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ESCOLA BÍBLICA / LIÇÕES

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LIÇÃO 11

 

A MORTE VICÁRIA DE JESUS

 

Texto Áureo

 

"Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras" 1Co 15.3

 

Verdade Prática

 

Jesus morreu por nossas culpas, libertando-nos do castigo do pecado, que é a morte.

 

Leitura Diária

Segunda - At 13.26-29 - A morte de Jesus anunciada pelos profetas do Antigo Testamento

Terça - Jo 8.20-24 - Jesus falou de sua morte vicária

Quarta - Jo 19.1-3,17 - Jesus cura dez leprosos de uma só vez

Quinta - Hb 2.9 - O martírio de Jesus

Sexta - Hb 9.15 - A morte de Jesus foi para remissão dos nossos pecados

Sábado - Mt 27.45-53 - O brado da cruz

Esboço da Lição

Introdução

I. A Morte de Jesus foi Predita no Antigo Testamento

II. O Dia da Crucificação

III. O Sacrifício Vicário

Conclusão

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Lucas 23.33; 44-53.

 

33 E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda.

44 E era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até à hora nona, escurecendo-se o sol;

45 E rasgou-se ao meio o véu do templo.

46 E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou.

47 E o centurião, vendo o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: Na verdade, este homem era justo.

48 E toda a multidão que se ajuntara a este espetáculo, vendo o que havia acontecido, voltava batendo nos peitos.

49 E todos os seus conhecidos, e as mulheres que juntamente o haviam seguido desde a Galiléia, estavam de longe vendo estas coisas.

50 E eis que um homem por nome José, senador, homem de bem e justo,

51 Que não tinha consentido no conselho e nos atos dos outros, de Arimatéia, cidade dos judeus, e que também esperava o reino de Deus;

52 Esse, chegando a Pilatos, pediu o corpo de Jesus.

53 E, havendo-o tirado, envolveu-o num lençol, e pô-lo num sepulcro escavado numa penha, onde ninguém ainda havia sido posto.

   

 

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COMENTÁRIO / DICAS

 

Tema deste Subsídio

O MINISTÉRIO DE ENSINO DE JESUS

 

Objetivo: Refletir a respeito da morte vicária de Cristo, por meio da qual, fomos libertos das culpas e do castigo do pecado.

 

INTRODUÇÃO

 

A morte de Cristo teve um significado vicário para todos aqueles que O recebem como Salvador. Ciente da importância de tal sacrifício estudaremos, na lição de hoje, algumas profecias que fazem alusão a esse momento, sua realização plena em Cristo, bem como suas implicações reais para a vida cristã.

 

1. PROFETIZADA NO ANTIGO TESTAMENTO

 

A morte de Cristo, em sacrifício pela humanidade, fora, várias vezes, profetizada no Antigo Testamento. Uma dessas se encontra em Is. 53.4, assim diz o texto sagrado: “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido”. Atentemos para alguns detalhes dessa passagem: 1) verdadeiramente – eis aqui um fato incontestável, seu sacrifício não foi uma fraude; 2) ele tomou sobre si mesmo – não se tratou de algo imposto, mas em uma disposição voluntária para o sacrifício (Mt. 8.17); 3) levou sobre si – essa é a demonstração ativa do ato vicário, substitutivo (Is. 53.5,6,8,12), por nós (Is. 63.9; Hb. 4.15); 4) as nossas enfermidades – cuidemos para não absolutizar a relação entre pecado e enfermidade (Jo. 9.2,3), mas não podemos descartá-la por completo (Is. 33.24; Sl. 103.3; Mt. 9.2; Jo. 5.14; Tg. 5.15); e 5) ferido de Deus e oprimido – não pelos seus pecados, pois ele não os teve (Hb. 4.15; 9.28), mas pelos nossos (I Pe. 2.24). Outras passagens bíblicas vaticinam, direta ou indiretamente, a morte de Cristo são: Sl. 22; Is. 52.12; Sl. 69.21; Zc. 12.10; Sl. 22.18; e Sl. 34.20.

