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ESCOLA BÍBLICA / LIÇÕES
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LIÇÃO 11
A MORTE
VICÁRIA DE JESUS
Texto Áureo
"Porque primeiramente vos
entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos
pecados, segundo as Escrituras" 1Co 15.3
Verdade Prática
Jesus morreu por nossas culpas,
libertando-nos do castigo do pecado, que é a morte.
Leitura Diária
Segunda - At 13.26-29 -
A morte de Jesus anunciada pelos profetas do Antigo
Testamento
Terça - Jo 8.20-24 -
Jesus falou de sua morte vicária
Quarta - Jo 19.1-3,17 -
Jesus cura dez leprosos de uma só vez
Quinta - Hb 2.9
- O martírio de Jesus
Sexta - Hb 9.15 - A
morte de Jesus foi para remissão dos nossos pecados
Sábado - Mt 27.45-53 -
O brado da cruz
Esboço da Lição
Introdução
I.
A Morte de Jesus foi Predita no
Antigo Testamento
II.
O Dia da Crucificação
III.
O Sacrifício Vicário
Conclusão
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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 23.33; 44-53.
33 E, quando chegaram ao
lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores,
um à direita e outro à esquerda.
44 E era já quase a hora
sexta, e houve trevas em toda a terra até à hora nona,
escurecendo-se o sol;
45 E rasgou-se ao meio o véu
do templo.
46 E, clamando Jesus com
grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E,
havendo dito isto, expirou.
47 E o centurião, vendo o
que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: Na verdade,
este homem era justo.
48 E toda a multidão que se
ajuntara a este espetáculo, vendo o que havia acontecido,
voltava batendo nos peitos.
49 E todos os seus
conhecidos, e as mulheres que juntamente o haviam seguido desde
a Galiléia, estavam de longe vendo estas coisas.
50 E eis que um homem por
nome José, senador, homem de bem e justo,
51 Que não tinha consentido
no conselho e nos atos dos outros, de Arimatéia, cidade dos
judeus, e que também esperava o reino de Deus;
52 Esse, chegando a Pilatos,
pediu o corpo de Jesus.
53 E, havendo-o tirado,
envolveu-o num lençol, e pô-lo num sepulcro escavado numa penha,
onde ninguém ainda havia sido posto.
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COMENTÁRIO / DICAS
Tema deste
Subsídio
O MINISTÉRIO DE ENSINO DE JESUS
Objetivo: Refletir a
respeito da morte vicária de Cristo, por meio da qual,
fomos libertos das culpas e do castigo do pecado.
INTRODUÇÃO
A morte de Cristo teve um
significado vicário para todos aqueles que O recebem como
Salvador. Ciente da importância de tal sacrifício
estudaremos, na lição de hoje, algumas profecias que fazem
alusão a esse momento, sua realização plena em Cristo, bem
como suas implicações reais para a vida cristã.
1.
PROFETIZADA NO ANTIGO TESTAMENTO
A morte de Cristo, em
sacrifício pela humanidade, fora, várias vezes,
profetizada no Antigo Testamento. Uma dessas se encontra
em Is. 53.4, assim diz o texto sagrado: “Verdadeiramente
ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas
dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito,
ferido de Deus, e oprimido”. Atentemos para alguns
detalhes dessa passagem: 1) verdadeiramente – eis aqui um
fato incontestável, seu sacrifício não foi uma fraude; 2)
ele tomou sobre si mesmo – não se tratou de algo imposto,
mas em uma disposição voluntária para o sacrifício (Mt.
8.17); 3) levou sobre si – essa é a demonstração ativa do
ato vicário, substitutivo (Is. 53.5,6,8,12), por nós (Is.
63.9; Hb. 4.15); 4) as nossas enfermidades – cuidemos para
não absolutizar a relação entre pecado e enfermidade (Jo.
9.2,3), mas não podemos descartá-la por completo (Is.
33.24; Sl. 103.3; Mt. 9.2; Jo. 5.14; Tg. 5.15); e 5)
ferido de Deus e oprimido – não pelos seus pecados, pois
ele não os teve (Hb. 4.15; 9.28), mas pelos nossos (I Pe.
2.24). Outras passagens bíblicas vaticinam, direta ou
indiretamente, a morte de Cristo são: Sl. 22; Is. 52.12;
Sl. 69.21; Zc. 12.10; Sl. 22.18; e Sl. 34.20.
