14:12). Deu a eles
autoridade para expulsar demônios, curar enfermos e
ressuscitar mortos (Mt. 10:8; Mc 16:17,18). Lucas, em At.
1:1,2 deixa claro que a Igreja de Cristo daria
continuidade ao seu ministério, pois a Igreja é o seu
corpo (I Cor 12:12-28). É a única organização
neotestamentária que Deus reconhece com sua representante
(Mt 16:18; Ef. 1:21-23; 3:9-12;1 Pe 2:9,10).
Como corpo de Cristo, a
igreja realiza a missão que Cristo estabeleceu: pregar o
evangelho a toda criatura (Mc 16:15; At. 1:8) sendo esta
missão acompanhada por milagres (Mc 16:16,17).
Portanto, os milagres são
atuais e instrumentos a serem utilizados pela Igreja e
para todo aquele que crê (Jo 14:12).
CONCLUSÃO
Os milagres de Jesus foram
eficientes para provar sua messianidade, e seu propósito
de buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19:10). Ao
curar enfermos, expulsar demônios e operar maravilhas e
grandes sinais, tinha como objetivo maior mostrar o grande
amor de Deus pelos pecadores, que deseja que todos se
arrependam e cheguem ao pleno conhecimento da verdade(1 Tm
2:4).
......................................................................
SUBSÍDIO
III
Sugestões
Para o Estudo dos Milagres
Muitas vezes, não se dá a
devida atenção aos milagres, e assim estes são facilmente
considerados um fenômeno interessante e dramático. Porém
uma investigação cuidadosa dos milagres proverá
informações verdadeiramente valiosas para o estudante da
Bíblia, e contribuirá para o aumento de seu conhecimento
da metodologia de estudo da bíblia. A seguir estão algumas
maneiras de abordar os milagres.
1. Classifique os
milagres. Por exemplo, eles podem estar organizados de
acordo com a demonstração de poder sobre. a natureza, os
demônios, as enfermidades, ou as deformidades físicas.
2. Estude-os como uma
ferramenta de ensino. Que ponto o realizador do
milagre tentava atingir através do milagre?
3. Observe o valor
apologético dos milagres; por exemplo, considere-os como
uma evidência da Divindade de Cristo. Reconheça o fato
de que, em todos os exemplos, as maravilhas que Jesus
realizou eram humanamente impossíveis.
4. Veja o que eles revelam
sobre a pessoa do realizador do milagre. Alguns fatos
bastante perceptíveis através dos milagres de Cristo são:
seu poder, compaixão, amor, atitude em relação ao
judaísmo, ao governo, e o respeito pelas pessoas.
5. Observe o método ou
procedimento obedecido na realização dos milagres.
Jesus falou com as três pessoas que Ele ressuscitou. Ele
tocou um leproso, e aplicou lodo aos olhos de um cego.
6. Veja o que eles revelam
sobre a pessoa pela qual o milagre é realizado. O que
eles falam sobre a sua posição social, econômica, sob o
seu ponto de vista religioso e a sua gratidão? Que efeito
o milagre exerce sobre a vida psicológica e espiritual
desta pessoa?
7. Observe
as necessidades relativas daqueles que foram beneficiados
pelos milagres.
8. Visualize o drama do
momento. Desenvolva uma imaginação santificada. Por
exemplo, imagine Jairo profundamente ansioso e até mesmo
nervoso e inquieto, enquanto o Senhor Jesus, depois do seu
pedido, se volta para a mulher que tocou na orla das suas
vestes, para tratar de sua hemorragia. Talvez tenha
passado pela mente de Jairo um breve pensamento de que, se
o Senhor Jesus tivesse se apressado, a sua filha não teria
morrido.
A Questão
dos Milagres Hoje
Sempre se levanta a questão
se a igreja moderna pode desfrutar do mesmo poder de
realizar milagres como ocorria no início do NT. Deve-se
considerar que Deus é onipotente e pode capacitar os seus
para realizar milagres hoje. Apesar de estar claro pela
história que Deus parou de operar através de “sinais” no
final do NT, os milagres continuam acontecendo.