 

2. A MORTE VICÁRIA DE CRISTO

 

A palavra “vicário”, de acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, vem do latim “vicarius” e significa “o que faz às vezes de outro” ou “o que substitui outra coisa ou pessoa”. Essa definição se coaduna, perfeitamente, com a explicação bíblica e teológica que costumamos dar à morte expiatória de Cristo no Calvário. Alguns textos bíblicos consolidam a fé no sacrifício vicário, isto é, substitutivo da morte de Jesus. Em Rm. 3.25 e 5.6, Paulo diz que, pelo sangue de Cristo, Deus propôs propiciação pelos nossos pecados a fim de que fôssemos reconciliados com Ele. Ainda em Ef. 1.7 e 5.2, fora escrito, pelo mesmo apóstolo, que Jesus ofereceu a si mesmo, como oferta agradável a Deus, pelos nossos pecados. Em C.l 1.14,20,22 é dito que temos paz pelo sangue da cruz. Em I Tm. 2.6 e Tt. 2.14, sabemos que Cristo a si mesmo se deu em resgate por nós para nos remir de toda iniqüidade. O autor da Epístola aos Hebreus reforça essa doutrina, Hb. 9.27 e 10.10, dizendo que Cristo é a oferta que tira os pecados de muitos. A morte de Cristo, no entanto, ocorreu não por um mero capricho divino, mas por causa da Sua santidade e da gravidade do pecado, cuja conseqüência é a manifestação da ira de Deus (Rm. 1.18,24,26,28), a qual, permanece sobre aqueles que não receberam, pela fé, o Cristo crucificado (Jo. 3.36).

 

3. EFEITOS DA MORTE DE CRISTO

 

recebemos a morte de Cristo, Seu sacrifício vicário, nós tornamos aceitos nEle, que é o Amado do Pai (Ef. 1.6). A justiça dEle nos é imputada, de modo que somos justificados, já que essa é lançada em nossa conta (Rm. 3.21). Em prosseguimento a isso, somos levados à santificação e ao desenvolvimento do caráter de Cristo por meio da produção do fruto do Espírito (Gl. 5.22,23). A morte de Cristo torna o relacionamento com Deus algo possível e real, não mais circunscrito às exigências da Lei, cujo ministério é o da condenação, mas, conforme nos instrui Paulo, em Cl. 3, para uma vida modificada em união com Aquele que não só morreu, mas também ressuscitou de entre os mortos (Cl. 1.20; I Co. 15.25-28; Jo. 7.38; 16.7; 14.16; At. 2.33; Gl. 3.13,14). Agora, temos o perdão de Deus, a purificação do pecado (Rm. 3.25; 4.7; At. 2.38; 3.19; I Jo. 1.2-2.2). E, por fim, a esperança da redenção total, quando o que é corruptível se revestirá da incorruptibilidade (I Co. 15.53,54) e a trombeta soar, e, enfim, mortos e vivos subirão para o encontro com o Senhor nos ares (I Ts. 5.13-18).

 

CONCLUSÃO

 

É por meio do Espírito Santo (Rm. 8.29) que a morte de Cristo adquire uma caráter real na vida daqueles que crêem. Assim, do prisma individual, a menos que haja conversão, o sacrifício de Jesus não terá o devido efeito na vida dos pecadores. Paulo esclarece em Rm. 5.9,10 que a morte de Cristo tem, de fato, um caráter substitutivo, todavia, faz-se necessário que essa justificação, por meio de Sua morte, seja operada pelo Santo Espírito (II Cr. 3.18). Portanto, sejamos cautelosos para não levar Cristo ao vitupério, deixando de atentar para essa tão grande salvação (Hb. 2.3), sem a qual, estaríamos fadados à condenação eterna (Jo. 3.16; Rm. 3.23; 6.23).