2. A MORTE
VICÁRIA DE CRISTO
A palavra “vicário”, de
acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, vem
do latim “vicarius” e significa “o que faz às vezes de
outro” ou “o que substitui outra coisa ou pessoa”. Essa
definição se coaduna, perfeitamente, com a explicação
bíblica e teológica que costumamos dar à morte expiatória
de Cristo no Calvário. Alguns textos bíblicos consolidam a
fé no sacrifício vicário, isto é, substitutivo da morte de
Jesus. Em Rm. 3.25 e 5.6, Paulo diz que, pelo sangue de
Cristo, Deus propôs propiciação pelos nossos pecados a fim
de que fôssemos reconciliados com Ele. Ainda em Ef. 1.7 e
5.2, fora escrito, pelo mesmo apóstolo, que Jesus ofereceu
a si mesmo, como oferta agradável a Deus, pelos nossos
pecados. Em C.l 1.14,20,22 é dito que temos paz pelo
sangue da cruz. Em I Tm. 2.6 e Tt. 2.14, sabemos que
Cristo a si mesmo se deu em resgate por nós para nos remir
de toda iniqüidade. O autor da Epístola aos Hebreus
reforça essa doutrina, Hb. 9.27 e 10.10, dizendo que
Cristo é a oferta que tira os pecados de muitos. A morte
de Cristo, no entanto, ocorreu não por um mero capricho
divino, mas por causa da Sua santidade e da gravidade do
pecado, cuja conseqüência é a manifestação da ira de Deus
(Rm. 1.18,24,26,28), a qual, permanece sobre aqueles que
não receberam, pela fé, o Cristo crucificado (Jo. 3.36).
3. EFEITOS
DA MORTE DE CRISTO
recebemos a morte de Cristo,
Seu sacrifício vicário, nós tornamos aceitos nEle, que é o
Amado do Pai (Ef. 1.6). A justiça dEle nos é imputada, de
modo que somos justificados, já que essa é lançada em
nossa conta (Rm. 3.21). Em prosseguimento a isso, somos
levados à santificação e ao desenvolvimento do caráter de
Cristo por meio da produção do fruto do Espírito (Gl.
5.22,23). A morte de Cristo torna o relacionamento com
Deus algo possível e real, não mais circunscrito às
exigências da Lei, cujo ministério é o da condenação, mas,
conforme nos instrui Paulo, em Cl. 3, para uma vida
modificada em união com Aquele que não só morreu, mas
também ressuscitou de entre os mortos (Cl. 1.20; I Co.
15.25-28; Jo. 7.38; 16.7; 14.16; At. 2.33; Gl. 3.13,14).
Agora, temos o perdão de Deus, a purificação do pecado (Rm.
3.25; 4.7; At. 2.38; 3.19; I Jo. 1.2-2.2). E, por fim, a
esperança da redenção total, quando o que é corruptível se
revestirá da incorruptibilidade (I Co. 15.53,54) e a
trombeta soar, e, enfim, mortos e vivos subirão para o
encontro com o Senhor nos ares (I Ts. 5.13-18).
CONCLUSÃO
É por meio do Espírito Santo
(Rm. 8.29) que a morte de Cristo adquire uma caráter real
na vida daqueles que crêem. Assim, do prisma individual, a
menos que haja conversão, o sacrifício de Jesus não terá o
devido efeito na vida dos pecadores. Paulo esclarece em Rm.
5.9,10 que a morte de Cristo tem, de fato, um caráter
substitutivo, todavia, faz-se necessário que essa
justificação, por meio de Sua morte, seja operada pelo
Santo Espírito (II Cr. 3.18). Portanto, sejamos cautelosos
para não levar Cristo ao vitupério, deixando de atentar
para essa tão grande salvação (Hb. 2.3), sem a qual,
estaríamos fadados à condenação eterna (Jo. 3.16; Rm.
3.23; 6.23).
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SUBISÍDIO II
INTRODUÇÃO
Para que o Deus de amor
pudesse manter Sua justiça e retidão, a morte expiatória
de Jesus Cristo tornou-se uma “necessidade moral e legal”.
A justiça de Deus requer que o pecado seja levado a
julgamento. Portanto, Deus necessita executar o juízo do
pecado, e logo, do pecador, de acordo com a vontade de
Deus. A expiação era necessária porque o homem se
encontrava sob a justa ira de Deus. Aqui encontramos o
cerne do evangelho do perdão dos pecados e mistério da
cruz de Cristo: a perfeita justiça de Cristo satisfaz
adequadamente a justiça divina, e Deus dispõe-Se a aceitar
o auto-sacrifício de Cristo em lugar da morte do homem.