Ocorrências bem comprovadas de curas milagrosas
aconteceram e continuam acontecendo em nossos dias. Entre
o povo das tribos, estes milagres serviram para comprovar
a mensagem e o mensageiro, em sua primeira apresentação do
Evangelho. Naquelas mesmas tribos os milagres
aparentemente não ocorreram com tanta freqüência depois
que a igreja se estabeleceu. Isto não significa que os
milagres não ocorreram ou não ocorrerão sob outras
condições.
O dom de realizar certos
tipos de milagres está sempre relacionado à condição
espiritual da igreja, e é confirmado que se a igreja dos
nossos dias fosse mais espiritual, ela poderia exercer os
dons como fez a igreja do primeiro século. Veja,
entretanto, que a igreja de Corinto estava exercendo os
preciosos dons, mesmo vivendo em uma condição carnal. Além
disso, 1 Coríntios 12 deixa claro que nem todos recebem do
precioso Espírito os mesmos dons, mas são dados dons
variados aos diferentes membros do Corpo de Cristo.
Aparentemente, os dons são concedidos de acordo com a
soberana vontade de Deus, e não necessariamente de acordo
com a espiritualidade do vaso (veja Dons Espirituais).
Deve-se lembrar que alguns dos homens mais espirituais na
Bíblia Sagrada - como, por exemplo, Abraão e João Batista
(que foi cheio do Espírito desde o ventre materno) - não
realizaram milagres. E o apóstolo Paulo nem sempre
realizou milagres; lembre-se de que ele deixou Trófimo
doente em Mileto.
Fica claro pelas Escrituras,
que a realização dos milagres apostólicos em geral está
relacionada a um programa ou cronograma Divino. Pode muito
bem ser que alguma outra grande manifestação de milagres
ocorra nos últimos dias antes da volta de Cristo. No
Sermão do Monte das Oliveiras, o Senhor Jesus Cristo
profetizou que falsos profetas e cristos realizariam
milagres, e seriam tão astutos que, se fosse possível,
enganariam até os próprios escolhidos (Mt 24.24). Outras
indicações semelhantes podem ser encontradas em 2
Tessalonicenses 2.9 e Apocalipse 13.12-15 (cf Mt 7.21-23).
Se no plano de Deus as falsas operações de milagres
deverão ser neutralizadas, podemos presumir que Deus
permitirá aos crentes uma nova demonstração apostólica de
sinais Divinos e maravilhas com esta finalidade
específica. Jamais nos esqueçamos de que o Senhor é o
mesmo ontem, hoje e eternamente, e assim busquemos,
recebamos e desfrutemos os seus milagres hoje.
Fontes
Não-Cristãs de Poder para Operar Milagres
Já observamos que, no final
dos tempos, os milagres serão realizados pelo poder
demoníaco. Podemos presumir que o trabalho de Simão, o
mágico; e Elimas, o encantador, deveriam ser classificados
na mesma categoria (At 8.9-24; 13.6-12), assim como no
caso dos mágicos egípcios que competiram com Moisés (Êx
7-8). Para uma discussão sobre esse assunto veja a obra de
M F. Unger, Biblical Demonology.
Os Milagres Bíblicos Os
milagres realizados por Moisés e Josué podem ser
facilmente encontrados e estudados nos capítulos iniciais
de Êxodo, nos capítulos subseqüentes do Pentateuco e no
livro de Josué. O trabalho maravilhoso de Elias é descrito
em 1 Reis 17 - 2 Reis 2, e o de Eliseu em 2 Reis 2-8. Os
milagres do período de Daniel estão registrados em sua
profecia.
Visto que os milagres de
nosso Senhor estão relatados ao longo dos quatro
Evangelhos, e que alguns milagres são mencionados em mais
de um Evangelho, pode ser útil obter uma única lista
completa. Os milagres realizados pelos líderes da igreja
primitiva podem ser encontrados no livro de Atos, a partir
do capítulo 3.