 

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SUBISÍDIO II

 

INTRODUÇÃO

 

Para que o Deus de amor pudesse manter Sua justiça e retidão, a morte expiatória de Jesus Cristo tornou-se uma “necessidade moral e legal”. A justiça de Deus requer que o pecado seja levado a julgamento. Portanto, Deus necessita executar o juízo do pecado, e logo, do pecador, de acordo com a vontade de Deus. A expiação era necessária porque o homem se encontrava sob a justa ira de Deus. Aqui encontramos o cerne do evangelho do perdão dos pecados e mistério da cruz de Cristo: a perfeita justiça de Cristo satisfaz adequadamente a justiça divina, e Deus dispõe-Se a aceitar o auto-sacrifício de Cristo em lugar da morte do homem.

 

I. A MORTE DE JESUS FOI PREDITA NO ANTIGO TESTAMENTO

 

1. A promessa do sacrifício de Jesus.

 

O Senhor é justo e tem de cumprir a sua palavra. A Sua justiça exige a execução das penalidades decretadas. Aquilo que foi dito terá de acontecer de alguma maneira. Deste modo, a Trindade começou agindo em beneficio dos pecadores. Três são as principais características divinas: Amor, Justiça, e Verdade. Assim, e para não faltar à Sua palavra, Deus decretou que animais inocentes fossem sacrificados diariamente em lugar dos transgressores. Nisto, o Senhor cumpriu o seu dito com justiça e amor.

Os sacrifícios animais foram instituídos com a finalidade de substituir o pecador na morte. Logo no início foram sacrificados animais para vestir o casal com as suas peles. Aí, sangue inocente foi derramado por causa do pecado Gênesis. 3.21. Abel sentiu necessidade de oferecer sacrifícios que agradassem a Deus Gênesis. 4.3,4. Noé, de igual maneira, ao sair da arca da salvação, ofereceu sacrifícios sobre o altar. Gênesis. 8.20. Abraão ofereceu sacrifícios constantemente sobre o altar. Gênesis. 12.7,8; 13.4. A fim de agradar a Deus, Abraão até se dispôs a sacrificar o seu único filho, Isaque; porém, ao observar a sua prontidão, o Senhor substituiu o rapaz por um cordeiro que ali fez aparecer. Gênesis. 22.12,13.

 

O sangue dos animais que era derramado e espargido à volta do altar cobria o pecado, mas não tirava o pecado de forma alguma; isto se repetia anualmente. Hebreus. 10.11. Por este motivo, havia necessidade de um sacrifício melhor. Hebreus. 9.14,24. Ora, este sangue apontava para sangue mais valioso, o sangue do Cordeiro de Deus que havia de vir para tirar o pecado do mundo. No Antigo Testamento todo o ritual de sacrifícios apontava para o Cristo que havia de vir a fim de expiar os nossos pecados, derramando, para isso, o seu sangue.

 

2. Segundo as Escrituras.

 

Pelo fato do pecado constituir uma profunda rebelião contra tudo o que é bom, puro e verdadeiro, ele não pode ser ignorado. O salário do pecado é a morte. Deus julga o mundo. Romanos 6.23. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniqüidade de todos nós. Isaías 53.6. Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, portanto a morte de Cristo foi substitutiva. I Coríntios 15.3.

 

Deus provê o sacrifício expiatório. Esse sacrifício é Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no Seu sangue como propiciação, mediante a fé. Romanos 3.24 - 25. Àquele que não conheceu pecado, Ele O fez pecado por nós; para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus. II Coríntios 5.21. Cristo, o Redentor, assumiu sobre Si o julgamento do pecado. Portanto, Cristo foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia. Pela Suas pisaduras fomos sarados. Isaías 53.5.

 

II. O DIA DA CRUCIFICAÇÃO

 

1. O dia se tornou trevas.

 