I. A MORTE
DE JESUS FOI PREDITA NO ANTIGO TESTAMENTO
1. A
promessa do sacrifício de Jesus.
O Senhor é justo e tem de
cumprir a sua palavra. A Sua justiça exige a execução das
penalidades decretadas. Aquilo que foi dito terá de
acontecer de alguma maneira. Deste modo, a Trindade
começou agindo em beneficio dos pecadores. Três são as
principais características divinas: Amor, Justiça, e
Verdade. Assim, e para não faltar à Sua palavra, Deus
decretou que animais inocentes fossem sacrificados
diariamente em lugar dos transgressores. Nisto, o Senhor
cumpriu o seu dito com justiça e amor.
Os sacrifícios animais foram
instituídos com a finalidade de substituir o pecador na
morte. Logo no início foram sacrificados animais para
vestir o casal com as suas peles. Aí, sangue inocente foi
derramado por causa do pecado Gênesis. 3.21. Abel sentiu
necessidade de oferecer sacrifícios que agradassem a Deus
Gênesis. 4.3,4. Noé, de igual maneira, ao sair da arca da
salvação, ofereceu sacrifícios sobre o altar. Gênesis.
8.20. Abraão ofereceu sacrifícios constantemente sobre o
altar. Gênesis. 12.7,8; 13.4. A fim de agradar a Deus,
Abraão até se dispôs a sacrificar o seu único filho,
Isaque; porém, ao observar a sua prontidão, o Senhor
substituiu o rapaz por um cordeiro que ali fez aparecer.
Gênesis. 22.12,13.
O sangue dos animais que era
derramado e espargido à volta do altar cobria o pecado,
mas não tirava o pecado de forma alguma; isto se repetia
anualmente. Hebreus. 10.11. Por este motivo, havia
necessidade de um sacrifício melhor. Hebreus. 9.14,24.
Ora, este sangue apontava para sangue mais valioso, o
sangue do Cordeiro de Deus que havia de vir para tirar o
pecado do mundo. No Antigo Testamento todo o ritual de
sacrifícios apontava para o Cristo que havia de vir a fim
de expiar os nossos pecados, derramando, para isso, o seu
sangue.
2. Segundo
as Escrituras.
Pelo fato do pecado
constituir uma profunda rebelião contra tudo o que é bom,
puro e verdadeiro, ele não pode ser ignorado. O salário do
pecado é a morte. Deus julga o mundo. Romanos 6.23. Todos
nós andávamos desgarrados como ovelhas, mas o Senhor fez
cair sobre Ele a iniqüidade de todos nós. Isaías 53.6.
Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras,
portanto a morte de Cristo foi substitutiva. I Coríntios
15.3.
Deus provê o sacrifício
expiatório. Esse sacrifício é Cristo Jesus, a quem Deus
propôs, no Seu sangue como propiciação, mediante a fé.
Romanos 3.24 - 25. Àquele que não conheceu pecado, Ele O
fez pecado por nós; para que nEle fôssemos feitos justiça
de Deus. II Coríntios 5.21. Cristo, o Redentor, assumiu
sobre Si o julgamento do pecado. Portanto, Cristo foi
tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o
tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos
nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que
fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não
tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que
recebêssemos a vida que a Ele pertencia. Pela Suas
pisaduras fomos sarados. Isaías 53.5.
II. O DIA
DA CRUCIFICAÇÃO
1. O dia se
tornou trevas.
Escuridão ao meio-dia. As
expressões são judaicas para indicar a passagem do tempo.
Mateus 27. 45,46. A escuridão iniciou-se ao meio-dia,
estendendo-se até às 15 horas. Marcos informa que a
crucifixão se deu na “terceira hora”, o que corresponde às
9 horas. Marcos. 15.25. Essa foi a maneira como a natureza
demonstrou seu desprazer com o que acontecia no Calvário.