Os Evangelhos registram 35
milagres separados realizados por Cristo; entre estes,
Mateus cita 20; Marcos 18; Lucas 20; e João 7. Não se deve
concluir, entretanto, que o Senhor só realizou estes
milagres. Mateus, por exemplo, relembra 12 ocasiões em que
o Senhor Jesus realizou várias maravilhas (4.23-24; 8.16;
9.35; 10.1,8; 11.4,5; 11.20-24; 12.15; 14.14; 14.36;
15.30; 19.2; 21.14). Obviamente os escritores dos
Evangelhos simplesmente escolheram os milagres de acordo
com o seu objetivo, dentre os inúmeros que foram
realizados pelo Senhor Jesus. Há muitas formas de
organizar os milagres individuais registrados nos
Evangelhos, dependendo do propósito do comentarista. Pode
ser de grande valia enumerá-los em sua ordem de
ocorrência, tanto quanto for possível.
1. A transformação da
água em vinho (Jo 2.1-11)
2. A cura do filho de
um nobre em Caná (Jo 4.46-54)
3. A cura um
paralítico no tanque de Betesda (Jo 5.1-9)
4. A primeira pesca
miraculosa (Lc 5.1-11)
5. A libertação de um
endemoninhado na sinagoga (Mc 1.23-28; Lc 4.31-36)
6. A cura da sogra de
Pedro (Mt 8.14,15; Mc 1.29-31; Lc 4.38,39)
7. A purificação de um
leproso (Mt 8.2-4; Mc 1.40-45; Lc 5.12-16)
8. A cura de um
paralítico (Mt 9.2-8; Mc 2.3-12; Lc 5.18-26)
9. A cura de um homem
que tinha uma das mãos mirrada (Mt 12.9-13; Mc 3.1-5; Lc
6.6-10)
10. A cura do servo do
centurião (Mt 8.5-13; Lc 7.1-10)
11. Jesus ressuscita o
filho de uma viúva (Lc 7.11-15)
12. A cura de um
endemoninhado cego e mudo (Mt 12.22; Lc 11.14)
13. Jesus acalma uma
tempestade (Mt 8.18,23-27; Mc 4.35-41; Lc 8.22-25)
14. A libertação de um
endemoninhado gadareno (Mt 8.28-34; Mc 5.1-20; Lc 8.26-39)
15. A cura da mulher
que tinha um fluxo de sangue (Mt 9.20-22; Mc 5.25-34; Lc
8.43-48)
16. Jesus ressuscita a
filha de Jairo (Mt 9.18,19,23-26; Mc 5.22-24,35-43; Lc
8.41,42,49-56)
17. A cura de dois
cegos (Mt 9.27-31)
18. A libertação de um
mudo (Mt 9.32,33)
19. Jesus alimenta
mais de 5 mil pessoas (Mt 14.14-21; Mc 6.34-44; Lc
9.12-17; Jo 6.5-13)
20. Jesus anda sobre
as águas (Mt 14.24-33; Mc 6.45-52; Jo 6.16-21)
21. Jesus expulsa o
demônio da filha de uma mulher siro-fenícia (Mt 15.21-28;
Mc 7.24-30)
22. A cura de um
surdo-mudo em Decápolis (Mc 7.31-37)
23. Jesus alimenta
mais de 4 mil pessoas (Mt 15.32-39; Mc 8.1-9)
24. A cura de um cego
em Betsaida (Mc 8.22-26)
25. A libertação de um
garoto (Mt 17.14-18; Mc 9.14-29; Lc 9.38-42)
26. Encontrando o
dinheiro do tributo (Mt 17.24-27)
27. A cura de um cego
de nascença (Jo 9.1-7)
28. A cura de uma
mulher em um sábado (Lc 13.10-17)
29. A cura de um
hidrópico (Lc 14.1-6)
30. Jesus ressuscita
Lázaro (Jo 11.17-44)
31. A purificação dos
10 leprosos (Lc 17.11-19)
32. A cura do cego
Bartimeu (Mt 20.29-34; Mc 10.46-52; Lc 18.35-43)
33. Jesus amaldiçoa a
figueira (Mt 21.18,19; Mc 11.12-14)
34. A restauração da
orelha de Malco (Lc 22.49-51; Jo 18.10)
35. A segunda pesca
maravilhosa (Jo 21.1-11)