Escuridão ao meio-dia. As expressões são judaicas para indicar a passagem do tempo. Mateus 27. 45,46. A escuridão iniciou-se ao meio-dia, estendendo-se até às 15 horas. Marcos informa que a crucifixão se deu na “terceira hora”, o que corresponde às 9 horas. Marcos. 15.25. Essa foi a maneira como a natureza demonstrou seu desprazer com o que acontecia no Calvário. Norman Champlin, “assim sendo, vemos que o falecimento do Senhor Jesus foi acompanhado por uma extraordinária ocorrência neste mundo físico. Era como se a natureza física protestasse contra os desígnios dos homens. Assim também, quando Cristo nasceu uma grande luz brilhou ao redor dos pastores, e a noite tornou-se como o dia. Quando Cristo morreu, o Sol foi encoberto e o dia transformou-se em noite…” O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, essas trevas têm um significado que vai além de um protesto do mundo natural. As Escrituras falam de trevas como símbolo do mal, separação de Deus, que é Luz, e em quem não há treva nenhuma. I João 1.5, A razão de tal agonia era que sobre Cristo como nosso substituto e penhor, foram postos a iniqüidade de nós todos. Foi contado como transgressor, a fim de que nos redimisse da condenação da lei. A culpa de todo descendente de Adão pesava-Lhe sobre a alma. A ira de Deus contra o pecado, a terrível manifestação de Seu desagrado por causa da iniqüidade, encheram de consternação a alma de Seu Filho. Toda a Sua vida anunciara Cristo ao mundo caído, as Boas-Novas da misericórdia do Pai, de Seu amor cheio de perdão. A salvação para o maior pecador, fora Seu tema. Mas agora, com o terrível peso de culpas que carrega, não pode ver a face reconciliadora do Pai. O afastamento do semblante divino, do Salvador, nessa hora de supremo abandono o faz clamar. Mateus 27.46.

 

2. O véu rasgado.

 

Disse, pois, o Senhor a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre em todo tempo no lugar santo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque aparecerei na nuvem sobre o propiciatório. Levíticos 16.2. Antes da vinda do Senhor Jesus, existia o tabernáculo ou templo, onde apenas o sacerdote levita tinha acesso ao lugar santo dos santos, que era separado por um véu. Nenhuma outra pessoa poderia entrar neste local, até para o sacerdote levita entrar, havia uma cuidadosa preparação, pois se entrasse de qualquer forma não sairia vivo deste local. Se nós estivéssemos vivendo naquela época, não teríamos acesso ao Pai, nosso contato era limitado e restrito. Só os levitas eram as pessoas que ofereceriam holocaustos pelos nossos pecados. E depois que Cristo ofereceu-se como sacrifício expiatório em nosso lugar, o que mudou? Quando Jesus expirou, algo tremendo aconteceu no templo ou no santuário: Mas Jesus, dando um grande brado, expirou. Então o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo. Marcos 15.37 -38. O véu foi rasgado de alto a baixo, isto significa que através de um novo caminho, isto é através de sua carne,todos nós temos acesso ao Pai: Tendo pois, irmãos, ousadia para entrarmos no santíssimo lugar, pelo sangue de Jesus, pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu, isto é, da sua carne. Hebreus 6.19,20; 10.19 - 20. A separação do homem para com Deus, foi restaurada, Jesus rasgou definitivamente o “véu” que nos deixava longe de Deus e através do nome que é sobre todo o nome, temos acesso direto ao Pai Celestial, chegando-nos a Ele com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa.

 

3. O brado de Jesus.

 

“Está consumado”. João 19.30. João termina o relato da crucificação com este depoimento. Essa sentença naturalmente revela o alívio e a satisfação de Jesus de ter acabado a dor e a agonia, que a morte o livraria, mas João dá a palavra uma definição mais profunda. De acordo com João, Jesus estava no controle de toda crucificação. Jesus disse que ninguém poderia tirar a sua vida - que ele daria por escolha própria. João 10.18; 19.10-11. Sabendo que ele tinha cumprido totalmente a vontade do Pai, ele voluntariamente deu sua vida. O que estava consumado ali não era simplesmente a sua morte, nem a sua vida, nem a obra de redenção, mas a razão de ele estar aqui nesse mundo. O último ato de obediência foi realizado. Jesus declara a sua vida “terminada” e se retira do palco até a sua ressurreição que começa um novo ato.

 

“Pai nas tuas mãos entrego o meu espírito” Lucas 23.46. Lucas tem uma imagem diferente de João e dos outros escritores do evangelho sobre o fim. Mateus e Marcos terminam dizendo somente que ele deu um “grande brado”. João termina com a obra consumada. Lucas termina dizendo que o grande brado foi uma citação do Salmo 31.5. A citação começa com “Pai”, a palavra Aba.O relacionamento de Jesus com Deus não é quebrado até o fim. Ele se entrega nas mãos do mesmo Pai que ele serviu em vida.