Norman Champlin, “assim sendo, vemos que o falecimento do
Senhor Jesus foi acompanhado por uma extraordinária
ocorrência neste mundo físico. Era como se a natureza
física protestasse contra os desígnios dos homens. Assim
também, quando Cristo nasceu uma grande luz brilhou ao
redor dos pastores, e a noite tornou-se como o dia. Quando
Cristo morreu, o Sol foi encoberto e o dia transformou-se
em noite…” O Novo Testamento Interpretado Versículo por
Versículo, essas trevas têm um significado que vai além de
um protesto do mundo natural. As Escrituras falam de
trevas como símbolo do mal, separação de Deus, que é Luz,
e em quem não há treva nenhuma. I João 1.5, A razão de tal
agonia era que sobre Cristo como nosso substituto e
penhor, foram postos a iniqüidade de nós todos. Foi
contado como transgressor, a fim de que nos redimisse da
condenação da lei. A culpa de todo descendente de Adão
pesava-Lhe sobre a alma. A ira de Deus contra o pecado, a
terrível manifestação de Seu desagrado por causa da
iniqüidade, encheram de consternação a alma de Seu Filho.
Toda a Sua vida anunciara Cristo ao mundo caído, as
Boas-Novas da misericórdia do Pai, de Seu amor cheio de
perdão. A salvação para o maior pecador, fora Seu tema.
Mas agora, com o terrível peso de culpas que carrega, não
pode ver a face reconciliadora do Pai. O afastamento do
semblante divino, do Salvador, nessa hora de supremo
abandono o faz clamar. Mateus 27.46.
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2. O véu
rasgado.
Disse, pois, o Senhor a
Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre em todo
tempo no lugar santo, para dentro do véu, diante do
propiciatório que está sobre a arca, para que não morra;
porque aparecerei na nuvem sobre o propiciatório.
Levíticos 16.2. Antes da vinda do Senhor Jesus, existia o
tabernáculo ou templo, onde apenas o sacerdote levita
tinha acesso ao lugar santo dos santos, que era separado
por um véu. Nenhuma outra pessoa poderia entrar neste
local, até para o sacerdote levita entrar, havia uma
cuidadosa preparação, pois se entrasse de qualquer forma
não sairia vivo deste local. Se nós estivéssemos vivendo
naquela época, não teríamos acesso ao Pai, nosso contato
era limitado e restrito. Só os levitas eram as pessoas que
ofereceriam holocaustos pelos nossos pecados. E depois que
Cristo ofereceu-se como sacrifício expiatório em nosso
lugar, o que mudou? Quando Jesus expirou, algo tremendo
aconteceu no templo ou no santuário: Mas Jesus, dando um
grande brado, expirou. Então o véu do santuário se rasgou
em dois, de alto a baixo. Marcos 15.37 -38. O véu foi
rasgado de alto a baixo, isto significa que através de um
novo caminho, isto é através de sua carne,todos nós temos
acesso ao Pai: Tendo pois, irmãos, ousadia para entrarmos
no santíssimo lugar, pelo sangue de Jesus, pelo caminho
que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do
véu, isto é, da sua carne. Hebreus 6.19,20; 10.19 - 20. A
separação do homem para com Deus, foi restaurada, Jesus
rasgou definitivamente o “véu” que nos deixava longe de
Deus e através do nome que é sobre todo o nome, temos
acesso direto ao Pai Celestial, chegando-nos a Ele com
verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o
coração purificado da má consciência, e o corpo lavado com
água limpa, retenhamos inabalável a confissão da nossa
esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa.
3. O brado
de Jesus.
“Está consumado”. João 19.30.
João termina o relato da crucificação com este depoimento.
Essa sentença naturalmente revela o alívio e a satisfação
de Jesus de ter acabado a dor e a agonia, que a morte o
livraria, mas João dá a palavra uma definição mais
profunda. De acordo com João, Jesus estava no controle de
toda crucificação. Jesus disse que ninguém poderia tirar a
sua vida - que ele daria por escolha própria. João 10.18;
19.10-11. Sabendo que ele tinha cumprido totalmente a
vontade do Pai, ele voluntariamente deu sua vida. O que
estava consumado ali não era simplesmente a sua morte, nem
a sua vida, nem a obra de redenção, mas a razão de ele
estar aqui nesse mundo. O último ato de obediência foi
realizado. Jesus declara a sua vida “terminada” e se
retira do palco até a sua ressurreição que começa um novo
ato.
“Pai nas tuas mãos entrego o
meu espírito” Lucas 23.46. Lucas tem uma imagem diferente
de João e dos outros escritores do evangelho sobre o fim.