 

4. A reação do centurião e da multidão.

 

Quando o centurião que crucificou Jesus Cristo e não cria em Deus testemunhou a real crucifixão de Jesus, pôde dizer: “Verdadeiramente Este era o Filho de Deus!” Mateus. 27.54. Ao testemunhar os eventos, o centurião secretamente creu em seu coração que as coisas que Jesus havia feito não podiam ser realizadas por poder humano, a menos que o poder divino estivesse com Ele. Como centurião, reconhecidamente um homem de critério, ele pôde ver que os atos de Jesus não poderiam ser realizados por seres humanos.

 

5. Evidências externas.

 

O fato histórico sobre a morte de Jesus na cruz, está completamente de acordo com o que narraram os historiadores em todos os tempos.As profecias cumpriram-se cabalmente. O método da crucificação adquiriu grande importância para o Cristianismo, já que de acordo com esta tradição Jesus de Nazaré havia sido entregue pelos judeus aos romanos para crucificação. No caso de Jesus parece ter sido este castigo de modo brando, antes da sentença final, com o objetivo de provocar a compaixão e conseguir a insenção do novo atormentamento. Lucas. 3.22; João 19.1. Neste ato foi colocado um pedaço de madeira por sobre a cabeça Dele. Mt 27.37; Marcos 15.26; Lucas 23.38; João 19.19, com uma inscrição de poucas palavras que exprimiam o crime: INRI, ou Iesus Nazarenus Rex Ioderum, ou Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus. Jesus carregou a cruz até o lugar da execução e este trajeto público e penoso.

 

Jesus Cristo foi pregado na cruz, mas por vezes o condenado era apenas atado a esse instrumento de suplício, considerado o mais penoso, visto que o tempo de agonia do criminoso era extraordinariamente prolongado. Entre os judeus, algumas vezes o corpo de criminosos era pendurado numa árvore; mas não podia ficar ali durante a noite porque era “maldito de Deus” e contaminaria a terra.

 

III O SACRIFÍCIO VICÁRIO

 

1. A morte vicária.

 

Quando o homem se afastou de Deus ele se tornou transgressor, e como tal deve satisfação a Deus. Mas o homem podia expiar os seus pecados somente sofrendo a pena eternamente; e é isto que Deus, com estrita justiça, podia ter exigido, e teria exigido se não tivesse sido motivado pelo amor e compaixão ao pecador. Ao invés de insistir em tal expiação pessoal, todavia, designou um vicário ou substituto, Jesus Cristo, para tomar o lugar do homem, e este vicário expiou o pecado da humanidade e efetuou uma redenção eterna para o homem. A expiação vicária efetuada por Cristo foi prefigurada no Antigo Testamento pelos sacrifícios dos animais. Levíticos 1.4; 4.20,31 35: 5.10,16: 6.7: 17.11; Nossos pecados caíram sobre Ele. Isaias 53.6; João 1.29; II Coríntios 5.21; Gálatas 3.13; Hebreus 9.28; I Pedro 2.24, pois ele deu-se a si m mesmo e morreu pelo pecador. Marcos 10.45; Romanos 8.3; Gálatas 1.4; I Pedro 3.18; I João 2.2.

 

2. A reconciliação pelo sangue.

 

Havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio d’Ele (de Cristo) reconciliasse consigo todas as coisas. Colossenses 1.20-22

 

Podemos atribuir também à virtude do sangue de Jesus o privilégio de deixarmos de ser inimigos de Deus. Outrora vivíamos em aversão e hostilidade contra o Criador e os seus desígnios, até que soaram aos nossos ouvidos as boas novas do Evangelho. Essas novas declaram que o Pai tomou a iniciativa de enviar o seu Filho, como embaixador, embora tenhamos sido indignos e rebeldes. Todavia, pelo grande amor que nos consagra, permite o sacrifício cruento a fim de obtê-los uma nova relação com Ele. O sangue de Jesus satisfez plenamente a Lei de Deus. I João 3.4; A comunhão com Deus foi restaurada. Romanos. 5.8,9. E nos trouxe para perto de Deus. Efésios 2.3.

 

3. A provisão de Deus para a salvação.

 

O homem estava perdido e necessitava de um Guia; Está doente e necessita de um Médico. Estava escravizado e precisa de um Libertador e Redentor Está moribundo e necessita de um Salvador. Estava espiritualmente morto e necessitava de Vida Nova. .Só Jesus Cristo é o Guia, o Médico, o Libertador, o Redentor, o Salvador, a Vida Nova é, enfim, a Solução de Deus para o problema do homem e a Provisão de Deus para a necessidade do homem. Gálatas 3.10,13; 4.4,5. Jesus pagou o preço do pecado, morrendo sobre a cruz João 1.29; Filipenses 2.8.

 

4. Os opositores da cruz de Cristo.

 

O apóstolo criticou os cristãos. Gálatas 1.1-5, Assim, como já disseram, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema. Gálatas 1.6-9. Diante da vigorosa condenação de Paulo a aqueles que estavam pregando um evangelho diferente, precisamos perguntar: “Qual é o evangelho que Paulo prega?” Paulo explica qual o evangelho que ele prega. Na sua carta aos crentes de Corinto,Paulo nos diz a respeito do que ele considerava ser de “primeira importância” em sua pregação do evangelho: “Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais;por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, amenos que tenhais crido em vão. Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. I Coríntios 15.1-4.O evangelho que Paulo pregou foi Jesus Cristo. Que morreu por nossos pecados que ele foi sepultado e que Ele ressurgiu dos mortos ao terceiro dia. Este era o evangelho que Paulo pregou, o evangelho que os Corintos ouviram e receberam, e o evangelho pelo qual eles foram salvos.O essencial do evangelho é “Cristo morreu pelos nossos pecados”. Sobre a cruz, Cristo levou a penalidade dos pecados do Seu povo. Em outras palavras, sua morte foi uma substituição, ou uma morte vicária por nós.

 

Cristo tomou o nosso lugar, “o justo pelos injustos” carregando sobre si todas as punições que nós merecíamos. Jesus viu claramente a sua morte que se aproximava como um sacrifício substitutivo pelos pecadores. No evangelho de Mateus, por exemplo, Jesus afirmou: “Tal como o Filho do Homem que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em regate por muitos.” Conforme afirma Jesus, ele veio para dar a sua vida em “resgate” em lugar de muitos.

 

CONCLUSÃO

 

O fato de que os sacrifícios do Antigo Testamento tinham de ser repetidos anualmente indica que eles eram provisórios. Apontavam para um tempo futuro quando, então, Cristo viria para remover de modo permanente todo o pecado confessado. Os dois bodes representam a expiação, o perdão, a reconciliação e a purificação consumados por Cristo. O bode que era sacrificado representa a morte vicária e sacrificial de Cristo pelos pecadores, como remissão pelos seus pecados. O bode expiatório, conduzido para longe, levando os pecados da nação, tipifica o sacrifício de Cristo, que remove o pecado e a culpa de todos quantos se arrependem.

 

Os sacrifícios no Dia da Expiação proviam uma “cobertura” pelo pecado, e não a remoção do pecado. O sangue de Cristo derramado na cruz, no entanto, é a expiação plena e definitiva que Deus oferece à raça humana; expiação esta que remove o pecado de modo permanente. Cristo como sacrifício perfeito pagou a inteira penalidade dos nossos pecados e levou a efeito o sacrifício expiador que afasta a ira de Deus, que nos reconcilia com Ele e que restaura nossa comunhão com Ele.

 

 

 

Pb. José Roberto A. Barbosa

Pr. Alcione Alves do Nascimento

 

Os artigos e estudos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus autores.

 

Fonte:

EBDWeb e CPAD

Portal Escola Dominical

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QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 11 DO 1º TRIMESTRE/2008

 

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