Mateus e Marcos terminam dizendo somente que ele deu um
“grande brado”. João termina com a obra consumada. Lucas
termina dizendo que o grande brado foi uma citação do
Salmo 31.5. A citação começa com “Pai”, a palavra Aba.O
relacionamento de Jesus com Deus não é quebrado até o fim.
Ele se entrega nas mãos do mesmo Pai que ele serviu em
vida.
4. A reação
do centurião e da multidão.
Quando o centurião que
crucificou Jesus Cristo e não cria em Deus testemunhou a
real crucifixão de Jesus, pôde dizer: “Verdadeiramente
Este era o Filho de Deus!” Mateus. 27.54. Ao testemunhar
os eventos, o centurião secretamente creu em seu coração
que as coisas que Jesus havia feito não podiam ser
realizadas por poder humano, a menos que o poder divino
estivesse com Ele. Como centurião, reconhecidamente um
homem de critério, ele pôde ver que os atos de Jesus não
poderiam ser realizados por seres humanos.
5.
Evidências externas.
O fato histórico sobre a
morte de Jesus na cruz, está completamente de acordo com o
que narraram os historiadores em todos os tempos.As
profecias cumpriram-se cabalmente. O método da
crucificação adquiriu grande importância para o
Cristianismo, já que de acordo com esta tradição Jesus de
Nazaré havia sido entregue pelos judeus aos romanos para
crucificação. No caso de Jesus parece ter sido este
castigo de modo brando, antes da sentença final, com o
objetivo de provocar a compaixão e conseguir a insenção do
novo atormentamento. Lucas. 3.22; João 19.1. Neste ato foi
colocado um pedaço de madeira por sobre a cabeça Dele. Mt
27.37; Marcos 15.26; Lucas 23.38; João 19.19, com uma
inscrição de poucas palavras que exprimiam o crime: INRI,
ou Iesus Nazarenus Rex Ioderum, ou Jesus de Nazaré, Rei
dos Judeus. Jesus carregou a cruz até o lugar da execução
e este trajeto público e penoso.
Jesus Cristo foi pregado na
cruz, mas por vezes o condenado era apenas atado a esse
instrumento de suplício, considerado o mais penoso, visto
que o tempo de agonia do criminoso era extraordinariamente
prolongado. Entre os judeus, algumas vezes o corpo de
criminosos era pendurado numa árvore; mas não podia ficar
ali durante a noite porque era “maldito de Deus” e
contaminaria a terra.
III O
SACRIFÍCIO VICÁRIO
1. A morte
vicária.
Quando o homem se afastou de
Deus ele se tornou transgressor, e como tal deve
satisfação a Deus. Mas o homem podia expiar os seus
pecados somente sofrendo a pena eternamente; e é isto que
Deus, com estrita justiça, podia ter exigido, e teria
exigido se não tivesse sido motivado pelo amor e compaixão
ao pecador. Ao invés de insistir em tal expiação pessoal,
todavia, designou um vicário ou substituto, Jesus Cristo,
para tomar o lugar do homem, e este vicário expiou o
pecado da humanidade e efetuou uma redenção eterna para o
homem. A expiação vicária efetuada por Cristo foi
prefigurada no Antigo Testamento pelos sacrifícios dos
animais. Levíticos 1.4; 4.20,31 35: 5.10,16: 6.7: 17.11;
Nossos pecados caíram sobre Ele. Isaias 53.6; João 1.29;
II Coríntios 5.21; Gálatas 3.13; Hebreus 9.28; I Pedro
2.24, pois ele deu-se a si m mesmo e morreu pelo pecador.
Marcos 10.45; Romanos 8.3; Gálatas 1.4; I Pedro 3.18; I
João 2.2.
2. A
reconciliação pelo sangue.
Havendo feito a paz pelo
sangue da sua cruz, por meio d’Ele (de Cristo)
reconciliasse consigo todas as coisas. Colossenses 1.20-22
Podemos atribuir também à
virtude do sangue de Jesus o privilégio de deixarmos de
ser inimigos de Deus. Outrora vivíamos em aversão e
hostilidade contra o Criador e os seus desígnios, até que
soaram aos nossos ouvidos as boas novas do Evangelho.
Essas novas declaram que o Pai tomou a iniciativa de
enviar o seu Filho, como embaixador, embora tenhamos sido
indignos e rebeldes. Todavia, pelo grande amor que nos
consagra, permite o sacrifício cruento a fim de obtê-los
uma nova relação com Ele. O sangue de Jesus satisfez
plenamente a Lei de Deus. I João 3.4; A comunhão com Deus
foi restaurada. Romanos. 5.8,9. E nos trouxe para perto de
Deus. Efésios 2.3.
3. A
provisão de Deus para a salvação.
O homem estava perdido e
necessitava de um Guia; Está doente e necessita de um
Médico. Estava escravizado e precisa de um Libertador e
Redentor Está moribundo e necessita de um Salvador. Estava
espiritualmente morto e necessitava de Vida Nova. .Só
Jesus Cristo é o Guia, o Médico, o Libertador, o Redentor,
o Salvador, a Vida Nova é, enfim, a Solução de Deus para o
problema do homem e a Provisão de Deus para a necessidade
do homem. Gálatas 3.10,13; 4.4,5. Jesus pagou o preço do
pecado, morrendo sobre a cruz João 1.29; Filipenses 2.8.
4. Os
opositores da cruz de Cristo.
O apóstolo criticou os
cristãos. Gálatas 1.1-5, Assim, como já disseram, e agora
repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele
que recebestes, seja anátema. Gálatas 1.6-9. Diante da
vigorosa condenação de Paulo a aqueles que estavam
pregando um evangelho diferente, precisamos perguntar:
“Qual é o evangelho que Paulo prega?” Paulo explica qual o
evangelho que ele prega. Na sua carta aos crentes de
Corinto,Paulo nos diz a respeito do que ele considerava
ser de “primeira importância” em sua pregação do
evangelho: “Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos
anunciei, o qual recebestes e no qual ainda
perseverais;por ele também sois salvos, se retiverdes a
palavra tal como vo-la preguei, amenos que tenhais crido
em vão. Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi:
que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as
Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro
dia, segundo as Escrituras. I Coríntios 15.1-4.O evangelho
que Paulo pregou foi Jesus Cristo. Que morreu por nossos
pecados que ele foi sepultado e que Ele ressurgiu dos
mortos ao terceiro dia. Este era o evangelho que Paulo
pregou, o evangelho que os Corintos ouviram e receberam, e
o evangelho pelo qual eles foram salvos.O essencial do
evangelho é “Cristo morreu pelos nossos pecados”. Sobre a
cruz, Cristo levou a penalidade dos pecados do Seu povo.
Em outras palavras, sua morte foi uma substituição, ou uma
morte vicária por nós.
Cristo tomou o nosso lugar,
“o justo pelos injustos” carregando sobre si todas as
punições que nós merecíamos. Jesus viu claramente a sua
morte que se aproximava como um sacrifício substitutivo
pelos pecadores. No evangelho de Mateus, por exemplo,
Jesus afirmou: “Tal como o Filho do Homem que não veio
para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em
regate por muitos.” Conforme afirma Jesus, ele veio para
dar a sua vida em “resgate” em lugar de muitos.
CONCLUSÃO
O fato de que os sacrifícios
do Antigo Testamento tinham de ser repetidos anualmente
indica que eles eram provisórios. Apontavam para um tempo
futuro quando, então, Cristo viria para remover de modo
permanente todo o pecado confessado. Os dois bodes
representam a expiação, o perdão, a reconciliação e a
purificação consumados por Cristo. O bode que era
sacrificado representa a morte vicária e sacrificial de
Cristo pelos pecadores, como remissão pelos seus pecados.
O bode expiatório, conduzido para longe, levando os
pecados da nação, tipifica o sacrifício de Cristo, que
remove o pecado e a culpa de todos quantos se arrependem.
Os sacrifícios no Dia da
Expiação proviam uma “cobertura” pelo pecado, e não a
remoção do pecado. O sangue de Cristo derramado na cruz,
no entanto, é a expiação plena e definitiva que Deus
oferece à raça humana; expiação esta que remove o pecado
de modo permanente. Cristo como sacrifício perfeito pagou
a inteira penalidade dos nossos pecados e levou a efeito o
sacrifício expiador que afasta a ira de Deus, que nos
reconcilia com Ele e que restaura nossa comunhão com Ele.
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Pb. José Roberto A. Barbosa
Pr. Alcione Alves do Nascimento
Os artigos e
estudos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade
dos seus autores.
Fonte:
EBDWeb e
CPAD
Portal Escola
Dominical
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QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 11 DO 1º TRIMESTRE/2008
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